Arquivo para Maio 7th, 2008

Eu X Meu Preconceito Gamer

por Wagner Araújo

)Estava eu, tranquilamente, lendo o texto do Sr. Patricio a respeito de sua overdose Pokémon e uma frase me chamou a atenção: “Mas após umas 15 horas de jogo eu vi que o os novos Mystery Dungeons não eram tão ruins como diziam, e então resolvi tirar o preconceito e jogar os demais jogos da série para o DS”. Parece uma frase bem simples, mas nela percebi algo que muitos de nós fazemos sem nos darmos conta, nós temos preconceito contra alguns jogos.

Isso mesmo, essa palavrinha que muitas vezes é usado de forma pejorativa, mas que encontra como definição: “um julgamento prévio rígido e negativo sobre um indivíduo ou grupo (ou game), o conceito deriva do latim prejudicium, que designa um julgamento ou decisão anterior, um precedente ou um prejuízo”. Então como bem indicou o Sr. Patricio, após deixar de lado o seu “julgamento prévio” ele pôde experimentar uma boa oportunidade de diversão proporcionada pelos jogos que ele previamente acreditava que não poderiam fazê-lo.

Inspirado pela já citada frase resolvi revirar minha memória gamer e tentar lembrar de algum título pelo qual já tivesse manifestado tal sentimento e confesso que não precisei revirar muito já que tive um exemplo perfeito ainda nessa geração de consoles, com um jogo que não só me divertiu, mas também rendeu uma análise para o blog, estou falando de Devil May Cry 4.

Há muito tempo atrás…

Ainda no PS2 o primeiro Devil May Cry acabou chegando a minhas mãos e foi com um olhar torto que o recebi, o estilo “exagerado” inspirado nos desenhos animados japoneses não me atraiu e apesar de ter curtido Cavaleiros do Zodíaco em minha infância nessa época já não suportava mais tais exageros. Depois de trocar alguns golpes no comando de Dante percebi que não conseguiria “digerir” tal jogo e ele acabou encostado em algum canto da prateleira. Se fosse enumerar os fatores que me afastaram do jogo eu citaria: 1) japonês demais (ops, sem preconceito); 2) repetitivo; 3) esmaga botões…

O segundo Devil May Cry veio e eu nem me dei ao trabalho de olhá-lo, nesse momento notem que o preconceito quanto ao jogo já era de 100%, afinal só o nome já me fazia tecer todo o tipo de comentário, muitas vezes citando os itens enumerados acima, no entanto para minha surpresa em 2005 deparo-me com um jogo e torno-me fã quase de imediato sendo que tal título, à grosso modo, apresenta semelhanças com Devil May Cry, estou falando de God of War. Tirando o item “japonês demais”, God of War enquadra-se no mesmo estilo de Devil May Cry, porém a única coisa que me fez jogá-lo na época era o fato de ser uma franquia nova, livre então de qualquer preconceito.

O tempo passou, Devil May Cry 3 foi lançado mas eu estava ocupado demais jogando God of War para notá-lo. E foi só agora no Xbox360 que resolvi deixar o preconceito de lado e experimentar de forma mais imparcial o novo Devil May Cry (em sua quarta versão) e como todos conferiram na análise a experiência ao jogá-lo foi divertida. Apesar das limitações que citei no texto o jogo ainda conseguiu me deixar ansioso por conferir o final da história, efetuar os combos insanos e assistir às animações exageradas foram igualmente gratificantes e após o término da aventura percebi que deveria ter sido menos preconceituoso e ter experimentado as outras versões quando tive a oportunidade.

Dante

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa…

Sei que esse é um exemplo bem simples, talvez me aprofundando um pouco mais em minhas lembranças possa relembrar de outros títulos que pré-julguei, às vezes baseado em opiniões alheias ou minha falta de visão, só sei que desde minha experiência com Devil May Cry 4 tenho ficado mais atento aos critérios que uso para ignorar ou não um título.

Recentemente comentei a respeito do jogo do Homen de Ferro, graças aos deuses (e a Sega) uma versão demo foi disponibilizada para teste, mesmo não sendo uma porcaria pude perceber que o jogo não corresponde às expectativas e já foi retirado de minha lista de compras, um dos meus preconceitos “videogamísticos” ainda vigente diz respeito às adaptações cinematográficas, esse infelizmente ainda não superei, mas convenhamos que a culpa não é minha.

E vocês têm sido preconceituosos ultimamente?


 

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