Análise: Mass Effect

O lançamento oficial é amanha, mas eu recebi uma copia do jogo da simpatica produtora no programa que trabalhoA BioWare é uma produtora de tiros certos. Talvez nem tanto quanto a Blizzard, mas mesmo assim, a considero uma das softhouses mais regulares em sua aera de melhor presença: RPGs.

Quando ela anunciou seu projeto para a nova geração, mais especificadamente para o Xbox 360, eu não tinha visto ainda muito “porque” daquele jogo chamado Mass Effect dar certo. Mas certas coisas acabam nos surpreendendo, e Mass Effect, ao contrário de jogos como Driv3r (sim, eu odeio mesmo esse jogo) surpreendeu positivamente.

Mas o que um jogo que mistura RPG com ação em terceira pessoa pode oferecer a gamers que não agüentam mais jogos de tiro no console da Microsoft? Será que ele conseguiu inovar de algum jeito ou veio apenas para somar como TimeShift, Jericho, BlackSite, e etc, etc?

Dois em um

A melhor maneira de se definir Mass Effect é falar que ele é a união de um RPG com um jogo de ação e tiro em terceira pessoa. Como isso é possível? Eu acredito que você já tenha alguma noção, visto que ultimamente ação e RPG andam cada vez mais juntos.

Eu sou fã de carterinha de RPGs em turnos. Mas tenho que admitir que acabei tendo que adotar a nova tendência devido ao grande numero de títulos que andam sendo lançados nesse gênero. Lei do mais forte.

Porém, Mass Effect não é apenas uma adaptação de dois gêneros, e sim o resultado de uma perfeita união. O que isso significa? Que não parece que estamos jogando um jogo de tiro que adaptou RPG, nem um de RPG que colocou “tirinhos” no meio. Mass Effect trás uma experiência única e muito agradável.

O jogo possui como fatores de ação partes onde você, comandando seu grupo, deve avançar em cenários tendo que derrotar inimigos descendo chumbo e habilidades “mágicas” neles. Isso com direito a sistema detalhado de armas e equipamentos.

Já sobre as características de RPG, você encontra muitos diálogos, a possibilidade de escolher suas respostas, e assim moldar a personalidade de seu personagem, e também um ótimo e completo enredo.

Você em todos os momentos escolhe qual sera a proxima fala de seu personagem

Daqui a duzentos anos…

Os humanos não morreram com aquecimento global. Foram muito inteligentes: além de economizar com os gastos e emissões de gases para a atmosfera, eles simplesmente saíram para conquistar a galáxia. Ou quase isso.

Brincadeiras a parte, o cenário de Mass Effect se passa no hipotético século XXIII, onde a humanidade vive em colônias no espaço em harmonia com algumas espécies de extraterrestres, e em guerra com outros. Só que um desses alienígenas acabou tramando um assassinato, e seu personagem principal quer ir atrás dele para provar que ele é culpado.

Claro que em uma guerra desse tipo, os humanos sofrem alta desvantagem, pois estão fora de seu habitat natural. E por esse motivo equipamentos de alta tecnologia foram criados para que eles pudessem combater os perigos e abastecer as empresas bélicas. Ok, parei com as indiretas.

 A galáxia também será explorada por você. Prepare-se para se perder
União perfeita

Você cria e personaliza alguns detalhes do seu personagem principal, como nome e aparência. Depois é hora de cair de cabeça na trama. Já no campo de batalha, você aprende que o botão RT atira e que com os botões LB e RB pressionados, você pode alternar entre as suas armas e habilidades, respectivamente, alem também de poder trocar o armamento e habilidades dos seus dois companheiros, da mesma forma.

Não pense que será fácil passar pelas partes onde a ação é predominante apenas porque você zerou Halo 3 na dificuldade lendário. Aqui o que importa não é a pericia com o joystick, e sim a tática usada e os equipamentos.

Seu personagem (e companheiros) ganha experiência após derrotar inimigos e completar as diversas missões (principais ou side-quests) durante a aventura. Como você deve esperar, essas experiências fazem seu personagem subir de nível, e assim, permite que você personalize-os da maneira que achar melhor.

A ação flui livremente e em tempo real. Show de bola

Ponto para pistolas ou para escudo? Rifles!

Como um bom RPG, a melhor parte se resume a evolução dos personagens. E em Mass Effect você conta com um completo sistema que permite evoluir cada habilidade separadamente e de acordo com sua vontade.

Para os mais preguiçosos e menos acostumados, dá para dar um “auto level up”, que aumenta automaticamente as habilidades da forma que o computador entende melhor. Mas lembre-se: não deixe um computador te dizer o que fazer.

Além da evolução do personagem, vale citar que a troca dos equipamentos não altera apenas a eficiência que você terá durante os combates, mas também na aparência do jogo. Experimente trocar aquele seu colete X158-BS (nome fictício) por o novíssimo KL-110 (idem), e veja que o personagem vai estar vestindo esse equipamento ingame. Nada muito inovador, mas é bacana ver essas alterações o tempo inteiro.

Os equipamentos são muito bem feitos e criados em Mass Effect

Nem tudo da certo

Se tudo fosse perfeito eu provavelmente teria começado o texto assim: “preparem-se para ler sobre o melhor jogo de suas vidas”, mas infelizmente Mass Effect peca em alguns detalhes, que não comprometem sua experiência, mas devem ser citados.

A primeira coisa que eu sei que você vai reparar (porque é um gamer cri-cri e exagerado) é que as telas de loadings são grandes e às vezes acabam aparecendo demais. Principalmente quando você se perde.

