Faz um tempo que eu não escrevo algum artigo variado aqui no blog, como o nosso amigo Wagner anda fazendo muito bem. Mas hoje vou quebrar esse jejum. Quero dividir umas experiências com vocês.
A vontade de escrever esse artigo surgiu quando uma discussão sobre preconceito contra os gamers surgiu no post sobre “Gamers Casuais x Hardcores”. Eu li o depoimento do pessoal e vi que realmente os gamers, principalmente no Brasil, passam por situações realmente desnecessárias.
Por isso que agora vou compartilhar algumas experiências que tive, já que oficialmente, trabalho com videogames.
Na TV? Jura?
Certa vez, em uma conversa informal com familiares:
-E aí Lucas, ta trabalhando?
-To. Desde Setembro, em um programa de TV.
-Programa de TV?? Sério?? (empolgação = 100)
-Pois é. Passa numa TV regional aqui e tudo mais.
-Nossa! Que demais. E sobre o que é o programa?
PAUSA
Até esse momento eu estava sendo praticamente idolatrado com a empolgação da pessoa, ao saber que eu trabalhava em um veiculo de comunicação em massa. Mas repare só no desfecho.
-Então, eu trabalho em um programa de videogames.
-Ahh…Videogame? (empolgação = -10)
-É. Jogos os games, escrevo os textos, faço matérias. Essas coisas.
-Puxa. Mas você aparece na TV? (esperança = 100)
PAUSA
Mas que diabos aparecer na TV ou não importaria? Já sei: a pessoa esperava que eu respondesse: “Trabalho em um programa de entretenimento com a Xuxa”, mas depois da decepção, acabou tentando se “conformar” caso eu aparecesse na TV.
-É apareço às vezes. Eu faço algumas matérias e propagandas para os patrocinadores.
-Ahhh! Isso é ótimo. Deve ser super legal aparecer na TV
-… (mas que diabos!) Pois é…

Relaxa, você consegue
Pensa que trabalhar com games é coisa fácil? Acho que você já deve ter escutado essa frase várias vezes, não é mesmo? Mas tem gente que insiste em achar que trabalhar com games é algo provisório ou simplesmente “quebra-galho”. Acompanhem mais uma conversa com conhecidos:
-Opa, e ai Lucas. Me falaram que você ta trabalhando na TV, é sério?
-(lá vamos nós de novo) É, em um programa de videogames.
-Ah tá. Mas fica tranqüilo que no começo é assim mesmo.
-Assim como?
-Ah, você sabe. A gente tem começar por baixo mesmo, pra ir subindo aos poucos.
-(claro, e aí quando chegar ao topo, trabalhar com a Ana Maria Braga) Pois é…
Não se contentaram? Então essa foi da mãe da minha namorada, comentando sobre minha faculdade de Jornalismo.
-Ah Estella, fica tranqüila que um dia ele vai ser que nem o Willian Bonner.
-Mas mãe, ele não quer seguir essa área.
-“Magina” filha, você acha que ele vai ficar com esse negócio de “joguinho” pra vida toda?
Após um silêncio e eu com uma cara de “nada”, digo:
-Pois é. Na verdade a intenção era tentar seguir nesse ramo.
-Ahh! Mas então ta ótimo!
Vai fazer algo saudável!
Acho que com esses três exemplos deu para entender algumas situações em que nós, que trabalhamos com isso, ficamos contra a parede. Não culpo nenhuma das pessoas que conversaram comigo, até porque, elas realmente não sabem o que é trabalhar com videogames, porque isso ainda é algo taxado como “brinquedo” aqui no Brasil.
A-há! Chegamos ao Q da questão: videogames ainda não são levados a sério no País, e até que isso aconteça, todos nós continuaremos a escutar gracinhas. Seja quem trabalha com games, ou apenas quem se diverte a noite toda com os amigos na Live e depois é taxado de anti-social.
