Análise: Transformers The Game

Demorou, mas finalmente uma nova análise chegou aqui no Goluck. Claro que essa demora ocorreu devido a alguns fatores básicos:
-Viagem de férias (incríveis quatro dias)
-Cobertura da E3
-Ausência do meu computador, que parece ter desistido de vez de trabalhar.
-Falta de jogos para analisar, oras!

Bem, mas agora que as férias se foram eu já estou podendo jogar e analisar vários outros games diferentes. Infelizmente a maioria deles até agora foi um pouco decepcionante de se jogar, mas se eles são ruins, vamos saber aqui o porquê. Certo?

Pra começar “bem”, vamos conferir Transformers: The Game

É, o jogo não é bom, mas os bonequinhos eram bem legais!

Bonequinhos cresceram

Sem hipocresia: eu não lembro de ter brincado com transformers na minha infância. Não sou muito velho, e o fenômeno desses brinquedinhos que viravam carros, helicópteros, aviões e robôs, que aconteceu nos anos 80, acabou ficando de fora da minha caixa de brinquedos..

A única coisa que eu lembro é que eu ADORAVA os robôs do Power Rangers, e eu tinha os cinco robôs que formavam o incrível Megazord! Só por eu lembrar o quanto era legal esse tipo de brinquedos, já imagino o quanto deveria ser bacana esses tais de transformers.

Agora voltando aos anos 2000: a indústria do cinema está escavando para achar ícones pops para transformar em blockbusters de Holywood. A Marvel já deve estar pensando em dar algumas revistas de personagens secundários nas mãos dos diretores de cinema para ver se consegue arrancar mais uma adaptação.

Essa incansável busca ainda não trouxe Heman nem Jaspion de volta, mas os simpáticos brinquedinhos que se transformavam não escaparam e receberam uma adaptação que estreou há pouco tempo nas telonas.

Bem tosco o nöel de detalhes dos carros-robôs

Tal filme, tal jogo…

Nós todos sabemos que nenhum jogo baseado em filme foi muito bem sucedido ultimamente. E eu não via uma razão muito boa para que Transformers The Game fosse diferente.
Ou talvez a possibilidade de colocar robôs que se transfiguram em objetos e veículos em um game repleto de possibilidades de customização e com o poder de processamento da geração atual (360, PS3) poderia acabar gerando um game repleto de opções de jogabilidade. Esquece…Não aconteceu nada disso.

Uma das coisas mais “interessantes” é que o enredo do game não segue o do filme. Ele é uma espécie de complemento. Ta, parei por aqui para não dar nenhum tipo de spoilers.

Você pode escolher entre jogar a campanha dos mocinhos (Autobots) e dos vilões (Decepticons), ambos em busca do AllSpark, a fonte de vida desses seres alienígenas que está em algum canto da Terra.

Onde será que ele vai com esse carro? Hehe

Hulk?

O jogo funciona como um dos bilhões de seguidores de GTA. Você tem toda a cidade a sua disposição para destruir e fazer pilhagem a vontade.

Claro que sair destruindo tudo só é válido se você estiver jogando a campanha dos Decepticons, pois a campanha dos Autobots possui algumas restrições a sair detonando tudo, pois afinal de contas eles são os mocinhos.

Se você cansar de ficar destruindo a cidade inteira, você pode tentar seguir os objetivos. Olha, mas eu aconselho que você se limite a ficar brincando na cidade, pois objetivos são extremamente chatos. É sério.

Olha o robô-escorpião-legalzão aá

Mission Failed

Você terá várias opções de missões: Destrua tal coisa em certo tempo ou Destrua todos os inimigos em certo tempo. Incrível, não?

Isso sem falar que algumas dessas missões são enormes. Algumas delas poderiam ser “Destrua 2 bases”, mas não, o game insiste em: “Destrua 10 bases”. Isso torna o jogo extremamente repetitivo e cansativo.

