Análise: Super Smash Bros. Brawl (Wii)

antes de conferir a análise não deixe de ouvir o GoLuckast#10!
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Por Camilo Bogado

SSBBMuita calma, leitores do blog, não precisam soar os alarmes ainda. Estou “invadindo” o espaço do GoLuck a convite (também tive que usar táticas de coerção, mas deixa essa parte de lado). Como acessor extra-oficial de assuntos Nintendo do blog, o Lucas e o Wagner deixaram que eu fizesse esse review mais do que especial para os fãs da Big N.

Portanto, espero que vocês curtam a leitura tanto quanto eu curto estar escrevendo. Mas chega de papo furado, vamos ao que interessa.

Pequena introdução sobre a série

Mario. Link. Kirby. Pikachu. Se antes do lançamento do Super Smash Bros. para o Nintendo 64 alguém dissesse que esperava ver esses quatro personagens em um mesmo jogo, certamente essa pessoa seria internada num hospício. Por isso, quando o primeiro jogo da franquia saiu vários jogadores, fãs ou não da Nintendo, ficaram surpresos e receosos. Afinal, além de não fazer aparente sentido esse All-Star team junto, o jogo ainda era um misto de jogo de luta com plataforma. Mas a Nintendo tomou muito cuidado com o jogo, e fez dele um grande sucesso do Nintendo 64, principalmente pelo seu multiplayer viciante.

Quando alguns anos depois a Nintendo anunciou o Gamecube, um dos seus títulos de lançamento era a continuação, chamada de Super Smash Bros. Melee. E mesmo quem não havia curtido o conceito inicial da série teve que dar o braço a torcer para essa continuação, pois o jogo estava impecável, com melhorias significativas na jogabilidade, vários modos novos de jogo, muitos personagens clássicos da produtora e muitos, mas muitos extras. Super Smash Bros. Melee é o jogo mais vendido do GC, com mais de 7 milhões de unidades vendidas, e como muito bem dito pelo ScrewAttack no seu Top 10 games de GC, se você nunca jogou SSB Melee, você nunca jogou Gamecube.

Feitas as devidas introduções, é possível dizer que o Super Smash Bros. Brawl, para Nintendo Wii era um dos jogos mais aguardados para o novo console. Resta saber se ele resiste ao hype, e posso adiantar que sim, os motivos irei especificar logo abaixo.

Porradaria franca!

Plataforma + Luta???

Pra quem não conhece a jogabilidade da série, ela é bem diferente do que se espera de um jogo de luta convencional. Ao invés de uma barra de energia que deve ser zerada para que o seu oponente seja derrotado, em Super Smash Bros. Brawl você deve derrotá-lo dando porradas até ele sair voando da tela. Para isso, você conta com os golpes “normais”, realizados com o botão A no controle, e os golpes especiais, que muitas vezes consistem de golpes à distância ou com armas de cada personagem. Conforme você vai batendo no oponente, uma porcentagem na parte de inferior da tela vai aumentando, fazendo com que seus golpes sejam mais efetivos na tarefa de mandar seu oponente pro espaço.

A parte gráfica do jogo está razoável. Os personagens estão com um detalhamento maior do que na versão de GC, mas não é nada que encha os olhos. Alguns cenários do jogo estão muito bem feitos, como Shadow Moses, outros estão bastante simples e sem atrativos. Um ponto positivo a ser levantado nos gráficos do jogo é que ele roda o tempo todo a 60 frames por segundo. Mesmo em momentos que a tela está lotada de personagens e itens você não vai ver quedas no framerate, o que é ótimo pra jogabilidade.

