Aprovada lei que beneficia games no Brasil

 Será?

A lei que estende os benefícios fiscais aos consoles de jogos eletrônicos, apresentada à câmara no dia 6 de Março deste ano, teve seu parecer aprovado por unanimidade semana passada,  dia 17 de Outubro. Esta lei estende os incentivos estabelecidos pela lei n° 8.248, de 23 de outubro de 1991, ao setor de jogos eletrônicos, e tem como justificativa:

O Brasil, que tem potencial de ser o maior mercado de jogos eletrônicos na América Latina, apresenta, porém, uma situação oposta: 94% dos consoles vendidos no Brasil é oriundo de contrabando, e o desenvolvimento de jogos no País ainda é incipiente, situação esta decorrente da elevada carga tributária incidente sobre tais equipamentos, e, sobretudo, da exclusão desse segmento do âmbito de abrangência dos incentivos fiscais estabelecidos pela Lei da Informática.

De fato, os consoles de jogos de computador apresentam uma carga tributária total de até 257% sobre seu preço FOB, o que estimula o desenvolvimento do chamado mercado cinza (produtos contrabandeados).

Corrigir tais distorções e estimular a formalização e o desenvolvimento do setor é o objetivo desta proposição. Consideramos que, ao estender os benefícios estabelecidos pela Lei da Informática para o segmento de jogos eletrônicos, estaremos coibindo a comercialização ilegal de produtos importados, estimulando e fortalecendo o segmento no País, criando empregos e novas oportunidades de negócios, e, conseqüentemente, ganhos de arrecadação tributária para a União, Distrito Federal, Estados e Municípios pela via da formalização de todo um segmento que, hoje, opera quase que totalmente na economia informal.

Confira todos os artigos da lei aqui.

Fonte: Portal Xbox

Pois é. Parece até mentira, não é mesmo? Agora é só torcer mais um pouquinho para que tudo de certo e que os resultados reflitam nos preços das lojas.

E o que vocês acham disso? Será que agora vai?

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Análise: FIFA 08

FIFA 08 entra em campo no GoLuck!Há uma semana eu postei aqui no GoLuck minhas primeiras impressões sobre o jogo FIFA 08. Pois bem, chegou a hora de jogar as cartas na mesa (ou seria a bola em campo?) e avaliar esse jogão da EA Sports.

Vale lembrar que as versões que estou analisando são as de Playstation 3 e Xbox 360. As versões de PS2, PC e Wii, até onde eu vi, não receberam o mesmo carinho que a versão dos poderosos da geração atual.

Então chega de enrolar na defesa, porque o GoLuck parti pelo meio campo, cruza na área e marca um gol de placa em FIFA 08, que finalmente, chega de uma vez por todas aqui no blog. Só falta a ôla!

Números também é Futebol

Você gosta de números? Então olha só: FIFA 08 possui o maior número de licenças de equipes e jogadores de toda a série. São 620 equipes licenciadas, 30 ligas e mais de 15 mil atletas, um aumento de 20% em relação à versão anterior. É mole?

Isso sem falar que a primeira divisão do futebol brasileiro está representada em peso e com qualidade. Apenas alguns times, que não conseguiram assinar a licença a tempo, é que ficaram com nomes genéricos, como “Porto Alegre”, que é o Internacional.

Mas vale lembrar que ainda existem clubes “perdidos” como São Caetano, que estão escondidinhos na aba “Resto f World”.

E para completar o raciocínio de números, a inteligência artificial oferece 35 pontos de decisão para os atletas. Traduzindo: os jogadores agora terão inúmeras possibilidades de jogadas, e conseqüentemente, maior realidade e dificuldade.

Mais times = maior diversao

Em time que se perde…

Vamos encarar a realidade: FIFA 07, por melhor que fosse, ainda estava muito longe de conseguir um lugar ao sol junto com o (mesmo pobre) Winning Eleven Pro Evolution Soccer 2007, ou simplesmente WEPES2007.

