Análise: Eternal Sonata

Sté que enfim um RPG decente para a nova geração!Nome: Eternal Sonata
Plataforma: Xbox 360 e PS3
Produtora: Namco

Já imaginou jogar um game imaginado nas últimas horas de vida de um grande músico? Essa é história do mais novo lançamento da Namco: Eternal Sonata, RPG lançado para Xbox 360 e futuramente para Playstation 3, dos criadores de Baten Kraitos.

Eternal Sonata começa contando a história de Frederic Chopin, no jogo um garoto que vive seus últimos momentos de vida em uma cama, sonhando. Na vida real, Chopin foi um grande músico, conhecido como o poeta do piano, e morreu em 1810.

O enredo de Eternal Sonata é sobre exatamente o sonho que Chopin teve antes de morrer, e conta como o personagem encontra uma bela e doce garota chamada Polka, que assim como ele pode usar magia, e possui uma doença que vai causar sua morte em breve por conta desse poder.

Essa é a última noite de Chopin…

Uma história eterna

Todo esse enredo meio melancólico entra em contraste com a alegria dada no jogo por cores e carisma dos personagens. Polka, antes de encontrar Chopin, sofre porque as pessoas têm medo de chegar perto dela, pois acham que vão pegar sua doença mortal.

Dois outros personagens também entram na trama, eles se chamam Alegretto e Beat. Os dois iniciam sua aventura roubando pães para dividir com outras crianças, e depois deixam a cidade. Futuramente encontrarão com Polka e Frederic.

Alegretto e Beat fazem furtos de pães na cidade para poder distribuir entre as crianças carentes que se escondem no esgoto. Eles parecem muito com os personagens do livro e filme “O Senhor dos Ladrões”.

É difícil deixar de falar do enredo de Eternal Sonata, que discretamente faz diversas críticas à sociedade e a problemas que enfrentamos atualmente, como ética e moral. Tudo isso acontece por trás dos rostos e expressões incrivelmente hipnotizadoras dos personagens, que possuem um visual incrivelmente lindo.

Realmente de cair o queixo os visuais. Os desenhos parecem ter vida…

Mas e a pancadaria?

Mas como é um RPG, é claro que Eternal Sonata também possui batalhas. O sistema mistura um action RPG, como Kingdom Hearts, com turnos. O resultado são batalhas movimentadas e estratégicas, sem muito “button smash” e nem muito paradão.

Você possui em seu turno cinco segundos para se movimentar e atacar seus oponentes. Uma barra à esquerda da tela mostra quanto tempo ainda resta até seu turno acabar.

Durante esses cinco segundos você pode atacar usando armas ou utilizando ataques especiais, que variam dependendo do local onde você está posicionado. Se você estiver em locais iluminados, você utilizará magias (geralmente de suporte), como recuperação de HP. Mas se você usar os ataques especiais em locais escuros ou com sombras, ataques especiais de dano vão ser usados. O bacana dos ataques especiais é que eles não gastam nenhum tipo de barra, e podem ser usados livremente durante seu turno.

Os personagens possuem evolução baseada em nível, e aprendem novos ataques especiais e aumentam atributos. O grupo também sobe de level, e quando isso acontece é adicionado algo para te ajudar e retirado alguma coisinha para deixar as batalhas mais desafiadoras.

Por exemplo: quando seu grupo sobe para o level 2, você perde a “mordomia”de poder, após já ter se movimentado em seu turno, parar e bolar alguma estratégia com o tempo parado. Por outro lado, é adicionada uma barra de combos, que vai aumentando conforme os hits que você dá nos adversários. Quantos mais hits, mais poderoso será o próximo special attack utilizado, que vai zerar essa barra e aí é só encher novamente.

As lutas não são o ponto forte, mas são muito boas.

É desenho ou jogo?

A trilha sonora é incrível, conta com obras da vida de Chopin, que dão uma vida incrível ao game. As vozes dos personagens são bem narradas, mas em algumas vezes dá a impressão de escutar alguém ler e não interpretar. Mas é só um detalhe.

De quando em quando, o jogo conta pedaços da vida do poeta utilizando fotos e narração.
Isso quebra um pouco do ritmo da aventura, e acaba te trazendo de volta ao mundo real. Uma pena, pois Eternal Sonata tem um incrível poder de te fazer ficar exatamente distante desse mundo durante a aventura.

Os visuais são maravilhosos. A técnica cell shading (que faz tudo parecer desenhos animados) conseguiu adicionar expressões impressionantes aos personagens, algo difícil de encontrar até mesmo em animês e desenhos na TV.

Carisma eterna

Eternal Sonata é o RPG que estava faltando na nova geração. Possui ritmo, enredo envolvente e personagens muito carismáticos durante as quase trinta horas que o jogo vai te prender na frente da sua TV.

O sistema de batalha não chega a ser inovador, mas cumpre bem com seu papel, apesar que alguns pequenos detalhes podem atrapalhar um pouco a experiência do jogo. Mas algo completamente pequeno perto da profundidade que o game trás.

Aprovadíssimo.

Eternal Sonata é incrivelmente recomendado por mim, e olha que eu sou exigente!

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12 Responses to “Análise: Eternal Sonata”


  1. 1 Rodrigo Budrush 24 setembro, 2007 às 1:12 pm

    Você tá jogando muito “God of War”, menino. “Baten KRAITOS”?!? 😀
    Quanto ao game, parece ser bem honesto.

