Arquivo para Abril 6th, 2008

Rapidinhas da Semana #04

por Wagner Araújo

ZummmmmmmmmmOk, ok, dessa vez as rapidinhas não foram tão rápidas assim, mas a culpa não é minha a culpa é do maldito Rock Band!
Hehehehehe depois de passar a noite de sábado (nerd!) jogando esse game excelente e na seqüência editando o GoLuckast acabei ficando sem tempo de postar as Rapidinhas.

Porém estou me redimindo do atraso hoje e farei um pouco diferente dessa vez, vou postar as notícias que acabaram ficando de fora da pauta do GoLuckast 13 no último momento, então vamos rápido que ainda preciso dormir hoje!

A solução para a obesidade dos norte-americanos…

…reside no lançamento de Wii Fit, previsto para 19 de maio. Talvez por se tratar da possível salvação para os gordinhos de plantão o analista de mercado Michael Pachter falou ao New York Times que se a campanha de marketing for “agressiva” o jogo pode vender até 4 milhões de cópias.
Se venderá tudo isso eu não sei, mas se fizerem propagandas com os famosos “antes” e “depois” vai ter muito gordinho se arriscando no Wii.

Jogo do Homem de Ferro mantêm o esperado…

…e nos novos vídeos divulgados nota-se que mais uma vez teremos adaptações singelas que deverão passar longe de nossos consoles.
Tá, eu sei, é sempre a mesma coisa, mas este pobre nerd que vós escreve sempre mantêm a esperança quando um de seus heróis favoritos estão prestes a chegar aos videogames.

Epic Games não é Papai Noel mas faz promessas pro fim do ano…

…pelo menos no que diz respeito ao aguardado Gears of War 2. dessa vez o executivo-chefe Tim Sweeney falou sobre as possíveis melhorias para a nova aventura de Marcus Fenix e seus amigos, dentre elas maior número de jogadores online e uma possível interação com veículos.
Cenários destrutíveis, digo e repito, cenários destrutíveis! Basta isso para dar uma nova cara para o já excelente Gears of War. E se você quiser saber um pouco das novidades que poderão estar presentes assista ao vídeo comentado pelo Lucas.

AmaterasuCapcom capricha com Okami…

…e inaugura site com artes conceituais, wallpapers e desenhos feitos por fãs. Tudo isso para já ir deixando todo mundo no clima da versão para Wii com lançamento previsto para o dia 14 de abril.
A versão para Wii ainda me assusta, ela tem um grande potencial, mas será que os comandos agradáveis no PS2 não serão dificultados no Wii?

“E para ter um resumo completo da semana não deixe de ouvir o GoLuckast 13, afinal ele está uma verdadeira bargatanha! (não entendeu? então ouça logo o GoLuckast)”

RETROWARE: The Last Blade

por Camilo Bogado

Antes de começar esse artigo, que dependendo da aceitação pode virar uma seção fixa do blog, gostaria de deixar minhas mais sinceras desculpas ao staff e aos freqüentadores do blog. Prometo que vou ter participações mais freqüentes a partir de agora, e por isso gostaria que essa nova seção desse certo. Conto com o retorno de vocês!

O que é o Retroware?

O Retroware é uma seção dedicada a jogos antigos (não necessariamente jurássicos, como o primeiro que eu decidi abordar deixa claro), fazendo uma espécie de mini-resenha sobre o jogo, e apresentando algumas curiosidades sobre o mesmo. As principais intenções seriam resgatar bons momentos passados com o jogo, e também aproveitar para divulgar pequenas jóias que não tiveram o destaque merecido. Apesar de eu estar escrevendo a primeira, se a idéia der certo eu adoraria ver o Lucas, o Wagner e o Diniz usando o espaço para falar de suas memórias com os jogos. O jogo que escolhi para começar a coluna é um que passou meio despercebido aqui no Brasil, apesar de suas imensas qualidades, que é a série The Last Blade.