A EA Sports sabia que eles tinham errado na fórmula, mas que estavam no caminho certo. Então fizeram algo que já estão acostumados a fazer quando se trata da série FIFA, refizeram tudo do zero. Pelo menos foi o que eles disseram, e na verdade, é o que parece.

Você pode achar que refazer um jogo em um período de no máximo de um ano pode parecer loucura e o jogo pode acabar vindo cheio de defeitos, pois é isso que geralmente acaba acontecendo. Mas desta vez a EA Sports provou que está pronta para desafios, e lançou o melhor FIFA de todos.

Eu te explico o porquê.

Refazer FIFA do zero (novamente) não deve ter sido fácil. Mas valeu a pena.

Jogando ou assistindo?

Como eu já havia dito a vocês, os visuais de FIFA 08 são espetaculares. Ao contrário de FIFA 07, não é apenas aquela tela de abertura à meia luz que nos deixa babando. Desta vez tudo está repleto de efeitos de luz decentes e de texturas de extrema qualidade.

Experimente ir a um replay durante a partida e colocar a câmera bem perto de um jogador. É possível ver a expressão dele mudando conforme a jogada. E isso não é balela. Além de conseguir reparar nas expressões dos jogadores, você provavelmente terá que procurar seu queixo quando reparar que o uniforme se movimenta independentemente. É um efeito realmente incrível de se ver.

A única coisa que me deixou um pouco incomodado foi a câmera padrão do jogo, que na minha opinião, ainda é muito “FIFA”, e eu recomendo que vocês usem uma outra muito parecida com WEPES, que convenhamos, é muito boa.

Falando em câmeras, acho que está na hora de apresentar o grande atrativo desta versão. Você já deve até saber do que estou falando…

Repare em cada dobra no unifome dos jogadores. Isso é real. E assustador!

Seja um Profissional

O modo “Be a Pro” é realmente a grade sacada de FIFA 08. Para quem ainda não sabe do que se trata, uma rápida explicação. Nesse modo você escolhe um jogador de uma equipe. E entra em campo controlando apenas ele, em uma câmera por de trás  dos jogadores.

Controlar apenas um jogador pode parecer chato, á que é costume controlar todos eles. Mas acredite, esse modo é uma quebra de paradigmas para todos os simuladores de futebol.

Mesmo que FIFA não tenha sido pioneiro em pensar nisso, ele foi, sem sombra de dúvidas, o jogo que melhor executou essa função.

Seu jogador tem uma barra abaixo da tela, que mostra como está sendo seu desempenho dentro de campo. Ao acertar passes, desarmar os adversários, driblar, chutar ao gol e se movimentar corretamente, sua barra aumenta.
Mas se você ficar “panguando” em campo, errar toques e fazer tudo que aquele perna de pau que joga no seu time faz, aí sua moral vai caindo.

Esse modo realmente te faz sentir todas as emoções e pressões de ser um jogador. A torcida grita, incentivam, os companheiros pedem bola, e a cada chute que você acerta um sorriso começa a sair discretamente de sua boca. Isso se chama emoção. E um jogo de esporte que consegue causar esse tipo de sensação já pode ser colocado no hall dos melhores do gênero.

O modo Be a Pro é bom demais!

Pedalada!!

Driblar é umas das melhores partes desse novo FIFA. É difícil, não minto. Mas conseguir fazer um dos dribles durante o jogo é algo sensacional.

Chame um amigo e consiga acertar uma “carretilha” (aquele drible que o jogador passa a bola por cima do adversário levantando-a com os calcanhares) para cair na risada, gravar o replay, e guardar para a eternidade.

Apenas segurando o botão de ombro esquerdo dos joysticks e fazendo pequenas seqüências com os analógicos direitos, você faz todo tipo de drible. Eu perdi a conta quando tentei contar, e acho que existem mais de vinte tipos de fintas.

Com a visão do modo “Be a Pro” fica bem mais fácil de se acertar as fintas, então fica aí minha dica para conseguir fazer umas firulas.

