Arquivo para Maio 26th, 2008

É Fantástico…

… o que eles tentam dizer mas ainda não conseguem!

por Marcos Diniz

Mas antes, não deixem de ouvir o GoLuckast 18, que tá danado de bão sô!

É amigos, a coisa não está muto boa em se tratando de liberdade dos Jogos aqui em na terra do Winning Eleven. Leia abaixo ou assista a matéria que foi mostrada ontem no Fantástico 26/05, que na minha opinião foi um pouco maldosa no começo por parte do Fantástico sobre jogos os violentos.

Alias, falando em opinião, no texto pra quem tiver saco pra ler, faço comentários das pérolas que a equipe Fantástica soltou…

Games proibidos continuam disponíveis em camelôs e lan houses
Violento?
Três jogos de vídeogame estão proibidos no Brasil. Para a Justiça, eles fazem apologia ao crime. (Sou um homem mais cruel agora!) Há quem condene. Mas há, também, quem defenda esses jogos.
A mercadoria em uma feira no Rio de Janeiro não é droga, mas também é ilegal.
Repórter: É difícil encontrar esse?
Vendedor: É, porque é proibido.
Repórter: Como é esse jogo?
Vendedor: Esse é de tiro, igual a de Lan House.
Repórter: É muito violento?
Vendedor: Normal, de tiro, normal.

Normal? Vence quem matar mais e, em uma adaptação nacional, pirata, como todas as vendidas na feira, ganhou cenários de favelas no Rio e das ruas de São Paulo. Em outro jogo, ganha pontos quem bater mais, humilhar os colegas. (Seria Bully? Em Bully existe pontuação? Eeee Zeca!)

“Nós do Ministério Público estamos plenamente convencidos de que não se trata de um produto lícito”, afirma Alexandre Lippi João, da Promotoria de Defesa do Consumidor/RS. (Ou seja esses jogos são Ilícitos? Para quem não sabe, Ilícito é o que vai contra os princípios da moral e do direito. No caso aqui, deturpação psicológica.  A pergunta é; por que Cigarro pode?)

Três games (1+1+1=2!) extremamente populares e extremamente violentos estão proibidos no Brasil e mais lançamentos supostamente ainda mais violentos também estão na mira da Justiça. (Vejamos… Hummm.. aaaa Viva Pinãta! O joguinho violento! Por que em VP o objetivo justamente é criar Piñatas para o ABATE. E como esse ABATE e feito amigos leitores? A pauladas! Absurdo isso! Imagine as crianças dando pauladas uma nas outras pra ver se eles possuem balas em seus estômagos!)

Os técnicos nos confirmaram o fato de que realmente o jogo, principalmente para crianças e adolescentes, traz uma série de problemas de deturpação psicológica para o jogador. Eventualmente, em alguns casos, pode levar até ao cometimento de crimes, assassinatos”, comenta Fernando de Almeida Martins, procurador da República/MG. (Desculpe, mas posso estar falando besteria, mas deturpação psicológica não seria o salário mínimo, sáude e a segurança?).

Proibidos nas lojas, pirateados nas Lan Houses – em uma delas, que o Fantástico visitou em São Paulo, os jogos mais violentos estão livremente disponíveis.

“Eu acho até curioso, como a maioria das Lan Houses fica em comunidades carentes, criticar esses jogos violentos como causadores da violência, quando na verdade é o contrário”, diz o advogado Antônio Cabral.

Para Antônio, que fez uma pesquisa sobre Lan Houses no Brasil, o problema está do lado de fora: “A violência existe muito anterior a essas Lan Houses e esses jogos despertam muito interesse, porque retratam a vida daquelas pessoas”. (Sim! Existe vida após a prova da OAB! Finamente alguém que pensa nessa reportagem!!)

E, como acrescenta Silvio Meira, uma das maiores autoridades em engenharia para a criação de videogames no Brasil, a discussão é outra.