Falando na mesma, nessa versão você pode usar quatro controles diferentes, o Wiimote, Wiimote+Nunchuck, Classic Controller e o controle do Gamecube. Infelizmente, se você quiser jogar da melhor maneira possível, desenterre os seus controles de Gamecube do armário, senão você vai passar por maus momentos. Jogar apenas com o Wiimote não é tão ruim, mas a combinação Wiimote+Nunchuk é sofrível, enquanto o Classic Control do Wii é um pouco apertado para o jogo. A boa notícia é que vc pode alterar as funções de cada botão como melhor lhe convir, embora a configuração padrão seja a ideal.

A parte sonora do jogo é impecável. Os efeitos sonoros são bastante envolventes, com barulhinhos clássicos como as moedas do Super Mario, e o som dos golpes também é bem feito, ficando fácil distinguir entre golpes diferentes. A trilha sonora é impecável, contendo versões orquestradas de clássicos da Nintendo, remixes, músicas novas… O mais impressionante no entanto é a quantidade de músicas do jogo, contando com mais de 140 (!!!) músicas diferentes, e todas elas com qualidade de áudio impecável. Ponto mais do que positivo para o jogo!

Analisada a parte técnica do jogo, vamos aos modos!

Jogando sozinho…X(

Primeiro vamos ao modo single player. O jogo apresenta os modos já consagrados na versão anterior do jogo, como o Multi-Man Brawl, Home Run Contest, Classic e outros. Além desses modos, a maior novidade fica por conta do Subspace Emissary, uma evolução do Adventure do jogo de Gamecube. Nele você vai acompanhando uma história simples, mas bacana e envolvente (não vou entrar em detalhes para não revelar spoilers). Esse modo é basicamente um jogo de plataforma, com alguns momentos onde será preciso enfrentar alguns chefes, alguns deles jogáveis depois de derrotados. Eu particularmente gostei bastante dessa novidade, li muitos reviews criticando o modo, mas considerando que ele é mais um bônus do que o modo principal do jogo, achei que ficou bacana.

O modo Classic é o arroz-com-feijão do jogo, funcionando como um modo arcade em jogos de luta tradicional. A parte mais bacana desse modo são as variações que ocorrem de vez em quando, como ter que enfrentar um Mario gigante ou um time de Samus que enchem a tela tentando te derrotar. A maior crítica nesse caso fica para a dificuldade, nao é muito difícil zerar esse modo, e é um pouco curto. Mas é um modo de jogo muito bom pra quando você só quer uma “rapidinha”.

Em suma, posso dizer que o modo single player tem seus charmes, mas não é o foco do jogo. No multiplayer que a coisa começa a ficar mais interessante…

Multiplayer

Let the Brawl Begin!

Ah, o multiplayer de SSBB… Esse sim é “O jogo” propriamente dito, é nele que você vai passar a maior parte de suas horas de jogo. Nele você pode enfrentar até 3 amigos em modos de jogo completamente customizáveis, variando desde um simples cada-um-por-si a batalhas em equipe por tempo. Você ainda pode decidir quais itens aparecerão na partida, a freqüencia dos mesmos durante a luta… Resumindo, absolutamente TUDO que você possa imaginar é possível de ser alterado, fazendo com que cada rodada de jogo seja completamente distinta uma da outra.

Além do multiplayer local, para alegria dos fãs a Nintendo adicionou a possibilidade de partidas online, onde você pode batalhar com oponentes aleatórios em partidas de 2 minutos, onde cada inimigo derrotado soma 1 ponto, e cada vida perdida subtrai 1, ganhando aquele que tiver no final mais pontos. Outra possibilidade de jogatina online é através de Friend Codes, sendo que esse modo possui todas as customizações de uma partida local. Infelizmente ainda não tive a chance de jogar online, mas pelo que acompanho de outras pessoas e sites é que há lag em alguns momentos. Fico na espera da melhora desse serviço, pois com certeza é um jogo que pede um modo online melhor.

Comentários finais

Super Smash Bros. Brawl é um jogo obrigatório na coleção de qualquer proprietário do Wii. Os defeitos levantados não ofuscam as imensas qualidades do jogo. Hora de aposentar o Wii Sports como melhor jogo multiplayer do Wii.

