Análise: Advance Wars Days of Ruin

Enfim eu pude jogar a tão esperada sequência dessa sérieA Intelligent Systems lançou em 2005 para o Nintendo DS o segundo título da  série Advance Wars, criada por ela mesmo ainda para o GBA, alguns anos antes.

A série acabou de receber a segunda versão para o portátil de duas telas da Nintendo e trouxe modificações suficientes para motivar esse editor a ficar na dúvida se o saldo foi positivo ou não. Que tal descobrirmos juntos?

Advance What?

Nunca ouviu falar em Advance Wars? Eu também nunca havia jogado a série até comprar “Dual Strike” para o meu DS em 2006, aconselhado por um amigo que simplesmente disse: esse jogo é p&%$a! E não é que ele tava certo?

O jogo consiste em  controlar tropas em uma espécie de tabuleiro, em combates por turnos. Estratégia pura. Você precisa saber qual tropa movimentar e qual usar para atacar as do seu inimigo, pois cada uma possui vantagens e desvantagens, de acordo com as situações de batalha.

Days of Ruin trouxe inúmeras novidades para a série, e mudou algumas coisas que podem deixar fãs dos outros dois títulos tristes. Sim, eu me incluo nessa.

Os visuais não mudaram muito, mas também nem precisava…

O que não prestou

Ok, vamos falar primeiro das mancadas dessa versão. O primeiro “erro” que a Intelligent Systems não poderia ter cometido foi mudar completamente o enredo, que já contava com os mesmos personagens nas duas versões anteriores. Mentira, eu já esperava uma mudança, até para revigorar as coisas.

O erro foi que a mudança acabou comprometendo um dos fatores mais importantes do jogo: sua campanha single player. Explico. Em Dual Strike os personagens eram muito carismáticos e as missões tinham um apelo muito interessante na trama.

Em Days of Ruin você encontra pilhas e mais pilhas de clichês e de personagens nem um pouco inspirados. Diálogos sem sal, previsíveis e nem um pouco de emoção.

Não estou sendo chato, mas algumas falas realmente soam forçadas demais, as vezes fugindo à lógica da personalidade dos heróis e vilões. Aliás, o tal de “The Beast” parece ter vindo direto de um desenho animado trash da época de Birdman e Ultraman. Carisma 0.

Tudo ficou mais “dark”, e isso deu um efeito bacana para as tropas e cenários, que realmente ficaram com uma temática mais séria. Mas e o enredo??

Essa menina perdeu a memoria e sabe um monte de coisa que salva a vida do protagonista. Ache o cliche.

O que ficou super bom

Se você, fã da série, começou a ficar preocupado com a integridade dessa (esperada) versão, calma. As reclamações acabaram por aqui. Days of Ruin também possui muita novidade que caiu como uma luva na série.

A primeira é o inédito modo online. Agora é possível jogar contra amigos e (pasmem!) desconhecidos via rede Wi-Fi da Nintendo. Achou pouco? Então baixe mapas recomendados ou randômicos, criados por outros jogadores. Se gostar, arrisque e faça o seu no editor de mapas, que está muito funcional e intuitivo.

Arrisquei umas partidas e não foi difícil encontrar adversários para duelos randômicos. Dá um frio na barriga de iniciar um combate com fog of war (uma neblina que ilimita a visão de suas tropas). Até o fechamento dessa matéria, esse estrategista está com duas vitórias e duas derrotas. Nada mal, heim?

Para quem já conhece bem as mecânicas do game, vale a pena prestar um pouco mais de atenção nessa parte da resenha e deixar sua leitora “dinâmica” de lado, pois vou falar do que mudou.

Só faltava modos online. Não falta mais. Yuuuhuuuuu!!

Para os prós e curiosos

Foi adicionado várias novas unidades: A bike, que é uma unidade terrestre rápida e com baixo poder de fogo. Ideal para capturar algumas bases de incio.

O rig, que é uma versão atualizada das tropas de supply, que agora além de poder carregar unidades terrestres e reabastecer outras tropas, desta vez também pode construir aeroportos ou portos para recuperação de unidades específicas.

O Flare, que vai ser um dos seus melhores amigos nas fases com fog of war. Essa tropa pode atirar sinais luminosos para aumentar sua visão no meio da neblina.

O Anti-Tank, que como o nome diz, é uma ótima saída para combater tanques, incluindo o também estreante War Tank, a unidade terrestre mais poderosa, semelhante ao mega tank das outras versões.

O ultimo (e talvez menos importante) é o Duster, um aviãozinho baratinho e ordinário. É bom para combater alguns helicópteros no começo do jogo, mas não espere muito dele.

Só faltava partidas online. Não falta mais…YUUUHUUU!!!

Mais mudanças

Novos tipos de terrenos também foram adicionados, para dificultar ainda mais sua cabeça na hora de planejar um movimento. Ps. Cuidado com o mar revolto!