Os dribles ficaram ótimos, só falta aprender a usar todos eles

Tire o pé da lama

Com modos online para o estreante “Be a Pro” com possibilidades de jogos entre dez pessoas (cinco para cada lado), FIFA 08 se torna ainda mais completo. Sem falar nas ligas interativas, que continuam a todo vapor, com a adição dos campeonatos da Inglaterra, Alemanha, França e México. 

Eu não ia comentar disso para não “ofuscar” um pouco do brilho de FIFA 08, mas infelizmente deve-se dizer que a jogabilidade ainda está muito no padrão da série. O que é algo ruim.

Não que FIFA 08 seja ruim de jogar, mas é que a movimentação foto-realística dos jogadores acabam exigindo uma jogabilidade um pouco mais presa do que a do concorrente, que ainda continua mais eficaz.

Mas esqueça isso que eu acabei de dizer. Pegue seu time do coração (que pode estar até mesmo na quarta divisão inglesa) e corra para o abraço em FIFA 08!

Chega de visuais de plástico! FIFA 08 é a revoução dos visuais!

WiiTV #1 Segunda Temporada

Depois de tanto tempo, o WiiTV está de volta!A espera foi grande. Mais de seis meses separam a antiga temporada do programa WiiTV da nova, que acaba de estrear.

O que?! Você não sabe o que é WiiTV?? Oras, WiiTV é um programa de games 100% Nintendo, produzido por mim e pela equipe do site Wii Brasil. Ah, já ouviu falar, não é mesmo? O programa é 100% feito de fã para fã, sem frescuras e sem lenga-lenga.

A primeira temporada do WiiTv teve 15 programas, e contou os primeiros meses de vida da trajetória do Wii. Hoje, a maioria dos jogos que fizemos preview já foram lançados e alguns comentários se tornaram realidade, como rumores de Super Smash Brothers.

Hoje o WiiTV volta com toda a força, reformulado, e pronto para atrair novos públicos. Se você nunca assistiu o programa, é só dar dois cliques e se divertir.

Desta vez eu sou apresentador do programa, e acho que todo o trabalho para conseguir montar esse formato valeu a pena, e com o tempo tudo vai se arrumando e ficando ainda melhor.

Vale lembrar que como o programa é feito por fãs e não por profissionais em estúdios com equipamentos de 200 mil reais, existem erros, e suas opiniões são essenciais.

Boa diversão 😉

Parte 1

Parte 2

Lançamentos no Brasil

O Brasil esse ano recebeu um bom número de jogos lançados oficialmente. A EA continuou seu suporte com jogos de PCs a um preço bem justo, na maioria dos casos com R$99 você leva para casa um lançamento da produtora.

Nos consoles a coisa é um pouco diferente. Os preços sugeridos para jogos da Microsoft Studios é de R$159 os lançamentos e R$99 os catálogos (mais antigos).

Pois bem, Halo 3 e PGR 4 acabaram custando um pouco mais caro (R$179) e isso causou uma desconfiança dos brasileiros sobre os próximos lançamentos aqui no país.

Mas a notícia que vos trago é muito boa, pelo menos para mim. Blue Dragon será lançado oficialmente no país com manual em português no dia 30 de Outubro. O preço? O prometido: R$159. E olha que Blue Dragon possui três DVDs e é mais caro até mesmo nos EUA.

Shu e seus amigos vão passar aqui pelo Brasil em Blue Dragon

Outros lançamentos desse mês de Outubro vão agradar também o publico do Xbox 360 que não curte importar. Blazing Angels 2, simulador de batalhas aéreas na segunda guerra mundial, também chega ao mercado nacional via Synergex.

O lançamento desse titulo no país pode ser muito comemorado, pois como vocês devem saber, Blazing Angels 2 é da produtora francesa Ubisoft, uma das maiores softhouses do mundo.

Para não achar que foi apenas uma “andorinha”, Ghost Recon Advanced Warfighter 2 também está sendo lançado para o Playstation 3. O game que chegou para o Xbox 360 no começo do ano, agora tem a chance de conquistar o publico da Sony.