“O problema não é se o jogo é violento ou não. O problema é se você consegue separar que o jogo é um jogo e a vida a ser vivida aqui fora, neste mundo de carne e osso, é parte daquilo ou não”, explica ele, que é também professor de Informática da Universidade Federal de Pernambuco

Nada como ouvir quem está por trás dos games – por isso, o Fantástico reuniu uma brigada de estudantes de design e desenvolvimento de jogos para saber por que a violência é uma questão tão importante quando se fala de videogames. (Ou seja, aqueles que jogam ou trabalha com a bagaça!)

“Cada vez mais acontecem conflitos e eventos geralmente isolados dizendo respeito à violência e aos videogames, mas não necessariamente uma coisa está relacionada à outra”, alerta Gabriel Monteiro, de 19 anos.

“Desde pequeno há essa educação de saber distinguir o real do irreal. Quando você é criança, você ouve histórias, assiste a filmes, desenhos, e do mesmo jeito o jogo”, acredita Bruna Sponchado.

“O videogame foi criado para diversão, então a gente tem direito de interpretar qualquer personagem”, defende Rodolfo Oliveira, de 22 anos.

Zeca Camargo: Quando vocês sabem que um videogame foi proibido, qual a reação?

“Proibir esses jogos seria tirar liberdade de expressão de muitas pessoas, principalmente adultos”, observa Guilherme Giacomini.

“É um pouco de preconceito ainda: a geração que proíbe mesmo é o pessoal que não teve muito contato com videogame”, acrescenta Felipe Zappia, de 20 anos.

Para o professor de informática Bruno Feijó, da PUC/Rio e da Uerj, a proibição não é apenas preconceituosa, mas ineficaz: “Porque ela não tem meios de controlar o acesso, o uso desse conteúdo digital nas suas várias formas, não só o game”.

Se proibir não dá certo, qual seria a solução?

“A classificação indicativa dos games vem sendo bastante eficaz nos Estados Unidos, na Europa e em outros lugares. Não há nenhuma razão pela qual não possa ser no Brasil”, lembra Silvio Meira. (Apresento a vocês o ClassificMan! Demorou pra fazer isso caraca!)

“Primeiro a gente tem que implementar essa classificação para os jogos e através dela não proibir os jogos para os menores, mas orientar os pais para eles saberem o que estão deixando os filhos jogar”, concorda o estudante Guilherme.

“Eu acho que deveria ser decisão dos pais os jogos que os filhos jogam e não uma decisão da Justiça”, opina o analista de sistemas André de Leiradella. (Ui, essa foi o melhor!)

André, pai do Lucas, de 4 anos, admite que os games violentos são atraentes, mas monitora as jogadas do filho.

“O jogo violento é tão prejudicial quanto um filme violento, quanto você viver em uma família violenta, mas eu acho que, assim como no filme, a família tem que estar junto, ali acompanhando o jogo, explicando o que é certo, errado”, completa ele.

“O que a gente não pode é temer esse futuro, uma ferramenta tão fantástica como é o game. As várias maneiras de mau uso nós temos que enfrentar com toda a consciência e caminhar para esse futuro que é inevitável”, defende o professor Bruno Feijó.

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Dê um modo geral a reportagem foi positiva, houve mais opiniões a favor do que contra. A equipe Fantástica do Fantástico citou dois dos três jogos. Esqueceram o pobre EverQuest, talvez por sua popularidade.

Amigo leitor, o bom é que o assunto apareceu novamente e não caiu no esquecimento. Quem sabe algumas pessoas comecem a rever algo sobre essa proibição ridícula e a situação seja invertida.

E não! Eu não acredito em Papai Noel.

GoLuckast #18

por Equipe GoLuck

Depois de uma pequena pausa o GoLuckast retorna ao seu ritmo normal trazendo os lançamentos da semana, as notícias mais importantes e os comentários mais pertinentes, ou seja, com tudo aquilo que vocês já se acostumaram a ouvir no nosso podcast semanal.

Dessa vez Lucas Patricio e Wagner Araújo deixaram a jogatina de GTA IV de lado para realizar a gravação com o bom humor de sempre, partindo do Start Game e indo até o último Continue não deixem de conferir essa edição especial.

Quer enviar sua participação para o próximo GoLuckast? Saiba como!

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GoLuckast #18
Duração: 1h10m
Tamanho: 32 MB
Formato: MP3


 

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