Mas uma das principais mudanças foi no sistema de CO Power. Agora os poderes dos pilotos só podem ser adquiridos ao você colocar ele próprio dentro de uma unidade (!) e assim derrotar alguns inimigos. Parece que a  Intelligent Systems quis deixar os combates mais concentrados nas táticas de tropas do que nos poderes. No começo você sente falta, mas depois acostuma.

As mudanças na série, no final, vieram para o bem. Mas não pensem que esse “enredinho” meia boca vai ficar por isso mesmo não. Poderia dar uma nota máxima para Days of Ruin, (mesmo não dando notas aqui no blog) mas esse pecado no single player ainda está engasgado na minha garganta.

Tudo bem, eu choro minhas mágoas com meus amigos online atravéz do modo com Friend Codes, que como esqueci de comentar, tem suporte a chat com voz. Ok rapazes da  Intelligent Systems, eu perdôo vocês. Mas só dessa vez hein! Agora com licença que eu vou desempatar meu saldo de partidas…

Err…

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10 Responses to “Análise: Advance Wars Days of Ruin”


  1. 1 Rodrigo 5 fevereiro, 2008 às 1:54 am

    Eh, nessa geracao nao vou conseguir ir de DS. Queria muito, mas se eu comprar, vou ter que apelar pros piratas. Fica dificil conseguir manter um Wii e um DS originais com um salario de M*RDA – perdao, de estagiario. Como me recuso a usar os pirateixons, soh lamento, Nintendo. Vai ficar sem o meu dinheirinho pro DS.

    Mas que esses joguetes tentam nao tenho duvidas.

  2. 2 Lucas Patricio 5 fevereiro, 2008 às 1:58 am

    É Rodrigo, não é facil mesmo sustentar nossas vontades gamísticas. Eu, por exemplo, queria ter um Wii e um PSP. Queria.

    Só um aviso: não sei o pq o nome do jogo na primeira imagem tá Dark Conflict. Deve ser o antigo nome, ou sei lá…Que estranho…

  3. 3 Samuel Batista 5 fevereiro, 2008 às 4:42 pm

    Eu conheci a série AW justamente por conta do lançamento de Days of Ruin que se aproximava e a série me pegou de jeito!

    Não sou nenhum pouco fã de jogos de tabuleiro mas esse dae me pegou de jeito!

    Uma coisa que eu achei melhor no Days of Ruin foi a parte “tutorial” das primeiras missões, bem mais explicativas que as do Dual Strike!

  4. 4 Youta 5 fevereiro, 2008 às 6:17 pm

    Eu joguei 2 anteriores de GBA e digo que a história do jogo nunca chegou a ser um ponto forte não… É mais pelo fato da diversão, mas não é de se esperar “Uau! Inovação!” já que desde o empoeirado Famicom Wars a evolução não foi lá grande coisa.

    Sabe aquela história de “mais do mesmo”? Tá aí o exemplo.

    É muito legal, é muito divertido, vale a pena jogar, mas depois de fechar um ou dois, cê começa a pensar duas vezes se vai jogar um terceiro.

  5. 5 Zozo 5 fevereiro, 2008 às 8:14 pm

    Dark Conflict se eu não me engano é o Europeu.

  6. 6 Lucas Patricio 5 fevereiro, 2008 às 8:49 pm

    É isso mesmo Zozo, eu dei uma olhada e é o Europeu sim. Até o nome de algumas unidades são diferentes na versão européia, mas são apenas “detalhes”.

    Ps. Eu prefiro dark Conflict a Days of Ruin

  7. 7 Claudio Prandoni 6 fevereiro, 2008 às 3:48 am

    Sou como o Samuel: conheci AW por conta do Days of Ruin e acabei me afeiçoando.

    O nível de complexidade que os combates atingem por meio de um sistema tão simples e amigável me impressionou bastante e até a historinha clichê tem lá seus momentos.

    PS: Sou mais Days of Ruin, Mr. Luck.
    😛

  8. 8 Adney Luis 13 fevereiro, 2008 às 9:58 pm

    PÔ, eu gostei da mudança do enredo. TUdo bem que temos alguns clichês aqui, mas estamos tratando de uma guerra, e esse clima mais dark (mesmo com os clichês) é bem mais satisfatório doque todo aquele colorido das versões anteriores…

  9. 9 Adney Luis 13 fevereiro, 2008 às 10:02 pm

    Aliás, quem disse que uma coisa clichê é ruim? Desde que seja bem trabalahdo, não vejo nada de malem algo clichê…

  10. 10 Lucas Patricio 13 fevereiro, 2008 às 10:39 pm

    Adney: Bem, mas um clichê bem trabalhado, deixa de ser clichê. 😉

    Volte sempre 😀


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