por Wagner Araújo
Faltam 102 dias para o lançamento de Soul Calibur IV, a aguardada continuação da franquia que teve início em 1996 nos arcades com o título Soul Edge. O jogo está entre os primeiros no gênero luta 3D onde todos os lutadores usam armas, não só de forma “estética”, mas também influenciando a maneira de jogar com cada personagem.
Senta que lá vem história…
No final de 96 Soul Edge é lançado inicialmente para o Playstation no Japão e no ano seguinte ganha sua versão americana (com o título Soul Blade), somente em 99 é que a série recebe o título (Soul Calibur) pelo qual é conhecida hoje, isso acontece com a continuação do jogo lançada nos arcades e posteriormente para o Dreamcast, tornando-se um dos títulos mais vendidos para o antigo console da Sega.
Em 2002 chega aos arcades Soul Calibur II (que na verdade é o terceiro título da série) e no ano seguinte atinge os consoles com versões para GameCube, Xbox e PS2, e é nessa parte da história que começa a brincadeira…
Até então o jogo era conhecido pelo seu apurado sistema de batalhas, com personagens e estilos únicos, vindos de diversas partes do globo e diferentes pontos da história. Samurais, piratas, monges e mosqueteiros, além de uma ou outra aberração, eram as figuras presentes no menu de seleção do jogo. Só que para esse título uma surpresa foi preparada: cada um dos consoles recebeu em sua versão um personagem único, os nintendistas ficaram com Link (da série Zelda!), os sonystas divertiram-se com Heihachi (do jogo de luta Tekken) e os caixistas trocaram sopapos no comando do famigerado Spawn (das histórias em quadrinhos da Image).
Esse acréscimo foi interessante na época, e mesmo não fazendo parte do universo de Soul Calibur ainda assim os personagens enganavam um pouco pelo seu estilo rudimentar, talvez o Spawn fosse o mais inusitado, mas mesmo assim ele ainda passa despercebido ao lado de figuras como Necrid.
Em 2005 o PS2 recebe Soul Calibur III com exclusividade. Sem personagens surpresas dessa vez a novidade fica por conta da customização e criação de personagens, permitindo aos jogadores mais criativos a possibilidade de criar figuras parecidas com seus personagens favoritos, podendo escolher as armas e o estilo de luta também.
Come to the dark side…
Depois dessa pequena revisão chegamos ao ponto principal, de todas as versões que citei o grande apelo sempre esteve no jogo em si, conhecido por permitir partidas acirradas entre os jogadores experientes e divertidas entre aqueles que só querem esmagar botões, Soul Calibur sempre esteve no centro das discussões pelo seu gameplay. No entanto a quarta versão do jogo teve sua cena roubada por duas figuras inusitadas: Darth Vader (no PS3) e Mestre Yoda (no Xbox360).
Seguindo a idéia implantada em Soul Calibur II dessa vez a Namco resolveu usar as emblemáticas figuras do universo Star Wars como personagens exclusivos para cada uma das versões do jogo. Eu adorei, sou fã de Star Wars e sei que será muito divertido jogar com ambos, o único problema é que até agora só se fala nisso!
Até os novos personagens da franquia foram pouco divulgados e a maioria dos vídeos mostrados dá ênfase aos convidados especiais que, na minha opinião, estão roubando a cena. Espero que no fundo seja apenas uma estratégia de marketing para manter as outras novidades do jogo em segredo e assim surpreender a todos no lançamento. Que os sabres de luz sejam só um acréscimo para a brincadeira, sem deixar de lado as capacidades técnicas da jogabilidade tão consistente apresentada nas demais versões.
“Só para constar: a franquia Soul Calibur está presente no Wii, mas no formato de adventure com o título Soul Calibur Legends (passem longe!)”
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