Agora querem saber qual é o melhor disso tudo? Eu conto: Se a Synergex trouxe dois bons títulos da Ubisoft para cá com manual traduzido e tudo mais, isso quer dizer que Assassins Creed também pode estar a caminho. E olha, se Assassins Creed for lançado aqui no Brasil, mesmo que com aquele preço padrão, acho que será uma grande vantagem para nós.

GRAW 2 fez bonito do Xbox 360, e promete repetir a dose do Playstation 3, dos brasileiros

A Microsoft, para variar, não divulgou nenhuma outra lista de próximos lançamentos ou prováveis jogos com dublagens ou legendas em português. Mas agora as coisas estão mais fáceis. Já comentei que o demo de PES 2008 é todo em português de Portugal? É um começo.

Ah, esqueci de comentar que semana passada o meu blog “gêmeo”, o GoLuck Gamehall Edition, ficou em destaque na capa do UOL Jogos, algo que me deixou muito feliz. Devo agradecer, claro, ao Sammy, editor do Gamehall que indicou o blog para o destaque. Valeu, Sammy!

E para terminar as novidades desse Sábado: Amanhã tem WiiTV inédito no Wii-Brasil.com! Imperdível.

Mais uma vez o luck ganha destaque no UOL Jogos, desta vez o proprio GoLuck!

Análise: The Orange Box

5 em 1 como você pouco viuNa época do Super Nintendo algumas empresas começaram a fazer uma estratégia interessante: colocar em um único cartucho, mais de um jogo.

E além de chamar atenção pela quantidade, as coletâneas também eram interessantes pelo seu custo benefício, ou seja, você paga um e leva um monte.

Hoje em dia é fácil encontrarmos exemplos disso, como coletâneas de clássicos da Namco, Atari, etc. Mas depois de um bom tempo sem uma verdadeira e valiosa coletânea, a Valve deu um presente para todos os donos de um Playstation 3, PC ou de um Xbox 360: lançou The Orange Box.

The Orange Box reúne cinco jogos dentro de apenas uma caixinha de DVD9 ou de Blue Ray. Os jogos são os seguintes: Half Life 2, Half Life 2 Episode One, Half Life 2 Episode Two, Portal e Team Fortress 2.

Episode Two não foi lançado no Brasil e era vendido apenas por serviço Steam da valve, por download. Portal e Team Fortress 2 também são novidades. Vamos conhecer um pouco sobre os elementos que compõe a caixa laranja, ou preta, se prefirirem.

Esse sujeito a não fala um “ai” desde 1998!

A saga de Freeman

Eu nem preciso fazer introdução para falar de Half Life 2, não é mesmo? Desde que lançado em 2004, esse jogo impressionou a todos que esperavam uma boa seqüência do revolucionário Half Life, de 1998. E não é que a seqüência foi tão revolucionária quanto o episódio original?

Na pele de Gordon Freeman você entrava na misteriosa cidade 17 e conhecia Alyx, uma garota que ia permanecer com você nas próximas horas de jogo.

Episode One e Two trazem uma continuação mais rápida e simples, o que chamamos de expansão. Com cerca de cinco horas de duração cada, esses episódios contam como Gordon e Alyx tentaram fugir da cidade 17 para levar dados para os ex-cientistas da Black Mesa para tentar evitar a invasão de mais alienígenas no planeta.

As expansões, obviamente, são mais curtas que o episódio principal, mas no caso de The Orange Box, como estão reunidas em um único jogo, isso torna a experiência algo quase que contínuo, pois você não terá intervalos de tempo para continuar a jornada.

A vida não é fácil para Gordon Freeman, e os 3 episódios de HL2 mostram muito bem isso…

Quase um Duke Nukem

Team Fortress 2 é a continuação do “mod” Team Fortress lançado junto com Half Life original. Esse game é exclusivo multiplayer, e dessa vez foi extremamente simplificado na jogabilidade e em seu sistema como um todo.

