por Lucas Patricio
Estou aceitando o convite de MEME do amigo Dori Prata, que sugeriu uma lista das mentes mais criativas da insústria de games. O GoLuck será representado por mim, mas fica o convite para os demais GoLuckeiros a fazerem suas listas ou citações, já que vou comentar apenas de um desenvolvedor.
Como não tenho conhecimento suficiente (nem idade, hehe) para conseguir fazer uma lista como a do Dori e a do mestre Fabão (ambas as leituras obrigatórias), vou tentar me concentrar em um desenvolvedor que, para mim, é “minha cara”. Ou eu sou a cara dele. Enfim… Se alguém encontrar algum erro de informação, é só comentar e puxar minha orelha
Tetsuya Takahashi
Podem me chamar de “Fã-boy-que-não-para-de-falar-de-Xenogears”, porque é mais ou menos assim que funciona mesmo. Xenogears foi minha primeira experiência com RPGs, eu tinha uns 13 anos. E ao contrário do clichê, eu não me apaixonei a primeira vista. Não entendi como um jogo com aqueles gráficos e tantas conversas poderia ser interessante. Na época troquei por outro jogo e depois de um ano, peguei novamente sem querer, só porque a moça vendeu os dois CDs por preço de um. Uma verdadeira “bargatela”.
Tetsuya Takahashi começou sua história na indústria com 23 anos, quando ficou responsável pela arte de Dragon Slayer: The Legend of Heroes. Três anos depois o cara já estava na equipe da Squaresoft trabalhando em Final Fantasy IV, responsável pelos visuais das batalhas.
Takahashi foi crescendo na empresa e a cada novo projeto que participava, o cara tomava conta de mais e mais espaço. Antes de ser diretor geral pela primeira vez, em Xenogears, Takahashi ainda foi responsável pelos visuais de Romancing SaGa,FFV, FFVI, FFVII, Secret of Mana, Front Mission e Chrono Trigger. Resumindo: ele trabalhou em praticamente TODOS RPGs da década de 90 que eu joguei (menos Grandia, hehe).

A saída de Tetsuya Takahashi da Square resultou no nascimento da Monolith, que continuou com a saga de Xeno, que a princípio seria contada em 6 partes. Junto com a Namco, a Monolith lançou 3 episódios, que ganhara o titulo deXenosaga, encerrada em 2006 com o episódio Xenosaga Episode III: Also sprach Zarathustra (adoro esse nome!
).
O atual projeto do designer é Soma Bringer, um RPG de Nintendo DS que já foi lançado no Japão em fevereiro e ainda não tem data definida para chegar ao Ocidente (nãaao!!!).
É indiscutível o talento de Tetsuya Takahashi no comando de equipes responsáveis pelo visual dos jogos. Em FFVII o cara foi diretor geral da parte gráfica, e estamos falando do primeiro Final Fantasy em 3D e um dos mais aclamados de todos os tempos.
Isso sem falar que como roteirista ele se mostrou brilhante ao iniciar e terminar (mesmo que em menos “tempo” que o previsto) a saga Xeno, uma das mais brilhantes e profundas histórias de todos os tempos.

Hoje, Tetsuya Takahashi tem 42 anos e até onde eu pesquisei, não está com nenhum projeto engatilhado. Eu espero que ele seja bonzinho e faça logo a versão americana de Soma Bringer e de Xenosaga I+II para DS, que já foi lançado faz tempo no Japão.
Para mim Takahashi é uma das mentes mais brilhantes da indústria, e a saída da Square pode não ter sido tão ruim para ele, que agora tem total autonomia em novos projetos e pode se dedicar a novas idéias mirabolantes sem ter que passar pela aprovação da empresa de Yōichi Wada.
Sou um pouco conservador quando o papo é RPG, e acho que o meu designer “homenageado” deve ser também. Não é fácil agradar o publico nipônico e ser gênio ao mesmo tempo. O cara é bom demais!
Fica o convite para o Mauri Link, Bruno Julião e Ryunoken continuarem o MEME.

Comentários