Videogame 2.0?

por Wagner Araújo

Criatividade 2.0!No último domingo o Lucas e eu nos reunimos com nossos amigos para jogar RPG e entre uma rolagem e outra de dados o assunto videogames veio à tona, todos os presentes na citada sessão são entusiastas confessos dos jogos eletrônicos e mais do que isso, adoram debater sobre o assunto.

Um dos assuntos levantados foi a respeito das futuras versões de alguns jogos, como por exemplo: “o que esperar de novidades no Rock Band 2?”. Especular é um passatempo interessante e num momento de novidades e possibilidades como o que vivenciamos agora a criatividade dos desenvolvedores de jogos parece não ter limites. Não faz muito tempo que discutimos aqui mesmo no blog a respeito da integração de Fable 2 com alguns futuros títulos da Xbox Live Arcade e vimos que uma medida simples como essa pode trazer possibilidades imensas.

Adentrando a floresta sombria da especulação

Porém nossa conversa entre livros e dados durante a sessão de RPG acabou abordando um outro assunto interessante e resolvi estender a conversa de domingo com os leitores do blog, pois enquanto “especulávamos” sobre as possíveis novidades de Rock Band 2 o Lucas falou a respeito de um rumor que aponta a possibilidade dos jogadores inserirem as suas próprias músicas no formato mp3 para serem interpretadas pelo jogo, após alguns instantes de debate nós chegamos a conclusão de que isso seria um tanto inviável, já que prejudicaria o atual sistema de venda de pacotes (packs) de músicas já tão famosos na Live e na PSNetwork (e futuramente no Wii). Quem compraria uma música se pudesse exporta-la de um CD qualquer? Isso sem contar com os problemas de direitos autorais e afins, após todos darem o veredicto de rumor infundado e depois de mais algumas rolagens de dados para definir os rumos de um combate foi a minha vez de citar outro pertinente rumor: a possibilidade de criar as suas próprias músicas no próximo Rock Band. Lembro que nas primeiras entrevistas com os produtores de Rock Band, poucos dias depois de seu lançamento, a idéia de criação de músicas era apontada por eles como um objetivo para a continuação do jogo.

É claro que algo assim seria capaz de revitalizar uma franquia ainda em seu auge e pensando bem a idéia de criação de conteúdo pelos usuários, nesse caso os jogadores de videogame, pode ser uma tendência ainda para essa geração.
Quem joga no PC já convive com essa realidade há algum tempo, criar novos mapas, skins, armas e conteúdo diverso já é algo comum no universo de teclado e mouse, lembrando que não só a criação mas também a distribuição e compartilhamento entre os usuários.

Lutando contra dragões negros (PSN) e verdes (Live)

Como sempre tiveram uma ligação estreita com a Internet os jogos para PC foram pioneiros nesse ramo, oficialmente ou não muito conteúdo desenvolvido por usuários se tornou famoso em diversos jogos, gerando até polêmicas (alguém ouviu falar de cs_rio?), mas de qualquer forma sempre contribuíram para estender o divertimento proporcionado pelos jogos em questão. Isso sem citar os jogadores que através das ferramentas de edição presentes nesses jogos acabaram desenvolvendo gosto pela coisa e hoje trabalham e se dedicam ao desenvolvimento de novos jogos.

