por Wagner Araújo
A mais recente batalha dos formatos de armazenamento de dados parece ter chegado ao fim, Blu-ray e HD-DVD se digladiaram por alguns meses e agora nós já temos um vencedor, o Blu-ray sagrou-se campeão nessa arena virtual, porém quero propor aqui uma simples pergunta: “Será que a próxima geração de consoles ainda terá jogos em disco?”
Digo isso baseado no sucesso de um serviço que vem angariando cada vez mais usuários, um serviço que não só conta com um catálogo interessante de jogos como também serve de janela para novos sucessos, estou falando do sistema de distribuição digital da Valve Corporation e para quem ainda não conhece tentarei apresenta-lo nas próximas linhas.
Apresento-lhes o Steam
O Steam é basicamente um serviço online de vendas de jogos para PC, porém diferente do que se vê nas lojas nele você não adquire o jogo e aguarda receber em casa a caixinha com o CD/DVD, você simplesmente adquire o jogo e realiza o download do mesmo para o seu computador assim que o pagamento é confirmado. Para realizar tal transação é necessário possuir o software do Steam instalado e a partir dele você terá acesso a biblioteca completa dos jogos disponíveis, além disso o Steam atualmente conta com funções de comunidade como a possibilidade de adicionar contatos (amigos) para partidas, verificar estatísticas dos demais jogadores, conversar através de texto ou voz e verificar listas de partidas em andamento (podendo entrar e participar das mesmas). A essa altura todos já devem ter comparado essas funções as das redes presentes nos atuais consoles e com razão, muitas das funcionalidades da Live e PSN estão presentes no Steam.
O Steam tem suporte para a língua portuguesa e seu download pode ser realizado gratuitamente aqui, para os brasileiros é necessário o uso de cartão de crédito internacional para a realização dos pagamentos que também podem ser feitos pelo sistema PayPal. Não existe nenhum tipo de mensalidade você só paga pelos jogos comprados. Ao comprar um jogo você recebe a CD Key do mesmo, então basta realizar o download para a sua máquina e posteriormente usar a CD Key para ativar o jogo, caso delete o jogo ou troque de computador não é preciso comprar denovo, basta fazer o download novamente e usar sua CD Key.
Muitas produtoras já aderiram ao Steam: THQ, Capcom, Rockstar e id Software são só alguns exemplos e podemos ter certeza de que essa lista tende a crescer cada vez mais, muitos jogos de peso (como Bioshock e COD4) estão disponíveis para compra através desse sistema que além das funções citadas também permite verificar atualizações para os jogos e conteúdo extra.
Além disso, ontem o UOL Jogos noticiou que Doug Lombardi, vice-presidente de marketing da Valve, revelou ao site Tom’s Games que pretende implementar até o fim do ano novos tipos de conteúdo para distribuição através do Steam, o que incluiria também vídeos e músicas, além de mais parcerias para a distribuição de jogos. Hoje o Steam conta com mais de 15 milhões de usuários cadastrados.

Direto ao ponto
Depois de falar sobre o Steam chego ao ponto dessa conversa de quinta-feira, o sistema apresentado está dando um novo fôlego ao mercado de jogos para PC que sofre com a pirataria tanto quanto os consoles, a possibilidade de adquirir os jogos sem sair de casa e ainda com preços menores é muito atrativa, em comparação com os PCs os consoles atuais também contam com HD’s cada vez maiores e a velocidade da internet banda larga cresce exponencialmente (pelo menos lá fora), então refaço a pergunta: “Será que a próxima geração de consoles ainda terá jogos em disco?”
Deixarei minha opinião nos comentários assim que vocês se manifestarem…
“Certa vez quando criança sonhei com um jogo de Atari que era distribuído num disco de vinil… teria sido um sonho premonitório para a era dos jogos em CD?”
Muito bom esse post!
Conheci o Steam quando comprei Half Life 2 (Original é claro!) e gostei muito do serviço. Além de baixar jogos e até conhecer algumas produtoras desconhecidas, você pode atualizar-los pelo serviço automaticamente. Acho bem mais interessante do que o usuário ter que busca algum Pacth em sites especializados ou da própria distribuidora. Fora que no sistema, existe uma espécie de comunicador instantâneo parecido com MSN. Você adiciona amigos, lista de preferências, enfim, é uma série de opções. E como o OLD disse; é só ter um cartãozinho Internacional e uma conexão boa de banda larga e pronto! Adeus mídias, manuais e embalagens.
Mas sobre o fim da distribuição por meio FÍSICO, ou seja, embalagem, manual e mídia, acho que vai demorar muito, mas é uma tendência, assim creio eu. Apesar de eu prefirir algo mais concreto para minha coleção dos jogos…
Eu sei que a comparação não tem muito a ver, mas é igual revista de Games. Você pode conseguir muitas informaçãoes pela WEB, mas não tem nada melhor que coleciona-las.
