por Wagner Araújo
Ok, eu sei que usar a frase “a próxima geração do futuro” já está ficando saturada por aqui, mas simplesmente não consegui achar melhor título para ilustrar esse post. Sempre que Peter Molyneux resolve falar algo sobre desenvolvimento de games todos já sabem o que esperar, promessas mirabolantes e entusiasmo exacerbado já são marcas registradas do tão famoso game designer.
Os títulos desenvolvidos por Molyneux batem recordes de venda, mas tal unanimidade nem sempre se reflete na crítica. Fable (Xbox/PC) é um exemplo perfeito, com mais de 3,5 milhões de unidades vendidas o jogo divide opiniões, enquanto muitos elogiam a experiência de jogar Fable, outros criticam o fato dele não apresentar os elementos prometidos por Molyneux durante a produção, ele mesmo se culpa por tal erro, desculpando-se hoje por ter promovido o jogo de maneira errada, desapontando alguns jogadores.
Isso nos traz ao momento atual, mais uma vez Peter Molyneux está envolvido na produção de um grande jogo, a continuação de Fable promete não só os elementos que muitos esperavam no primeiro mas também novidades possíveis apenas na atual geração de consoles. Vídeos já foram mostrados, parte do gameplay já foi exibida e ainda assim muitas perguntas só terão resposta em outubro com o lançamento de Fable 2.
Significativa Realização Científica…
Dessa vez Peter Molyneux não se torna notícia aqui no GoLuck (e no Game|Life) por ter prometido algo novo para Fable 2, mas sim pela promessa feita para seu próximo jogo (que não será Fable 3). De acordo com o citado blog, Molyneux afirmou que seu próximo jogo será uma “significativa realização científica”.
Para justificar tal afirmação ele completa dizendo que sua equipe vem trabalhando com conceitos e programação de Inteligência Artificial há mais de 10 anos e que seu próximo jogo será uma consolidação de todo esse trabalho.
Analisando de maneira fria podemos concordar com Peter em sua entusiasmada afirmação, alcançar um novo patamar em IA e simulação num jogo pode realmente ser uma grande realização não só no campo do entretenimento, mas no da programação como um todo. O grande problema é observar que atualmente a dita “inteligência artificial” é usada na maioria das vezes para aumentar o desafio nos jogos, proporcionando respostas adequadas às ações num tiroteio, por exemplo.
Sei que esse é um exemplo bem simplista, o novo GTA também é destacado pelas inúmeras reações que os transeuntes apresentam em Liberty City, mas ainda assim elas são usadas mais para a imersão no jogo do que como elemento significativo do enredo. Imaginar um IA realmente revolucionária nos jogos seria esperar algo que transcendesse toda a idéia de roteiro e pontos definidos que temos hoje. Personagens secundários bem construídos e respostas mais condizentes podem ser percebidas em muitos jogos atuais (mais uma vez cito GTA IV), porém ainda estamos presos aos estereótipos do passado.
Será que o novo projeto de Peter Molyneux romperá tais barreiras? Muitas obras literárias e cinematográficas já mostraram exemplos de Inteligências Artificiais marcantes, mesmo que muitas vezes elas tenham trazido o Apocalipse para a humanidade, mas não sejamos tão trágicos, deixo agora o espaço para que vocês digam o que esperam de revolucionário quando o assunto é a IA nos jogos de videogame.
“Será que existe IA em Tíbia?!”
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