Agora não existem mais granadas, apenas duas armas e ataques a pequena distância. O humor é predominante em todo o jogo. Cada classe possui uma skin engraçada e bem característica, além de ter funções bem distintas.

O único porbleminha do jogo é a falta de variedade de mapas. Mas como já está se tornando rotina nos jogos da Valve, os fãs já estão se prontificando em fazer mapas extras para compartilhar na rede. Algo como já vimos em Counter Strike.

Team Fortress 2 não é uma obra de arte, mas as melhorias feitas pela Valve impressionam, e quem compra The Orange Box terá uma ótima opção para relaxar enquanto vai destruindo alienígenas em Half Life 2.

 Engraçado, simples e divertido. Quer mais o que?

In the Box, we trust!

A grande surpresa do pacote da Valve não é nem os três Half Life 2 nem a continuação de Team Fortress, e sim um jogo que tem mais cara de minigame. Ele chama-se Portal.

Portal é simples: coloca você na pele de uma presidiária que recebe em suas mãos uma mini-arma que cria portais dimensionais.

Com a ajuda de uma voz misteriosa, e sem embolações, você deve passar por vários desafios que vão colocar em teste seu raciocínio.

Portal cria não somente um enorme desafio, mas também trás muito humor negro, criatividade e paradoxos. Tudo isso em apenas as 4 à 5 horas de duração do jogo. Ele pode até ser curto, mas a fórmula simples e eficaz mostra que seu potencia pode ser maior até mesmo de Half Life, e que se a Valve for mesmo inteligente (nem precisa duvidar disso) um possível Half Life 3 usará e abusará desse tipo de distorção de espaço.

Você vai ficar surpreso com a imersão proporcionada por Potal.

Fechando a caixa

The Orange Box trás diversão de qualidade por um enorme tempo. No Xbox 360 as conquistas ainda servem para dar um ânimo a encerrar todos os jogos presentes do pacote, e Portal é imperdível.

Quem gosta de investir em jogos que não vão simplesmente “acabar” (alguém aí gritou Conan??), The Orange Box é uma das melhores opções do mercado.

Primeiras Impressões: Guitar Hero 3

Guitar hero está chegando! Mal posso esperar!Guitar Hero foi uma das maiores surpresas dos últimos anos na indústria dos videogames. Ele conseguiu ser incrivelmente divertido tanto para os jogadores hardcores, aqueles que jogam sempre, e também um enorme atrativo para os casuais, que encontraram uma jogabilidade simples, divertida e viciante

Guitar Hero 2 chegou e também foi um sucesso, trazendo a fórmula de sucesso para a nova geração (Xbox 360), só que ainda com cara de Playstation 2.

Muito bem. A produtora Harmonix, responsável pela serie deixou o projeto Guitar Hero nas mãos da Activision, que junto com a Neverstoft e a Redoctane estão produzindo Guitar Hero 3, que chega nas lojas daqui a menos de uma semana.

E o que falar de como vai indo Guitar Hero 3? Oras, basta você conferir a lista completa de músicas para ver que as produtoras não perderam tempo, e conseguiram montar uma set list “dos sonhos”, pra rockeiro nenhum botar defeito.

Lets rock, baby!

Lets Rock!

O demo disponibilizado na Live, na Internet e também no jogo Tony Hawks Pro Skate Proving Ground trás cinco músicas para teste e também o modo Pratice e Multiplayer.

As músicas presentes no demo são”Hit Me with Your Best Shot” de Pat Benetar, “Lay Down” do Priestess, “Even Flow” do Pearl Jam, “Rock You Like a Hurricane” do Scorpions e “The Metal” de Tenacious D.
Isso é um exemplo de como a variação de estilos e épocas esta bem forte. Pat Benetar fez muito sucesso nos anos 80, enquanto Tenacious D, banda do ator e músico Jack Black, começou a tocar ano passado.