Digam-me agora, caros amigos, o que vocês acham que deve ser feito para essa visão começar a mudar aqui no Brasil? Compartilhem experiências conosco.

Vc trabalha com games? Achei que fosse só diversão, com o blog e tal… Okei, tô brincando ;P
Eu imagino como deva ser… tô com umas coisas em andamento e acho que vai acontecer a mesma coisa comigo (embora não em jornalismo).
Bem… videogame só vai começar a mudar no Brasil no momento em que der dinheiro. MUITO dinheiro, assim como nos EUA. Lá já é parte da cultura pop e do dia-a-dia de muita gente há muito tempo. As pessoas não sabem que, muito mais que uma diversão, o entretenimento eletrônico é um NEGÓCIO. E dos que dão rios de dinheiro. Quero ver quem é que vai achar que é coisa de criança e/ou desocupado-perdido-na-vida na hora que as verdinhas aparecerem por aí.
Concordo com o Rodrigão, quando GAMES começarem a dar dinheiro a coisa muda de um modo que vão até colocar plaquinha no elevador para que sofre descriminação com games, mas acho que o buraco é bem mais em baixo para que isso ocorra.
No meio jornalistico, li no blog Gamer Br e agora no GoLuck que os profissionais ainda sofrem descriminação, inclusive até os mais experientes. Agora imagine nós jogadores?
Acredito que vem muito de nossa cultura, aparelhos eletrônicos não são a preferência dos brasileiros, um exemplo está com os computadores populares. Não é uma crítica, pelo contrário eu acho algo maravilhoso o computador ser algo popular, mas boa parte dos brasileiros usam o computador para, Orkut, MSN, Currículos, futebol e ouvir música. Uma pequena porcentagem destes novos MICREIROS usam o computador a procura de informações, desde nóticias do cotidiano até os games. Não chequei a essa conclusão do nada, foi parte do meu trabalho de TCC do concurso de Comunicação social.
Outro fato importante chama-se Futebol, como eu disse no post HARDCORE vs. Casual. Os jogadores Winning Eleven, são o melhor exemplo de como nossa cultura vê os jogos. O cidadão joga WE apenas. Passa horas na frente do vg e não sofre o mesmo “preconceito” de um jogador que passa horas jogando Viva Piñata. Citei esse jogo por realmente considerado infantil, mas muitos gamers jovens e adultos jogam (Me incluo nessa lista). É claro que poderia ser outro jogo também, mas a questão não é essa e sim jogar algo que não seja futebol no Brasil é considerada NERDISSE.
Comercialmente falando, procure Video Games em lojas populares, se houver algum Dynavision ou PS2, com certeza ele estará em uma vitrine escondido no final da loja atrás de filmadores, aparelhos de barbear pilhas, alto falantes, entre outros, menos em destaque.
Mas que quem será a Culpa?
Além da nossa cultura, a culpa é também de nós mesmos, por comprarmos jogos “alternativos” que reflete em nosso mercad.
Veja outro exemplo, a Microsoft. A empresa esconde os aparelhos da massa (Escrevi um post sobre esse assunto no eu blog – Cadê o XBox 360 no Brasil? – Olha a propaganda. RS. Quem quiser conferir, agradeço!). O PS2 está lá em qualquer loja que vende eletrônicos e até mesmo o caríssimo PS3 que já está mais barato que o 360 brazuca. Ambos estão até na mídia, vide comercial do Carrefour. Dá pra entender isso?
Política: Os “representantes do povo”, não estão interessados se uma minoria quer uma política justa de impostos praticado para o setor. Para se ter uma idéia estamos em 2007, no méxico o mercado está muito distantes de nós, aplicou-se uma lei de incentivo ao mercado há alguns anos atrás e o resultado disso; Além da Microsoft, Sony, Nintendo as publishers estão com raízes no país. Entre outras coisas que o país no ramo político ainda peca em absurdo.
