O jogo mais aguardado de 2007 para o Wii chegou às mãos desse blogueiro empolgado. Super Mario Galaxy é um jogo muito especial, tanto, que eu tenho certeza que você já leu alguns “quarenta” reviews sobre ele.
Os mais espertos e informados sabem que ele também mantém a liderança sobre os jogos mais bem avaliados de todos os tempos. Só isso já é uma enorme responsabilidade para fazer uma análise justa e completa. Certo? Por isso que além de um review comum, vou tentar fazer uma análise que tente mostrar o real sentimento de se jogar essa aventura.
Sente-se calmamente, respire fundo e prepare-se para ler um texto que vai incentivar você a correr para conseguir jogar esse game o mais rapido possível. Depois não diga que não avisei.
O pior de todos os tempos
Certamente esse é um dos únicos títulos que não podem estar em uma análise de Super Mario Galaxy, a não ser que exista uma negação no meio. E existe. SMG é a melhor experiência que você terá no controle do bigodudo de todos os tempos. Não é exagero nem “ismo”, e eu explico.
No momento em que você segura o Wii-Remote e o Nunchuck e controla Mario, ainda no Reino dos Cogumelos, a sensação é praticamente a mesma que você sentiu quando viu o gorducho sair do cano em 3D pela primeira vez, há mais de dez anos.
Peach é seqüestrada (para variar), e então você inicia sua aventura ao encontrar uma garota loira de olhos azuis (quase uma Peach “EMOs version”) que controla uma enorme “base” espacial. Para salvar a princesa, você precisa encontrar as estrelas, que como de costume, guardam a força necessária para resolver os problemas e zerar o jogo.

Para realinhar as órbitas dos planetas…
A grande sacada de Galaxy é utilizar a gravidade a favor de uma jogabildiade em plataforma sem precedentes. Mario viaja e pula por planetas de variados tamanhos. A perspectiva da câmera, que às vezes deixam as coisas com visões de ponta cabeça ou de lado, dá ainda mais a impressão de você estar em locais diferentes não apenas pela distinção dos cenários, mas também pela relação de jogabildiade com cada uma.
O bacana é que em cada mundo, uma nova mecânica é apresentada para dar mais ritmo a jogatina. Um exemplo fácil de entender: no segundo mundo você terá que usar o pointer, controlado pelo Wii-Remote, para fazer Mario se “conectar” com pequenas plataformas através de um “raio de energia”, e assim, ir “escalando” o vácuo.
Não repare no enorme número de aspas do texto. Na verdade repare sim, isso é um pressuposto de como é difícil explicar como as coisas funcionam, mas quando você fizer isso com as próprias mãos, as coisas ficam incrivelmente simples.

Controle exclusivo?
Todo mundo diz que o controle do Nintendo 64 foi feito para se jogar Mario, tamanha a precisão dos botões para fazer os diversos comandos do encanador. No Wii a sensação é ainda maior.
Usar ataques de giro apenas balançando o Wii-Remote é simples, eficaz e tão natural, que depois de algum tempo fazendo isso, você vai pensar que o movimento é apenas um “botão”.
Andar, correr e fazer os malabarismos que Mario está acostumado a fazer vai ser moleza. A câmera dificilmente irá te pregar uma peça, mas caso isso aconteça, utilize o direcional para ajustar a posição. Eu quase não precisei apelar para essa opção.
Pule com o A, agache com Z e centralize a câmera com C. Tudo na ponta do dedo e simples de fazer, até para quem nunca se arriscou em uma aventura de plataforma em 3D.

Novidades para que?
Só por ser um novo jogo de Mario ambientado no espaço, Galaxy já é inovador. Mas a Nintendo teve o capricho de trazer várias novidades, para eternizar ainda mais o titulo.
Algumas novidades eu já citei: uso da gravidade e perspectiva para engrandecer a qualidade do gênero. Outra boa novidade é que o pointer é utilizado para pegar pequenos pedaços de “lixo espacial colorido”, para usar como munição e deixar os inimigos tontos. É quase a clássica “fireball”.
Uma das coisas mais bem vindas é a volta das fantasias, que estavam sumidas desde SMB3. Fazia tempo hein? Agora Mario pode utilizar novas fantasias de bichinhos para ganhar poderes extras. O primeiro que você recebe é a fantasia de abelha, que permite pequenos vôos. Ainda existe também a fantasia de Boo, que dispensa comentários.
Um modo multiplayer cooperativo fecha o leque das principais novidades. Esse modo permite interação para que um segundo jogador possa ajudar, controlando somente o pointer e recolhendo itens.

Obra prima
Os visuais de Galaxy são, sem sombra de duvidas, os melhores de Wii até hoje. E afirmo com certeza que o único que pode tirar esse “titulo” será Smsh Brother Brawl, que será lançado em Fevereiro de 2008.
Os sons mereceriam um post exclusivo, para poder explicar como cada trilha é altamente viciante e penetrante. Simplesmente perfeito. Só vou ressaltar que o uso do alto falante do controle nunca foi tão bem aproveitado.
Super Mario Galaxy é completo, divertido, atraente e fantástico. Controlar Mario no espaço é uma mera desculpa para oferecer aos donos de um Wii, uma das melhores experiências já propostas no mundo dos games.

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