Coisa de velho mesmo…Que puxa.
Eu tenho minhas dúvidas se o formato de download um dia possa substituir a venda “física”.
Se a gente parar para pensar, hj em dia passamos muito por essa mudança. Não só o steam, mas os serviços de downloads de jogos clássicos (ou não) das redes online dos consoles é um sinal que o sistema realmente funciona.
O que eu acho sobre isso? Bem, eu tenho instinto de colecionador. Sou daqueles que se não tiver a capa, manual e disco tudo certinho, nem conta como “jogo que tenho”.
Eu sei que isso é algo mto pessoal, e que as pessoas no geral estão aderindo os downloads, mas é como o amigo Marcos disse aqui em cima: não tem nada melhor que colecionar algo físico.
Falando sobre a ambição de distribuir novos serviços pelo steam, bem, isso seria uma jogada ótima, já que o sistema já tem uma boa base instalada. A Valve iria realmente ganhar MUITO dinheiro…
Acho o Steam uma das coisas mais úteis que já vi em jogos de PC.
Você pode fazer seu download tranquilamente, gastar dinheiro sem sair de casa.
Além que o Steam tem uma base bem legal, com Portal, Half-Life 2, Team Fortress e mais um monte.
Acho bem legal a iniciativa da Valve.
PS – E eu não ligo de não ter caixa e manual de um jogo. É gosto pessoal mesmo.
Eu realmente acredito que a próxima geração de videogames não terá jogos sendo distribuidos em disco, hoje já temos um exemplo disso com as versões de minijogos (Na PSN, Live e Wii) e agora com as versões dos jogos de gerações passadas (Originals, Virtual Console e afins). O aumento na velocidade das redes (mais uma ver ressalto “lá fora”) é uma realidade, quem pode dizer daqui a 3 anos em quanto estará a velocidade média de navegação. Armazenamento tb não será problema, hoje já é possivel levar 8GB de dados no bolso da camisa, imagina os futuros HD’s dos videogames. Lembrando que não será necessário manter sempre todos os jogos que você comprará, afinal assim como é hoje você adquire o jogo para sua conta (perfil) podendo baixa-lo novamente sempre que quiser (sem pagar mais por isso).
Quanto ao fator “colencionador”, acredito que a industria não levará isso em questão, o formato de distribuição digital vai gerar ainda mais lucro que é o que realmente importa para eles. Então alguém pode perguntar: “Poxa, não poderei mais comprar aquela versão especial que vem com um bonequinho ou DVD extra com making of?”, e eu digo: a distribuição digital não impede isso, quem sabe alguns jogos possam ser comprados por um valor maior e você recebe posteriormente pelo correio o “conteúdo extra especial”, mas o jogo mesmo continua só no download.
É claro que posso errar feio, quem sabe os DVD’s/Blu-Ray’s e afins possam durar ainda muitos anos e gerações, mas sinceramente eu não acredito, posso até errar de geração, pode não ser na próxima, mas tenham em mente que acabará sendo.
A comparação que o Diniz fez com as revistas é pertinente, mas lembrem-se que atualmente já existem revistas com assinatura “virtual”, você paga um valor bem baixo e recebe a versão em pdf da publicação. Ainda não é comum por aqui, mas não devemos levar o Barsil em consideração, talvez as publicações tupiniquins continuem no papel, mas muitas das grandes revistas “lá fora” (nossa como repito esse termo!) já devem estar considarando o formato.
vou viajar um pouco aqui.
acho q vamos ver 02 tipos de formatos de distribuição, em um futuro proximo.
1 – Distribuição digital (steam, live arcade, psn, etc.. só que mais no esquema do steam sem as limitações de tamanho dos jogos que as redes dos consoles tem)
2 – A volta do cartucho. Tipo.. o Kojima ja mostrou que o B-D pode ficar pequeno. Outras megaproducoes vao passar pelo mesmo problema. E o B-D tambem sofre com a taxa de transferencia, gerando loadings, cachês de 5 gb (Capcom?) nos HDs, etc. A solução pra ambos os problemas? Fazer os jogos em HD, e to falando de disco rigido e nao de alta definição, ok? Vc compra MGS5, tira o disco de 180 Gb da caixa e encaixa ele no seu console… simples, rapido e eficiente.
Pronto. Viajei.
Pablo: Sabe que essa idéia do HD nao é tão maluca assim. Já até li sobre essas possibilidades. Sabe qual o grande problema? Preço + compatibilidade + peso
Esses problemas podem ser resolvidos com o avanço da tecnologia. Mas deve ser dificil pensar em jogos em HD. Pirataria iria adorar…
Adoro este post …
Gosto muito da steam, é um divertimento mesmo fixe .
Passa-se bem aqui umas horinhas sem dar conta! lol
Só tenho uma duvida, alguém me sabe dizer como se cria uma Clan na steam para o Cs 1.6 ?
Se me responderem agradeço !