Por Carlinha Rodrigues
Chegou a minha vez de ser rabugenta em relação à E3, posso? Calma, não se preocupem porque este não será mais um texto sobre a Sony, Microsoft ou Nintendo. A minha indignação é em relação à apresentação da Konami.
Não começou mal, ou pelo menos eu achei que não começou mal. Anthony Krause subiu ao palco para falar apenas de como o ano tinha sido bom para a Konami e de como MGS4 havia sido um grande sucesso. Foi anunciado oficialmente mais algumas novidades para o jogo, como personagens e missões novas além de um campeonato que será promovido para os melhores do ranking. Mr. Krause também disse que Rock Revolution seria o patrocinador oficial do Linkin Park Revolution Tour. Só isso, sem dados chatos ou irrelevantes, a apresentação teve sua continuidade.
Koji Igarashi sobe ao palco usando um chapéu de cowboy para mostrar o novo trailer de Castlevania: Order of Ecclesia e em seguida o gameplay de Castlevania Judgement para Wii. Durante a luta, ele jogou com o Simon e ninguém estava disputando com ele, o outro jogador estava inativo. Ok, isso deixou um pouco a desejar, a gente viu a galera do Gears of War 2 apanhando pra caramba, levando tiro, até o pessoal da Nintendo arriscou um duelo de espadas e o Igarashi não podia lutar Castlevania com alguém pra mostrar os efeitos de reação do personagem e cenas de batalha? Tudo bem, essa eu deixei passar porque o gameplay estava bonito e ele estava usando um chapéu legal.
Depois da demonstração um tanto quanto sem sal, já que todo mundo deveria estar pensando “assim, até minha vó né Igarashi” o tradutor chama ao palco o… aquele cara… qual o nome dele? Ih, esqueceu. Mas ele lembrou! Jason Allen vem para mostrar Silent Hill: Homecoming. Foi mostrado um gameplay do jogo que ele narrava enquanto jogavam lá do backstage. Poxa, não é possível que ninguém da Konami jogue os próprios jogos. O pessoal da Microsoft até subia ao palco com os controles na mão para jogar enquanto fazia a apresentação. Mas beleza, tudo bem.
Em seguida Lauren Faccidomo ocupa o microfone para falar do Rock Revolution. Ela parece animada, dá uma bronca na platéia que parece estar dormindo e em seguida alguém veste a moça com uma jaqueta de couro, coloca um baixo em torno dela, ela grita ONE, TWO, THREE, GO e uma banda de mulheres meio nada a ver começa a tocar Ramones. Eu lembro que nessa hora eu estava conversando com o mestre Prandoni no msn, e nós estávamos extremamente envergonhados com aquela situação. Por que gente? Alguém me explica porque elas estão tocando tão mal ao invés de falar sobre o gameplay do jogo, se terá modo carreira online, downloads, qualquer coisa, mas parem de tocar!
A música acabou, a platéia continua estática. Ela se embanana um pouco para tirar a jaqueta, mas depois que consegue vai até o microfone e diz “espero que vocês tenham acordado depois dessa, e agora da vida real para o jogo”. Coloca uma guitarra extremamente parecida com a do Guitar Hero 3 – se não for essa mesmo - em torno do pescoço, se junta a um baterista que ocupa a bateria e eles começam a tocar Ramones. É sério isso? Eles não mostraram a bateria, não falaram nada sobre ela, ou sobre o jogo, simplesmente pularam para a apresentação, que estava incompleta, porque na verdade o jogo tem suporte pra mais um baixista.
Não se passou nem um minuto da música e ela conseguiu falhar. Meu, é sério que NINGUÉM da Konami joga os próprios jogos né? Song failed, ela se dirige até o microfone e eu ainda tenho alguma esperança de que ela fale sobre o jogo, pelo menos alguma coisa. Ela diz “Opa, foi minha culpa. Tchau pessoal.” E a conferência acaba. Todos na platéia estão confusos, ninguém se mexe do lugar e se olham querendo saber se é uma pegadinha. Eis que surge Igarashi com um chicote gigante e todos foram tirar fotos com ele e esqueceram do episódio surreal da Konami.
Meu trabalho sobre Mitocôndrias na sétima série deu de 10 nessa apresentação da Konami.


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