Opa! Falando em se perder, isso será algo bem comum. Você em algumas situações é “arremessado” em alguma cidade gigantesca e precisa resolver três objetivos principais e mais quinze side-quests. Ok, o menu possui uma eficiente ferramenta que mostra tudo direitinho: missões, etapas, etc.
O mapa será seu melhor amigo, mas esqueça setas apontando as localidades. Como Mass Effect te dá uma liberdade enorme, você terá que passar boas horas conversando com os NPCs para descobrir não só detalhes sobre a trama, mas também dicas de como chegar a algumas localizações.

Isso não é ponto negativo, mas gamers mais “impacientes” podem acabar se frustrando, e eu, não quero deixar passar em branco.

Aliens e humanos vivem em harmonia. Bem…não é bem assim

Fecha a conta e passa a régua

Não gosto de dar notas para os jogos. Acho que números são coisas muito exatas para transmitir uma opinião. Além disso, ainda ocorrem problemas como você viu aqui no blog há pouco tempo. Porém Mass Effect tem a cara daquele jogo que ganha nota 8. Não me pergunte o porquê, mas eu acho que essa seria uma nota justa para mais um ótimo titulo da BioWare.

Mas como é um RPG ainda sem “passado” (como FF e DQ) e foi lançado para o console de Halo e Gears of War, talvez a aceitação seja pequena, até mesmo no Japão, que é um dos principais alvos desse titulo.

Gráficos bonitos, sons que dão para o gasto e dublagens de horas e mais horas, fecham a conta de Mass Effect, que se torna uma ótima opção para os órfãos de bons RPGs no Xbox 360.

Mass Effect é um otimo jogo, e para os fas de RPG sera um alivio para o fim de ano

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9 comentários sobre “Análise: Mass Effect

  1. Wagner - The Old_RevenanT

    Desde que vi os primeiros vídeos desse game o tenho aguardado com muita ansiedade. A mistura de RPG com ficção é uma das minhas favoritas, e agora depois de sua análise fico ainda mais ansioso, afinal os pontos que você apontou como negativos não me incomodam muito.
    Acho que a Bioware acertou em cheio novamente, mas também acho que o jogo não terá uma repercussão muito grande, pois como bem citado ele não possue nenhum precedente e está sendo lançado para um console onde os jogos de ação desenfreado são maioria. Tinha decidido comprar esse game só ano que vem, mas vou abrir mão de GH3 e vou garanti-lo ainda em 2007.

  2. Mass Effect é um jogo que me deixou curioso, estou meio enjoado de rpg’s em turno, e mass effect é o rpg ocidental que mais fez barulho, provavelmente vai tirar oblivion do trono, é mais bonito e me parece mais completo, e o fato de ser uma trilogia só ajuda, pois faz parecer que a saga deve ser épica ^^

    Abraços luck, bom post, aparece no ‘soprafita e na live ;D

  3. Pablo Raphael

    Me impressiono diariamente com a quantidade de lançamentos… e ainda estamos em novembro. Eu aqui, esperando meu Assassin’s Creed, meu Jericho.. e tu já jogou Mass Effect!? Uau.

    Mais um pra longa lista de jogos para o fim do ano…

  4. Wagner: Pois é, mais uma vez os RPGs acabam sendo deixados de canto por falta de “prestigio”. Imagina só as empresas menores que tentam novas ideias? Acaba acontecendo a mesma história da Clover: jogos criativos, porém, sem expressão em vendas.

    Lucas: Concordo que Oblivion pode perder o trono de “Action RPG do console”, ele tem tudo para superar.

    Pablo: Nem me fala, nem me fala. Hoje lança Rock Band e eu ainda quero comprar GH3. Isso sem falar nos “acumulados”. São tantos que até rende um post, hehe.

  5. Eu até que não estou ancioso por este jogo, achei apenas intessante, acho que deve ter sido a data de lançamento que ao meu ver foi na hora errada devido a tantos títulos de peso (+100KG) como: The Orange Box, COD4, Assassins Creed, Guitar Hero e Rock Band. Enfim, também posso estar errado e MASS EFFECT ser o começo de uma nova e impolgante fraquia.

    PAPAI NOEL me dá um ROCK BAND? (Rs.) Falou Lucas!

  6. Sardo

    O jogo parece bom.. Mas acho que já vi isso antes. Ou algo bem parecido no Phantasy Star Online. Hehehe.
    Mesmo assim, o jogo tá bem bonito e pelo que tu fala, da vontade de compra-lo.

    Já pensou em trabalhar em marketing? xD~

  7. Marcos: bem, é verdade que ele foi lançado em uma época conturbada, mas ele tem um estilo bem unico e acho que isso não acaba influenciando muito. O problema são jogos como TimeShoft, Jericho, Blacksite, e etc.

    Sardo: Marketing?? uahauhauah Da uma olhada nas analises de jogos infantis que eu fiz ha algum tempo e ve se alguma empresa iria me contratar ^^

  8. juscelino

    Mass Effet é um jogo interessante, mas longe de ser original, quem ja jogou star wars knight of the old republic vai entender o que eu estou falando!

    Apesar do SW:K.o.t.o.R ser baseados em turnos, ele pode ser visto como o precursor deste jogo.

    Não estou criticando o jogo, que é otimo, mas garanto que ele nao é tão inovador assim, porém, é mais um grande titulo da bioware(detalhe: o Star Wars citado por mim tambem é da Bioware)

    Acho que a franquia tem muito a crescer, principalmente com a sequencia do jogo que sairá em breve!

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