Dentro dos palcos é visível que a primeira versão de Guitar Hero feita pensando na nova geração está muito mais bonito que os anteriores.

Os músicos possuem mais movimentação, e os lábios dos vocalistas acompanham perfeitamente a letra da música. Perfeitamente entenda como: extremamente bem feito para um jogo onde o principal são as guitarras.

Os visuais estão bem bacanas

A cara do pai

Nem preciso comentar que o sistema de jogo não mudou nada, não é? Time que está ganhando não se muda, se aperfeiçoa. E a Activision adicionou algumas novidades que foram muito bem vindas na série. O visual da barra de pontos e especial mudou apenas de estética, mas continuam com a mesma função.

No demo podemos jogar multiplayer em um modo chamado Battle. Aqui, durante a música existem notas com espinhos, que se acertadas em corrente, como acontece com as notas que enchem sua barra de especial, você ganha um item, tipo Mario Kart mesmo. Esses itens atrapalham seu adversário fazendo as notas da tela dele piscarem, sumirem, dobrarem, trocarem de ordem, e muitos outros incômodos que vão fazer você e seus amigos darem muitas risadas.

Além disso, é visível que no modo carrer novidades como batalha contra chefes também estarão presentes, mas infelizmente o demo não mostra nada dessas batalhas.

Guitar Hero 3 será um jogo muito forte nos modos online, e com a set list com essa qualidade, acho difícil alguém deixar de ao menos experimentar a nova versão do jogo.

Fórmula de sucesso continua a mesma, e as vendas prometem aumentar

A verdade sobre violência nos games

Entrevista com a Dra Olga Tessari aqui no GoLuck!Todo mundo que é gamer sabe que os videogames são altamente criticados por serem violentos e por supostamente induzir jovens a criminalidade e a ter atitudes violentas. Mas será que isso tudo é mesmo verdade?

Claro que os que jogam defendem sua parte. Mas como episódios, tal qual jovens que entram em escolas matando colegas e professores,  acabam acontecendo esporadicamente e sempre acabam jogando parcela da culpa nos games, acho que você também já deve ter parado para pensar nisso. Não é mesmo?

Por isso que eu resolvi buscar uma luz, alguém que pudesse dizer com clareza quais são os reais problemas, se é que existem, dos jogos eletrônicos.

Chega de escutar lendas e opiniões preconceituosas. Hoje eu vou colocar uma entrevista feita com a Dra. Olga Inês Tessari, psicóloga e psicoterapeuta desde 1984, que em seu site, Ajuda Emocional, possui diversos artigos sobre temas diferenciados.

Na entrevista a psicóloga me contou sobre a importância dos pais e dos reais causadores da violência na cabeça de um jovem. Confiram.

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GoLuck – Os jogos eletrônicos, no geral, são muito criticados por serem “possíveis” influenciadores de violência entre jovens. Você acredita que exista uma real relação entre jogos e violência?

Dra Olga Tessari – Não existe uma relação direta entre jogos e violência, embora a maioria das pessoas pense que a violência dos jovens seja por conta dos jogos eletrônicos! Não são os jogos que incentivam a violência, o meio (leia-se família) em que a criança vive é o responsável por sua violência, ou seja, o comportamento dela dependerá de como será educada, bem como da conduta que seus pais fornecerão como modelos que são.

Se um jovem apresenta agressividade por conta dos jogos, na verdade este é apenas um sintoma de algo maior, de sua insatisfação consigo mesmo e/ou com o meio que o cerca. O jovem emocionalmente saudável brinca com o jogo por um tempo, mas logo se cansa.

Os jogos não interferem na sua vida real nem nos seus compromissos com a família, com a escola e com os amigos. Para ele é apenas um jogo, que até pode estimular determinadas brincadeiras, mas nada, além disso.

Aquele que se torna viciado em jogos eletrônicos revela que algo não vai bem com ele, pois é impaciente, ansioso e busca no jogo uma satisfação que não tem dentro de si mesmo.Vale dizer que os jogos eletrônicos em geral têm a função de descarregar as energias armazenadas, além de estimular o raciocínio, a criatividade, a atenção, a memória, a coordenação motora fina e a estratégia.