Pois é amigos, falei de cultura, mercado, política, neste último nem quis me estender para não passar raiva, mesmo sabendo que há um projeto de lei sobre o assunto, mas é claro que tudo isso ainda são poucos os fatores, tem muito coisa no meio que se eu quiser escrever todos o LUCAS vai me banir do BLOG! Ahahahahah.
É um caminho dificil sair das expressões; NERDS, Trabalha com Joguinho ou então; Escreve em blog? Mas o que pode ser feito é não desistir, de não se intimidar é defender o que cada um acha sobre esse lazer ou negócio, mesmo passando por piadinhas e até em descriminação mesmo.
Escrevi demais.
Lucas é um tema muito bom pro GOLUCKCAST né?
Flw.
Modo Observador: On.
Rodrigo: Exatamente. O negócio precisa fazer girar dinehiro. Um exemplo bobo: Alguem aqui realmente acha que futebol de areia é legal? Alguem ja percebeu que SÓ a globo fala e mostra futebol de areia? estranho? Não. Interesse.
Se o videogame tivesse esse apelo, com certeza teriamos programas de videogame em grandes TVs abertas e transmissões de finais de campeonatos ao vivo.
Marcos:Pois é, você citou aí varios problemas que enfrentamos. Acho que o principal é saber que o mercado brasileiro de games ainda é muito imaturo. Tanto nos consumidores finais, quanto na imprensa. Mas tudo deve melhorar com o tempo. Pelo menos espero…
É… fazer o quê?
Tomara que tu consiga se dar bem, e quem sabe, mudar algo.
E puta, futebol de areia é ruim. Meu caralh*.
Uma alternativa para evitar caras estranhas e coisas do tipo é a seguinte: “Ah, você trabalha com o que?”
“Eu faço jornalismo… meu foco é em novas tecnologias, mais focado nas mídias digitais de interação e entretenimento”.
Pronto, já vão enxergar sob outra perspectiva ;P
Pois é, se soubessem quanto dinheiro essa indústria movimenta mundialmente, veriam de outra maneira, sem dúvida. E quanto ao que o Rodrigo disse, é verdade, tudo depende da maneira que é colocada.
Eu falei que tinha começado o blog pra um pessoal e eles perguntaram sobre o que era. A expressão era muito diferente de “Sobre games em geral” pra “Sobre tecnologia e a indústria do entretenimento eletrônico…”
É mesma coisa que falar “Sou auxiliar administrativo” e “Sou office-boy” =D
Rodrigo e Youta: Haha isso até “resolve”, mas acho que temos que buscar o “respeito” por trabalhar com JOGOS, com GAMES. Falar dificil engana, mas não resolve
Ps. No caso do office-boy, resolve
ahoeiuheo
Acho que o Luck teve se conformar com o fato do pessoal sempre achar que ele trabalha “brincando”.
Ou acharem que é a coisa mais facil do mundo ter um trabalho onde se joga e se fala de video game o tempo todo!
Ou entao ouvir algo assim “queria eu ganhar dinheiro so pra ficar jogando o dia todo”
hehe
!
Mas eu sei que futuramente voce vai acabar fazendo os conhecidos acharem que trabalhar com games é um bom negocio
=**
ILY
Isso acontece com toda a mídia de games, já ouvi várias histórias parecidas com o pessoal que trabalha com revistas (de games) e afins.
O legal Lucas é que você trabalha com algo que gosta e somente o seu esforço trará reconhecimento. Eu ainda espero um dia, em alguma fase da minha vida, poder trabalhar com algo relacionado a um dos meus inúmeros hobbys, seria muito gratificante. Sei que vou “ralar” do mesmo jeito que “ralo” hoje trabalhando para a companhia de engenharia de trafego de Santos, mas o simples fato de fazer algo que vc realmente escolheu fazer já vale todas as piadinhas que vc ouviu ou vai ouvir.
