Arquivo para Outubro 2nd, 2008

[+Leitor] Patricio, adote um Mega Man

Peço licença ao amigo Rodrigo Baptista para reproduzir o texto que ele publicou no pseudo-extinto Assopre a Fita, onde ele faz uma campanha para me convencer a dar mais uma chance a Mega Man 9. Nunca serão! :D

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por Rodrigo Babtista

Overated. Esta foi a descrição de Lucas Patrício sobre a avaliação de Mega Man 9. “Idéia maluca”, “serviço porco da Capcom”, “até um fã pode fazer isso” e “Capcom preguiçosa” foram outros termos empregados pelo nosso amigo jornalista-blogueiro e gamer nas horas vagas. Como não é segredo para ninguém, Megaman 9 faz uma retomada ao estilo de jogo de outrora, com gráficos, jogabilidade, sons e desafios oitentistas. O “problema” é que, em meio a polígonos e texturas em alta definição, o jogo em questão destoa dos padrões atuais. Tal característica entusiasmou vários e desagradou a muitos. Este que vos escreve é um dos entusiasmados E entusiastas, assim como a galerinha do Hadouken, por exemplo (sim, eu usei essa frase como desculpa para linká-los e saberem da existência deste post D aproveito o momento e já linko o Continue e Rumble Pack).

Uma crítica constante que vejo em blogs e publicações é a de que a Capcom está numa fase de não inovações. Seus jogos se repetem e a aposta em novas franquias não é lá muito alta. Mais fácil investir em fórmulas consagradas, certo? Resultado disso? Inúmeros remakes para Wii de Resident Evil e trocentos Megamans, ano após ano. Tal feito acabou resultando em um certo desgaste da marca e do personagem Megaman, tornando-o um possível candidato a “novo Sonic”, caso devidos cuidados não fossem tomados. Em tempos de mesmíce, onde arrisco dizer que um Gears of War 2 não adicionará lá muita coisa como fez a sua primeira edição, quem arrisca pode acabar colhendo os louros. A Nintendo arriscou com o Wii e prosperou, por exemplo. A Capcom, temendo o declínio de seu personagem azul, resolveu arriscar também.

“Como colocar o nosso personagem em evidência novamente?”, pensaram os executivos da gigante nipônica. Em um súbito devaneio transcendental, algum companheiro de olhos puxados teve a idéia que iria chacoalhar o mercado. “Vamos de Retrô!”, disse. É quase poética a contradição que é Mega Man 9. Ele inova pela não inovação. Ou melhor, inova até pela regressão. Simplicidade sem rodeios. Um lindo paradoxo. Nada de tramas homéricas ou ambientações colossais. Aqui, o que vinga é o primor dos tempos que já foram. Cada inimigo e cada plataforma pensados e concebidos com esmero, coisa que não se vê muito hoje em dia, reflexo da sociedade da imagem, onde detalhes às vezes supérfluos disfarçam o vazio.

E creio que a geração “high definition” sofra do mal dos polígonos. Para eles, tudo que não agrade aos sentidos mais superficiais não agrada, mesmo que não tenham experimentado determinado jogo em questão. Não digo que o nosso amigo Lucas seja um deles, até porque creio que ele tenha um vasto portfolio de games “retrô” jogados. Conhecendo-o digo sem medo que foi um entusiasta dos primeiros Pokémon, daqueles de Gameboy mesmo. No entanto, é visível em lan houses e locadoras (elas ainda existem?) garotos que não tiveram o prazer de se deleitar ao som de sintetizadores modestos e paleta de cores reduzida. Hoje, o que vale é a lei dos personagens de queixo quadrado e cenários monocromáticos, como dizem os gajos do Rumble Pack.

Após desviar o foco do assunto, voltemos ao Patrício. O garoto cisma em relutar contra um dos jogos de maior destaque deste ano. Por isso, para fazê-lo sentir o prazer de morrer ao cair em espinhos e buracos filha-da-putamente bem colocados, lançamos a campanha: Patrício, adote um Mega Man! Invista dez dólares de seu rico salário e sinta o êxtase puro de matar chefes dificílimos apenas com o Buster, enquanto você desvia de seus ataques certeiros e quase sempre mortíferos! Vislumbre os visuais coloridos e vicie-se nas grudentas melodias oito-bits. Você não se tornará um traidor da alta definição. Você não será mal visto no meio jornalístico. Aliás, creio que a não participação nisso possa afetar, visto que esta pode ser uma nova tendência no mercado. Você não colaborará para a extinção de jogos másculos e sanguinolentos em nossos consoles de alta definição. Sempre haverá mercado para todos os tipos de jogos, então eu lhe digo: Deixe o orgulho de lado e aproveite! Patrício, adote um Mega Man!

[Bomba] Detalhes do novo modelo do DS

por Lucas Patricio

Aconteceu ontem uma conferência da Nintendo no Japão, e foi confirmada a nova versão do Nintendo DS, chamada de DSi.

O novo DSi possui um visual muito parecido com o Lite . Só que o desta vez ele vem acompanhado de DUAS câmeras digitais, com resolução de 300 mil pixels (640×480). O novo modelo é 12% mais fino, já que não possui mais a entrada para cartuchos de GBA. As telas são 17% maiores (3,25 polegadas a mais).

Um navegador de internet já estará incluso junto com o portátil. A grande novidade na áera online é uma loja virtual, que vai permitir a compra de jogos e aplicativos. A NIntendo promete que até março de 2010, quem comprar o DSi ganha 1000 Nintendo Points gratuitos. Os downloads serão separados por 4 tipos de pacotes: Grátis, de 200 pontos, 500 pontos e Premium (800 Nintendo Points).

O tão esperado suporte multimidia foi incluso. O DSi terá entrada para cartões SD para rodar músicas diretamente do cartão e compartilhar fotos com o Wii. Para aguentar o novo suporte, foram feitas melhorias no hardware de som do portátil.

Um novo software interno também foi adicionado, e vai permitir edição de fotos usando a stylus, além do player de MP3.

O DSi será lançado dia 1º de novembro por 18900 ienes (cerca de US$180) em duas cores: branco e preto. Previsível, heim? :)

Agradecimentos ao amigo Bruno Julião pelo suporte.


 

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