GTA é um dos grandes alvos da imprensa 
GoLuck – Um jovem que joga games com temas violentos, porém se adequa a classificação indicativa dos mesmos, pode acabar tendo problemas como comportamento violento e etc devido a esses jogos?

Dra Olga Tessari – Não é o jogo com temas violentos que provoca o comportamento violento do jovem, mas se ele não tem uma boa relação com o meio que o cerca, ele pode vir a se tornar violento como forma de expressar a sua revolta com o meio.

GoLuck – Como os pais devem agir com os filhos quando se trata de jogos eletrônicos?

Dra Olga Tessari: Jogar é bom, mas não pode ser a única atividade de lazer para um jovem. Os pais devem programar um tempo na agenda diária do filho para que ele possa escolher o que quer fazer além de jogar: leituras, atividades com amigos, passeios, etc…

Os pais devem estar atentos para que o desempenho escolar do filho continue o mesmo, para que ele continue a cumprir com os seus compromissos e responsabilidades. É preciso estabelecer limites e horários para os jogos, assim como é importante observar o comportamento dos filhos cotidianamente.

Os pais são os responsáveis pelos seus filhos e pelo futuro deles como pessoas, portanto, não devem neglicenciar a atenção para com eles! E, caso percebam que o filho anda irritado, agressivo, é preciso conversar com ele e descobrir o que o está incomodando: manter um diálogo aberto e franco nem que seja por alguns minutos ao dia é o melhor antídoto contra a violência.

Manhunt 2 é o atual “causador de problemas” da indústria. Já foi banido de vários paóes.

GoLuck – Quando existe casos com o de um aluno que entra atirando em uma escola americana, quem deve ser culpado: a educação dada pelos pais; influência de amizades; ou influência de meios de entretenimento, tais como jogos, cinema, TV, etc?

Dra Olga Tessari – Vamos por partes para que você possa entender melhor.

1) O jovem é o reflexo da educação a que é submetido dentro de sua casa. Nesse sentido, certamente ele vem de uma família repressora, de uma família onde não há diálogo, onde ele não é respeitado.

2) Meio em que vive:

a) É comum dizer que os amigos influenciam um jovem, mas na verdade, a escolha dos amigos está diretamente relacionada à educação dada pelos pais e à relação entre pais e filhos.

b) amigos até podem querer exercer uma certa influência, mas, se o jovem tem uma boa auto estima, ele não se deixa ser pressionado por eles, nem quer “fazer bonito” para os amigos, nem se deixa influenciar.

c) meios de entretenimento (jogos, cinema, tv): podem exercer uma certa influência se o jovem não tem discernimento para saber o que é certo ou errado, portanto, de novo, voltamos à educação dada pelos pais.

Portanto, em última instância, a culpa recai sobre os pais! Infelizmente, muitos pais não conseguem percebê-la, preferindo fazer-se de vítimas, culpando os amigos e a sociedade!

QUal mãe nunca disse: “Que jogo feio esse onde você arranca a coluna vertebral do seu amiguinho!!”

GoLuck – Qual é, na sua visão, a melhor maneira de se lidar com jogos eletrônicos em uma sociedade afogada por violência como a nossa?

Dra Olga Tessari – Todo jovem precisa lidar com a agressividade que faz parte dessa fase da vida e os jogos surgem justamente para descarregar a sua tensão e agressividade de uma forma positiva.

O que pode acontecer, com a prática indiscriminada dos jogos eletrônicos aliado ao sensacionalismo televisivo e à falta de valores da família é a banalização da violência, pois as pessoas passariam a encará-la de uma forma comum, tornando-se menos sensíveis a situações que antes causavam indignação ou constrangimento.

Mas, para que isto ocorra, é preciso que a criança esteja no seio de uma família onde os valores éticos e morais não sejam bem definidos ou o relacionamento familiar não seja coeso.