Eh eu concordo com o Wagner, mais vale fazer coisa que vc gosta e escutar gracinha do que levantar pra uma coisa chata que vc odeia fazer mas faz so’ pra nao escutar gracinha e da’ boa impressão para a familia da namorada.. =\
Eu decidi faz pouquissimo tempo, me dedicar a sério à área de games e jornalismo e comunicação dos mesmos, eu percebi que era algo que fazia de criancinha e realmente adorava, porque não criancinha a vida toda?
Realmente falar caro ajuda… mas não resolve.. mas tentarei essa com os pais da minha namorada xD ja’ que na familia dela tudo e’ dono de alguma coisa.. então eu quero ser dono de uma redação de um site ou revista de jogos xD ou algo relacionado com os mesmos xD eheh
E Lucas, não se queixa amigo, vc ainda tem uma namorada que te apoia na sua decisão e falou para a mãe o seu sonho e o que vc quer seguir… a minha torceu o nariz quando falei que queria seguir área de games =\ mas e entao.. eu continuo aqui =D ela faz parte da minha vida, mas não e’ minha vida ^^ com o tempo ela acaba se acostumando ^^ e vou tentar essas palavras caras xD eheh
Como me dizem muitas vezes .. “nossa vc vive na europa cara! o.O vc deve ter montes de oportunidades por ai O.O” .. eh .. a verdade é que não tenho =\ .. eu adorava chegar a escola e falar que quero seguir jornalismo de jogos .. ir para uma redação à experiência .. e etc .. mentira .. tenho que tirar jornalismo normal .. e tentar como todos os outros .. entrar em uma redação ou parecido =\ é a vida amigos ..
Boa matéria Lucas =) parabens
Abraço
VAMOS ATRÁS DE NOSSOS SONHOS!
…
Cara, meu pitaco é meio diferente.
Acho que, antes de conscientizar a galera que games também podem ser levados a sério, devemos conscientizar o povo quanto ao JORNALISMO.
Falo isso por que tou apenas um patamar abaixo de ti nesse quesito, visto que fiz a segunda fase do vestibular pra Jornalismo agora nesse fim-de-semana, e já me decidi faz algum tempo que ia fazer esse curso…
E daí sempre tem as perguntas, seja da família ou dos amigos…:”Vai fazer que curso?”
Não sei se você passou pela mesma situação, mas sempre que eu respondia “Jornalismo”, vinha a clássica tiradinha: “Aaaah! Vai ser o Will Bonner da famííília, meu piááá!”. E eu me pergunto…PORRA. Por que INFERNOS as pessoas tem que associar JORNALISMO com uma mesa, uma voz num tom sempre igual, uma tela de tevê e notícias sobre o dia a dia? Poxa, a profissão é infinitamente mais ramificada que isso. Eu ainda não decidi exatamente qual ramo vou seguir, mas quero escrever. Não quero ir pra TV não…talvez ser redator de algum programa televisivo, mas aparecer? Nah…e acho que as pessoas se decepcionam com você pelo mesmo motivo que se decepcionam comigo: Por acharem que jornalismo é um sinônimo pra notícias rotineiras.
Até cansei de responder “não não, é que o seguinte…eu quero escrever, não vou ser apresentador nem nada…hehe”, simplesmente respondo “Quem sabe?!” e já mudo de assunto. É foda ter que se acostumar com os padrões de pensamento da galera…mas quê fazer?
Um puta tema, Lucas. E mantenha-se firme no jornalismo de games aí, que você tem um potencial infinito! E quem sabe a gente não se tromba aí na redação de alguma revista num futuro não tão distante? Hehe.
Abração!
Pior que rola disso mesmo, Gui. Passo por experiências parecidas com a sua, já que também quero seguir jornalismo. O pior é quando falo que já escrevo para alguns sites de videogame e que não, não ganho nenhum dinheiro com isso.
Se a reputação do jornalista tá em baixa, e a reputação dos videogames está em baixa, o que há de ser do jornalismo de games?