Logo do jogo

Apresentando o jogo

Last Blade (ou Gekka no Kenshi, no original) é um jogo de luta 2D desenvolvido pela saudosa SNK para Arcade e Neo Geo, tendo sua primeira versão sido lançada em 1997. O jogo possui semelhanças com outra série de sucesso da produtora, Samurai Shodown, mas a ambientação é um pouco mais moderna, para ser mais exato o jogo se passa na transição da era Tokugawa para a era Meiji, período conhecido como Bakumatsu.

Mesmo tendo essa ambientação mais moderna, o roteiro do jogo não escapa das sagas mirabolantes comuns dos jogos japoneses: Shinnosuke Kagami é o guardião do Hell’s Gate, portal que leva ao mundo onde a morte e o tormento são constantes. Porém, após certos eventos (que não vou falar pra não exagerar nos spoilers), ele acaba decidindo que a humanidade não merece mais proteção e decide quebrar o selo do Hell’s Gate. Seu objetivo no jogo passa então a ser tentar deter Kagami e impedir que os demônios dominem o Japão. Apesar de toda essa fantasia, é perceptível nas características dos personagens, trejeitos, estilos de combate e outros detalhes que ajudam a ambientar o jogo no período do Bakumatsu, contando inclusive com personagens baseados em grandes heróis do período. Todos os personagens do jogo, do herói Kaede ao seu arqui-inimigo Kagami são extremamente carismáticos, e facilmente você vai se identificar com as motivações de cada um.

Gameplay

A jogabilidade de Last Blade é totalmente SNK: você escolhe um personagem da lista, e feita essa escolha, deve escolher um de dois estilos de luta possíveis. O estilo Power se baseia em golpes mais lentos, menos chains, mas danos muito maiores ao oponente e dois tipos de especiais. O estilo Speed é o oposto do Power, onde a maneira mais fácil de chegar à vitória é combar, combar e combar. É comum que cada lutador desempenhe melhor em certo estilo, mas nada impede de se pegar a ágil Akari e jogar no modo Power, vai da opção pessoal de cada um.
Os personagens possuem, assim como na série Fatal Fury, duas barras de energia, sendo que o dano de seus golpes e os especiais executados variam de acordo com a barra que você está utilizando no momento.

Continuações e aparições especiais

Apesar do relativo sucesso, Last Blade possui apenas uma continuação, Last Blade 2, lançada nas mesmas plataformas da primeira. Essa continuação conclui a história da série de maneira bastante satisfatória, amarrando algumas pontas soltas da versão anterior, além de contar com novos personagens, gráficos e sons bastante superiores ao seu antecessor.
Vale uma menção honrosa à versão do jogo para Neo Geo Pocket, o portátil de pouco sucesso da SNK. Apesar dos gráficos modestos, impressiona o esmero na jogabilidade transportada fielmente ao portátil, sem contar que a Yuki SD fica uma fofura! XD

Fora da série, é digno de nota a participação da personagem Hibiki no jogo Capcom vs SNK 2, para multiplataformas, com uma jogabilidade um pouco alterada (e bastante apelativa nas mãos certas!).
Concluindo, Last Blade é um jogo que tem imensas qualidades, mas foi prejudicado por ter sido lançado em um período no qual a SNK já estava bem mal das pernas. Mas entre os fãs da companhia, o jogo é tido como um dos melhores exemplares produzidos para Neo Geo, sendo colocado lado a lado com clássicos como Garou: Mark of the Wolves inclusive. Quem tiver a oportunidade de correr atrás, vá sem medo!

Curiosidade 1: o primeiro jogo da série é também o primeiro do produtor Daisuke Ishiwatari, que depois ficaria mais famoso pelo desenvolvimento do ótimo Guilty Gear.
Curiosidade 2: se você não liga para Spoilers, acompanhe nesse link os finais de todos os personagens de ambos os jogos da série. Coisa fina!


 

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