Nos consoles porém o assunto é outro, só agora na atual geração é que a interatividade online ganhou espaço e passou a ser determinante nos jogos, no entanto as redes responsáveis ainda possuem limitações quando o assunto é criação de conteúdo por usuários. Unreal Tournamnte 3 (UT3) lançado no final do ano passado para PC e PS3 faz parte de uma franquia marcado pela criação de “mods” através das ferramentas presentes no próprio jogo, a versão para PS3 não conta com essas ferramentas, mas uma atualização recente permite que o conteúdo criado no PC possa ser transferido para o PS3. Esse já é um grande passo e espero que tais ferramentas estejam presentes nas versões futuras também para os consoles, no meu ponto de vista seria uma evolução natural, assim como é hoje a possibilidade de jogar partidas online com cada vez mais jogadores numa mesma sala. A versão de UT3 para o Xbox 360 ainda não foi lançada e entre os motivos para o atraso seria exatamente as limitações impostas pela Microsoft quanto a criação e distribuição de conteúdo pela Live, alguns argumentos apontados pelas empresas responsáveis pelos consoles são até sensatos, já que elas temem que os jogadores possam usar tais ferramentas para criar “mods” que possam ser de alguma forma ofensivos (moralmente falando) ou ilegais (ferindo direitos autorais caso alguém resolva criar um personagem baseado em alguma marca ou personagem existente).

O assunto é complicado, talvez as atuais redes presentes nos consoles devam passar por reformulações para permitir que os conteúdos gerados por usuários possam ser utilizados de forma coerente, talvez com a criação de filtros para evitar “mods” ilegais, ou quem sabe com um sistema que permita que os próprios usuários reportem qualquer conteúdo que possa ser considerado nocivo. Alguns jogos já ensaiaram os primeiros passos, Halo 3 por exemplo tem uma ferramenta chamada Forge onde é possível editar os mapas presentes no jogo e compartilha-los com os amigos, é muito divertido, mas é somente edição, não é possível criar um mapa novo por exemplo.

Sua vez de rolar os dados

O que os dados tem a ver com tudo isso? E depois de toda essa divagação volto ao Rock Band e baseado nos próprios argumentos que apresentei vejo que a criação de músicas através do jogo pode estar distante de acontecer, já que ela esbarra em todos os problemas citados. E vocês, caros leitores, acreditam que ainda nessa geração teremos o “videogame 2.0”, onde a criação de conteúdo pelos jogadores passe a fazer parte do cotidiano de nossos jogos favoritos?

“Toda boa sessão de RPG não passa de uma desculpa para reunir o pessoal e colocar a conversa em dia…”

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12 comentários sobre “Videogame 2.0?

  1. Mas por que não os jogadores poderem criar conteúdo próprio para os jogos? Acho que essa idéia maravilhosa e prolonga um título.

    Imagine você produzir uma música, criar mapas ou skins. O que precisa, é amadurecimento das empresas. Enxergar que essa é um boa possibilidade de obter lucro. Tem coisa melhor, principalmente para quem tem banda, poder colocar suas músicas e distruibuí-la aos amigos? Por exemplo na live. A MS poderia até ganhar um grana boa. Imagine você cobrar para disponiblizar as músicas na rede! Só para quem baixar seria gratuito.

    Isso também poderia ser aplicado em mapas e skins, dependendo de cada jogo teria limitações.

    Bem. Mesmo em música ou em outros gêneros, se alguma empresa tiver coragem, e enfrentar as GIGANTES, essa moda vai dar o que falar.

    Pronto! Viajei demais…

    Bééééééééééé

    (Despetador tocou, Sr.Diniz cai da cama!)

    Até mais.

  2. Ótimo post, Wagner, realmente a gente precisava iniciar uma discussão assim aqui no blog.

    Bem, vou resumir o que eu acho sobre a possibilidade de se incluir editores de musicas no RB2.

    -A grande sacada de RB e GH é vender conteudos adicionais. Isso removimentou a industria da musica, que ja estava bem parada devido a internet e tudo mais.
    Se qqr usuário puder fazer suas musicas (e quems abe compartilhar), o que levará ele a comprar a proxima versão do jogo? As bandas não poderão iniciar uma série de preocessos? E a grana ganha pelos downloads?

    Acho realmente que o tal editor poderá ser usado para alterar as musicas já presentes no game, e assim, acabar com o papo de “muito facil ou sem sal”. Isso é uma hipótese.