Gui: Cara, eu tambem escuto muito disso. Ninguem entende que Jornalismo é muito mais que o simples “dia-adia”. Eu tambem não suporto fazer “ronda” e “popular” (vc vai aprender isso na faculdade
) Não gosto de linguagem informativa, que nem a de jornais impressos. Gosto de grandes reportagens, matérias trabalhadas…
O Jornalismo informativo hoje sofre da ‘pasteurização’ de escrita. Ninguem se destaca nunca pq todos seguem o mesmo padrão. TODOS.
Lef: Pois é, todo mundo acha que qqr coisa que se faça é preciso ganhar dinheiro. Ninguem sabe realmente que para se começar qualquer coisa na vida, é preciso esforço e meter as caras. Seria demais ainda achar que ainda deve-se ganhar milhões U.U’
mMs força, amigos. Posso afirmar COM CERETZA que se vcs realmente querem seguir esse ramo, se esforcem, façam de tudo. Que vocês conseguem. De verdade
Isso só ocorre porque a gente deixa, sério, os videogames hoje em dia são o que a televisão foi na época de nossos pais. O problema é que eles não enxergam isso.
Sua função como jornalista (ou futuro jornalista, ou simplesmente amante de games) seria exatamente esclarecer para as pessoas que o mercado de games está em alta, que jogos estão sendo usados em hospitais, escolas e etc. Que o mercado de jogos movimenta mais dinheiro que o de cinema.
Que os jogos estão ai para mudar o mundo, e pergunte para eles em que mundo eles vivem por não estarem sabendo disso. Dessa forma você vai mostrar que jogos não são brinquedos e que as pessoas tem que levar isso a sério.
Poxa em nem um momento do seu texto você deu alguma resposta para as pessoas , então é obvio que elas continuarão pensando o mesmo.
Olhá as noticias de games para você usar como argumento:
Software baseado em game melhora segurança de aeroportos
Game explora impactos da má alimentação
Games ajudam a aliviar sofrimento
SimCity Societies ensinará sobre aquecimento global
Videogame deixa cirurgiões mais hábeis
Adultos jogam mais videogame que adolescentes
Centro de pesquisa dos EUA aposta em jogos
Escola usa game em aulas de matemática
Escolas dos EUA usam Pokémon para ensinar ciência
Hospital japonês utiliza Brain Training para tratar idosos
Idosos descobrem benefícios do videogame nos EUA
Bom acho que chega, é isso ai, se a gente não se levar a sério, os outros tbm não levarão. Não deixe em hipotese alguma as pessoas a sua volta pensarem que jogos são simples brinquedos, pois eles não saõ isso, eles são entretenimento, e conseguem ir mais além. A maioria dessas noticias eu retirei do G1, e elas estão lé todos os dias mostrando o que esse novo meio está ai para revolucionar.
Imperial°Spirit : Concordo. Mas vc sabe que quano vc vai conversar com certas pessoas sobre isso você pode falar o que for, as vezes vc não é levado a sério.
É um processo lento e demorado. O mercado precisa se mostrar forte como um todo.
Volta sempre
Eu me vi ali naqueles diálogos!
Trabalhar com games no Brasil é complicado por causa desse pensamento do “jogo como brinquedo”, “você não trabalha, você brinca” e “brincar não dá dinheiro”.
Meus diálogos sobre a CubaGames:
– Trabalho numa empresa de jogos.
– Nossa que legal? Mas como é? Blá blá blá…
Daí acho que as pessoas caem na real…
– Tá… mas você ganha dinheiro com o que?
– (a pessoa não acreditou em mim) Trabalho numa empresa de jogos (porra)!
Outra coisa que muita gente não consegue entender é que eu sou meu chefe, então eu não tenho horários, trabalho em horas diferentes todos os dias. Tem dias que acordo ao meio dia, mas fiquei trabalhando até as 2 da manhã do dia anterior. Daí escuto da minha namorada:
– Você não faz nada! Como que pode acordar a essa hora?