Talvez a equipe da Activision tenha feito isso para aumentar a durabilidade e o replay do jogo. Se realmente foi isso, parabéns! Vocês não conseguiram! O jogo dura cerca de seis horas, juntando as duas campanhas! Ou seja, você vai terminar cada campanha em três horas.

Eu não vejo nenhuma possibilidade de alguém querer comprar um jogo que dura tão pouco e durante esse pouco tempo ainda possui um enorme nível de repetição. Isso sem falar nos US$50.  

Me explique o que ta rolando na imagem e eu te dou um doce

Bonequinhos poligonais

É, você deve ter percebido que eu estou meio “decepcionado” com o jogo, mas calma que ainda tem mais.

Os gráficos no 360 e no Playstation 3 ficaram médios. A modelagem dos robôs ficou muito bacana, é possível ver vários detalhes durante a animação de combate de movimentação.
Porém os cenários ficaram bem desproporcionais e artificiais. Casas e prédios são repetidos e não possuem detalhes.

Uma coisa legal (até que enfim!) é que tudo pode ser destruído. Mas até aí não é nenhum mérito, já que o jogo do Hulk lançado há dois anos atrás para Playstation 2 fazia a mesma coisa.

Os momentos mais bacanas, visualmente falando, são quando rolam lutas entres os robôs. Existe um slowdown bem bacana quando você consegue destruir um inimigo.

A variação de tipos de transformers é boa. Existem dos que se transformam em helicópteros (meus favoritos) os que viram carros e outros que viram bichos, como o Scorponok, que é um escorpião metálico que pode andar por debaixo da terra.

Olha é o Megazord!! Opa, não é não…

Juízo Final

Customização= 0; Diversão= 1; Variação de jogabilidade= -1.
Esse é o resumo que eu faria de Transformers The Game. É claro que existe muitas coisas bacanas durante o jogo, mas nada que explique a falta de criatividade dos produtores em fazer um sistema completamente sem novidades.

Se eu fosse dar uma nota, Transformers The Game não teria um 0. Estaria longe dessa nota, na verdade. Mas acontece que é incompreensível o fato de uma idéia que poderia ter resultado em um jogo divertido e de alta qualidade ter se transformado (desculpem o trocadilho) em um jogo repetitivo e sem criatividade.

Uma pena, uma pena…

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10 comentários sobre “Análise: Transformers The Game

  1. Estella ( *.* fã )

    Imagem mais original impossivel =D
    Surpresa boa essa viu^^

    ta super demaaaiis,mega ultra criativo^^,adoreii!!!!!

    =**
    ILY!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. ajuda, to em uma faze, que tenho que matar o Decepticons chefe, nao consigo passar a fase, eu jogo carro, bato nele mais nao aconteçe nada! alguem pode ajuda como passar a faze?

  3. Raffael nugueira

    quem nao curtiu os TRANSFORMERS nao sabe oq é bom.. minha infancia muito bem aproveitada teve como grande responsavel da dita esse desenho seriado e agora filme .. d+

  4. Camila

    kkkk! Adorei sua análise rapaz! Você foi bem direto e não economizou em críticas: foi na lata! Realmente, eu concordo com você, o jogo é sim, repetitivo e sem criatividade. Estou tentando sair da fase de treinamento, mas parece que é eterno… E aparece um “apóstrofe”, um botão opcional no jogo que praticamente não existe no teclado do pc. Prefiro o filme ao jogo, fato. Sem querer ofender aos que gostam do jogo e aos que ainda querem jogar, mas essa é a minha opinião. Fazer o que, o que para uns é fantástico, para outros não passa de mera perca de tempo.

  5. Na primeira missão: não mostra os botões do teclado que fazem as ações (tem que olhar os controles, se não vai ter que pressionar todas as teclas)
    Jogabilidade com o carro: Simplesmente um LIXO!

    Não gostei do jogo. Uma adaptação mal feita e sem criatividade!

    Opinião pessoal.

    FLW

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