  2. 2 Lucas Patricio 24 setembro, 2007 às 2:56 pm

    Errr…ops! Uahuaha é que são tantos jogos…Tudo bem, tudo bem, gafe arrumada ^^

    O jogo é bem “honesto” sim, hehe ^^ Curti a expressão 😀

  3. 3 Lucas 24 setembro, 2007 às 7:51 pm

    E a ARG, eu tou querendo saber os resultados!!!!

    Boa resenha, devo admitir que essa ssafra de RPG’s, ditos “revolucionários” para 360 desapontaram um pouco, eternal sonata, Blue dragon Two worlds, estou esperando last remnant e lost odissey, esses sim vão arrebentar.

  4. 4 Luck 24 setembro, 2007 às 8:26 pm

    Hum, noticias do ARG só dia 30, no encerramento 😀

    E você tem razão, Two Worlds e Blue Dragon não foram lá essas coisas (eu, particulamente, gostei muito de Blue Dragon, mas…).

    Mas acredite: Eternal Sonata, se jogado com “honestidade” (não disse que gostei da expressão! uihauha), vai render muitas horas de um bom gameplay.

  5. 5 Dakini 24 setembro, 2007 às 9:26 pm

    Nossa, estava esperando por essa análise. Não tenho um 360, mas se tivesse, esse jogo seria compra certa. Acho incrível essa idéia de o jogo se passar no último sonho de Chopin, a trilha sonora deve ser incrível.

    Cheguei a ver vários vídeos do gameplay e um de review, todos do GameTrailers, nossa, criei muito hype, nem sei porque, já que não vou jogá-lo, o que é uma pena.

    Hmm, quanto a análise, apesar de errinhos de digitação aqui e alí, muito bem escrita.

    Keep writing.

  6. 6 Lucas Patricio 25 setembro, 2007 às 12:37 am

    Dakini, erros resolvidos 😀

    A trilha sonora realmente é incrivel, alguns dos clássicos de Chopin sao muito bem remasterizado.

  7. 7 Gui Stadler 26 setembro, 2007 às 6:03 pm

    Outra ótima resenha, Lucas…

    …MAS ACHO MELHOR TU ARRUMAR O NOME DE UM DOS MELHORES RPGS DO UNIVERSO ALI NO COMEÇO, ANTES QUE PERCA O RESPEITO! É BATEN KAITOS, POXA!

    HUAhuahuauhahu que feio, erra o nome do melhor RPG do Cube e ainda pra colocar um nome que remete o “mascote” da empresa rival, isso que dá pra chamar de “gafe” mesmo! auhAUHhuahua

    Quanto ao game, deu vontadinha de jogar 😦

    E é fato que os games tão cada vez mais artísticos…quando que imaginaríamos um game com trilha sonora do Chopin?! Hehe. E ainda com um enredo todo cuidadoso e eletista desse. Alto nível!

    Agora, só pra testar sua cultura: Como se pronuncia Chopin? Aahuauhahu!

    Abração, chefe!

  8. 9 Lucas Patricio 27 setembro, 2007 às 2:22 am

    É, eu acredito que seja “Chopan”, mas não falei nada porque não tenho certeza ^^ hehe

    Ilumine nossos conhecimentos, Gui! hehe

  9. 10 Gui Stadler 27 setembro, 2007 às 9:43 pm

    É “Chopãn” sim! =)

    Agora arruma ali o “Baten Kraitos”…=(
    Dá um ruim de ver, tira o r, é Kaitos! auhUHAhuauhahua

  10. 11 Lucas Comitre Martinez 27 setembro, 2007 às 10:36 pm

    Fala Xará!

    Hoje fui denovo na casa daquele camarada da Grande TV com o X360 e joguei diversos jogos como Halo 3, BioShock, Perfect Dark, Virtua Tennis Dirty, um de corrida/destruição muito bom que NÃO era Burnout, Blue Dragon (3 DVDs!? ) e Eternal Sonata.

    Eu gostei muito do RPG. Porque joguei pouco tempo acho que n~ão tenho o direito de falar muito do jogo, mas mesmo assim achei que ele pecou muito em algumas coisas; como a textura, onde temos uma abertura linda com angulos de câmera e cenário suave mas texturas pobres que afetam totalmente o resultado final (você viu a lagartixa? rs), ou quando você olha lá longe e vê a pobreza na textura ( a cidade portuária ou as campinas floridas). Acho que este é um problema gravíssimo que não deveria aconteceer nos games de nova geração… como eu disse, eu joguei muito pouco, não sei se isso continua ou não, mas até onde eu vi achei isso um absurdo estando no nível de qualidade dos games qu estamos.
    Por outro lado ES se segua tranquilamente nos outros aspectos, a dublagem me deu saudades de Valkyrie Profile, os nomes (de tudo) parecem que foram tirados de um dicionário musical, o design está muito bonito, o sistema de batalha ficou muito bacana e diferente (eu pelo menos nuna vi algo assim, mas não joguei Kingdom Hearts), e a musica foi muito bem produzida (só o foato delas terem sido todas tiradas das composições de Chopin já é uma puta de uma invação).

    Enfim, se pudesse jogaria-o inteiramente do jeito que ele merece.

    T´! Vou ler o outro post agora…


  1. 1 Um ano de GoLuck! « Blog GoLuck Trackback em 26 janeiro, 2008 às 11:49 am

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