Também tem o caso da Informática. Sou formado em Tecnologia em informática, entendo de programação:
– Meu computador pifou lá em casa, você pode dar uma olhada? Acho que foi a placa mãe, você conserta ela pra mim?
– Eu nunca montei um computador na minha vida! Só tirei umas memórias e troquei um cooler uma vez.
– Mas como? Você não faz informática? (mesma história do Willian Bonner)
Bom, chega de blé blé blé. Abraço e parabéns pelo texto.
Acho muito interessante o mundo dos gamers!
Como disseram anteriormente, os brasileiros não têm a mesma
cultura de países europeus e os EUA, já que lá algumas pessoas
ganham patrocínios e muito dinheiro por representar marcas em
eventos de games pelo mundo a fora!
Sou jogador do game World of Warcraft e sei da existência de dois
guilds (clãs) europeus – Nihilum e SKGaming – e estes são patrocinados
por marcas como Dell, Intel, AMD e Adidas (para ser breve).
Ou seja, se você se interessa por dinheiro neste ramo, esqueça se você
mora no Brasil, já que vimos tantos casos de preconceitos citados
acima.
Bom, é isso.
Abraço.
É amigo, sei bem como vc se sente, trabalhei mto tempo na área de games, venda e divulgação, meu marido é técnico eletronico especializado em video games, e o tempo todo nos deparaos c/ a mesma situação, sempre tem alguém achando que trabalhar c/ games é coisa fácil ou brincadeira de criança.
Conheço mtos técnicos em eletronica, que são fera em consertar tV, DVD, Som, etc… mas quando o assunto é games, não conseguem nem soldar um processador em smd.
eletronica de video games é completamente diferente da velha eletronica de TV e som, é mto mais complicado, quem realmente sabe trabalhar c/ games, tira de letra, mas é arriscado começar nesse ramo, os aparelhos sõ mto delicados.
Já no meu caso sempre amei trabalhar c/ games, (infelismente p/ minha flustração não estou trabalhando no ramo no momento =( ), além de profissional dedicada, sempre me mantendo bem informada a respeito das novidades no mundo dos games, sou jogadora de carteirinha, onde quer qeu eu vá, sempre estou c/ meu DS, tenho o apoio de meu amado marido, o que é ótimo, ja quanto ao resto da familia, minha própria mãe me disse:
_ Filha pare de brincar, ta na hora de vc arrumar um emprego que lhe de dinheiro.
agora em diz, só por que nosso país não é desenvolvido, não quer dizer que trabalhar c/ video games seja brincadeira, pelo contrario, as indústrias de games dominam boa parte da economia mundial, quem dera no brasil fosse melhor divulgado, pois que da dinheiro, ah isso sim, o que falta é profissionais qualificados p/ trabalhar c/ o produto, e taxa de imposto menor p/ importação de produtos eletronicos no Brasil, é um absurdo aqui pagamos 3x mais caro do que no exterior.
Bom ja desabafei, vou parar por aqui hj, ou não paro mais de escrever rs. Saiba que vc não é o único, nem somos os ultimos a sermos descriminados por nossa paixão por games.
~(^,^)~
Tento entrar nesse ramo a muito tempo, mas infelizmente as coisas são dificeis nesse país xx”. Por enquanto trabalho na aera de saude mas ainda estou na eterna caçada de trabalhar com jogos. Se vocês reclamam daí, imagina aqui no Maranhão cara?COnseguir alguma oportunidade nessa área é muito complicado, praticamente nulo, pois é…eu e um amigo vamos tentar algo a respeito, mas acredito que não vai pra frente, não que eu seja pessimista, mas é que São Luís é uma cidade muito atrasada…se é que podem me entender.
XX” alguém aí pode me conseguir uma vaga nesse ramo?XD Ficaria agradecido.