    Sobre os mods, bem, eu acho fantástico. O exemplo do Halo foi muito bom. Vemos cada mapa e modo de jogo diferente disponivel para download na Live, que você pode passar um ano seguido só jogandop modos e mapas diferentes.
    Espero realmente que o UT3 de 360 tenha a mesma possibilidade que o do PS3, mesmo que isso ainda seja muito dificil.

  3. Pablo Raphael

    Mais do que inserir suas proprias musicas em um jogo, algo tecnicamente viavel, o audiosurf faz isso e muito bem – que é algo que imagino esbarraria em problemas legais com relação a direitos autorais, alem de prejudicar a venda dos packs de musicas pelas redes dos consoles – eu fico imaginando quando é que eles vão permitir que toque-se os instrumentos sem “partitura”, ou seja, funcionando como se fossem um “sintetizador”, permitindo aos jogadores tocar de forma livre, até mesmo “compor” musicas no jogo.

    Isso seria divertido…

  4. Pablo: Essa sua idéia de tocar livremente (é isso mesmo que vc quis dizer, né?) foi “quase” aplicada em Rcok Band. Existem partes onde guitarras, baterias e baixos podem fazer solos que vc mesmo cria. Claro que os sons são pré-determinados, mas é um começo…

  5. A criação de conteudo pelos usuários e sua possivel distribuição esbarra muito nas politicas de uso das redes de videogame (como a Live e a PSN), eles temem muito que algum conteúdo gerado possa trzaer uma má imagem para determinado jogo ou console, afinal a partir do momento que eles permitirem que os usuários divulguem sua criações eles também se tornam responsaveis por elas.

    Recentemente li uma matéria na EGM onde os criadores de Little Big Planet (futuro título para o PS3) mostravam interesse em inserir uma ferramenta de edição no jogo, mas temiam que ela pudesse ser usado para deturpar o jogo, como com a geração de conteúdo pornográfico pelos usuários…

    Esse é o grande problema: até que ponto a Microsoft e a Sony seriam responsaveis pelo conteúdo dos usuários? Que controle pode ser implementado para evitar abusos? Só o futuro dirá…

    Pablo: nós jogamos D&D!

  6. Pablo Raphael

    ja joguei muito D&D, muito mais ainda Storyteller…

    mas nas semanas que virão, sei la, influenciado por esses revivals que vem acontecendo, meu antigérrimo grupo de gurps podera voltar a jogar.

    PS: Sim Lucas, tocar livremente era o q eu queria dizer.

  7. Muito interessante o post!
    Eh complicado pensar a respeito do desenvolvimento do Rock Band 2. Primeiro: eh qse certeza q não utilizarão d livre inserção d músicas no jogo, pelo motivos jah ditos!
    Eh também pouco provável q liberarão a “partitura” do jogo, uma vez que o grande lance do jogo estah nisso.

    As complicações técnicas me levam a pensar q melhorias gráficas não devem ser tão esperadas assim. Claro que, conhecendo a EA como conheço, provávelmente na próxima versão veremos um leque de rostos, corpos, cabelos, roupas e etc muito maior, mas não eh disso q me refiro hehehe.

    O recurso de compras de músicas online obriga o game a não receber apenas uma nova versão com músicas diferentes (como aconteceu basicamente com o guitar 2, por exemplo).

    As saídas para uma nova versão seriam realmente complicados… talvez uma revolução mais severa, como adição de piano e/ou algum outro instrumento, mudança radical do estilo musical e etc…

    O problema mesmo fica em pensar q a Harmonix, na busca por inovações, possa fazer besteiras como a feita pela Neversoft no Guitar Hero III, q implementou o bendito sistema de batalhas (a idéia não eh ruim, o problema são os poderes, q agradam a um nicho d jogadores q pouco ou nada tem a ver com o estilo do game ¬¬).

    Ficarei torcendo pra q a criatividade e competência da equipe se mantenha em alta!

    Abs

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