E para conferir a opinião da equipe do GoLuck na nossa sessão de teste do SSBB basta conferir o vídeo abaixo:

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15 comentários sobre “Análise: Super Smash Bros. Brawl (Wii)

  1. Eu diria que não poderia existir um review melhor do que esse. Realmente a análise ficou a altura do game. Parabéns, Camilo 😀

    Agora vamos comnetar sobre o jogo: eu, como disse no video, nunca fui muito vidrado em SSB por falta de oportunidade, mas fica claro que Brawl não se trata apenas de um simples jogo de luta/plataforma de Wii. É com certeza um dos melhores jogos já lançados para plataformas da Nintendo.

    Arrisco dizer que ele venderá mais que Mario Galaxy, por seu apelo mais hardcore. Mas nem me atrevo a comparar os dois. Pra mim, é OBRIGAÇÃO de todo dono de um Wii ter esses dois jogos.

    Multiplayer inesquecivel. Fantástico. Isso sim é Wii (jogado como GCube, vai entender…)

  2. Uhul, reuniao nerd! CADE OS PETISCOS COM CERVEJA?

    Eu estou na espera pela minha copia ainda, mas nao sei porque nao estou tao no hype quanto antes. Acho que os reviews, apesar de todos positivos e com notas excelentes, me passaram a ideia de “eh bom… como eh smash bros. vamos dar 9,5”. Eh esperar pra ver.

    Por sinal, hora de me despedir de mais 150 reais… e tristeza…

  3. Rodrigo.
    Decida-se…

    Nerd não bebe cerveja.
    Quem bebe cerveja não é nerd.

    As duas coisas juntas não combinam.

    Quanto ao game. Eu, que tive a oportunidade de jogar quase antes de todo mundo (desculpa ae 😀 ) achei fantástico.

    O modo história também é muito bonito e empolgante. É legal ver inimigos brotando na tela e destruir o portal por onde eles saem, pular plataformas, matar os chefes…

    PS.: PIT é ideal para o modo adventure. Voar com o anjo é o maior barato.

  4. Ótimo.

    Simplismente fantástico. O jogo é MUITO bom mesmo.
    O multiplayer dele é incrível. E o grande número de personagens te deixa na pilha pra ver o Final Smash de cada um…

    Bah, já vi que também vou fazer um post sobre… xD

  5. Quanto tempo não vemos o SARDO em lugar nenhum…

    Aliás, até achei que escrevi merda no Blog dos caras e por isso nunca mais passaram no meu blog…

    Rodrigo: Decida-se. Se você bebe cerveja, namora, sai de casa pra beber e não nega uma cervejinha pra ficar jogando Wii Sports, Você é nerd como?

    PQP

  6. natachascarpa

    Oiiiii
    Muito obrigada pelo voto e pela dica. 😀
    Eu ainda não domino muito bem esse negócio de postar em blogs, mas acho que com o tempo irei me aprimorando. =]
    Adicionarei seu blog ao meu para sempre dar um lida nos seus posts!!
    Sucesso para vocês também!!

    Abraço

  7. Desafio qualquer um (até a moça acima) pra uma partida de SSBB! Rá!
    Huheuehue

    Ok, sou mais papo do que efetivamente habilidade, mas meu Link é esforçado.

    Pra mim Brawl já é o melhor jogo de 2008 (e verdadeiro detentor do título de 2007 já que era pra ter saído lá atrás). Como o Camilo bem constatou no vídeo e no texto, as inovações são poucas, mas o Melee já era bom demais então não tem erro.

    O que pega mesmo são os convidados de e as dezenas (centenas? milhares? trilhares???) de referências ao legado dos games. Tem coisas que dá vontade de chorar. Só faltou ter o Alex Kidd que nem o Sega Superstar Tennis.

    Próximo combate em solo caiçara quero figurar como desafiante de chinelos.
    😛

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