Análise: Devil May Cry 4 (Xbox 360)

por Wagner Araújo

DMC4Olá leitores, bem vindos a mais uma análise aqui no GoLuck, porém dessa vez será um pouco diferente. Como havia prometido no último GoLuckast, esta semana eu trago para vocês a análise do novo Devil May Cry e aproveito para estrear nessa análise o novo modo de vídeo análises, não mais com “Sérias Restrições Orçamentárias”, dessa vez será possível conferir o jogo com uma qualidade bem melhor das imagens. Ainda não está 100% porque não tive tempo de aprender todas as funções do meu recém adquirido aparelho de captura de vídeo e de minha nova filmadora, mas para as próximas não vou apanhar tanto para ajustar o brilho e outras características da imagem.

Como essa é a minha primeira experiência numa vídeo análise mais elaborada conto com as sugestões e comentários de todos para acrescentar mais fatores nas próximas.

Diversão e enredo (ou “Por que jogar?”)

Como já devo ter citado aqui no blog ou em algum dos GoLuckast’s eu não sou muito fã da série Devil May Cry, acabei jogando essa quarta versão por intermédio do nosso novo colaborador Camilo e após finalizar o jogo posso afirmar que ele é bem divertido, sei que é uma afirmação bem simples porém é o que melhor define esse jogo na minha opinião. Digo simplesmente “divertido” porque se fosse necessário avaliar de maneira mais profunda poderia afirmar que o jogo é muito limitado, para a nova geração eu esperava uma melhora não penas gráfica mais também no conteúdo do jogo, infelizmente isso não acontece, temos ainda a mesma ação frenética de sempre mas não há nada que justifique uma verdadeira “nova” versão.

É claro que a afirmação que fiz no parágrafo acima não deve impedi-lo de jogar, Devil May Cry 4 é essencialmente um jogo feito para os fãs da série, todos os elementos famosos estão lá: as animações com movimentos impossíveis/mirabolantes, mulheres boazudas, golpes estilosos, combos esmagadores, humor e personagens caricatos. As músicas são empolgantes, principalmente nos combates com os chefões do jogo.

O enredo tem reviravoltas interessantes e começa basicamente com Nero caçando Dante e no meio do caminho descobrindo que as coisas não são bem da forma que ele acredita. Apesar de bem escrito o enredo tem uma pequena “pegadinha”, na metade do jogo você controla o estreante Nero e na segunda metade joga com o veterano Dante, o problema é que as fases que você joga com o Dante são as mesmas do Nero só que de trás pra frente, já que a missão do Dante é basicamente chegar ao local de onde Nero partiu no início do jogo. Até os mestres são os mesmos, no entanto como o Dante é mais “fodão” ele mata os mestres de vez, não os deixa escapar como o iniciante Nero!

devil-may-cry-4-1.jpg

Jogabilidade e inimigos (ou “Como e em que bater!”)

A jogabilidade é a mesma das outras versões: faça combos com estilo sem sofrer dano para encher a sua barra de combo, ao avançar os níveis da barra você soma mais pontos para o seu rank que é mostrado no final das missões. Para compor os combos você pode adquirir novos movimentos para as armas e habilidades, essa compra pode ser feita no começo de cada missão ou em pontos específicos do cenário. Esse sistema de compras tem um fator bem positivo, nele você pode “resetar” as habilidades já compradas e recuperar os pontos para comprar outras, isso torna o jogo mais dinâmico já que é possível mudar seu repertório de ataques sempre que desejar.

Os inimigos são variados e surgem em pontos pré-determinados dos mapas, existem alguns puzzles bem simples que surgem de vez em quando, mas são bem simples mesmo nem chegam a interromper o fluxo de ação. Os mestres são o grande destaque do jogo, muitas vezes me peguei correndo pelas fases só pra chegar mais rápido no próximo chefão, além de ser super legal bater em monstros gigantes ao derrotá-los você ainda adquire novas habilidades (com Nero) ou armas (com Dante), no vídeo abaixo eu mostro um dos meus favoritos: um demônio sapo gigante com duas “antenas” no formato de fadinhas para atrair os desatentos.

Extras (ou “Por que jogar denovo?”)

Inicialmente temos duas opções de dificuldade para o jogo, mas esse número chega até seis já que sempre que você termina numa determinada dificuldade uma maior é habilitada para que você tente outra vez. Além de dificuldades novas outros extras são destravados como artes conceituais e um modo arena (survival). Durante o jogo também existem pontos onde você pode acessar missões secretas que ao serem completadas fornecem orbs (que podem ser usadas para comprar itens e novos slots para vida e magia), algumas dessas missões secretas não podem ser completadas na primeira vez que você joga já que alguns itens e movimentos específicos são necessários para cumprir as tarefas, o ruim é que você tem que adivinhar isso, pois nada é informado e mesmo que você não possa completar tal missão ainda é possível acessá-la e passar alguns momentos de frustração.

Veredicto

Repetirei novamente: é um jogo muito divertido e diversão é o que mais importa quando você só quer passar alguns momentos trucidando demônios, mas a falta de novidades pode afastar os mais exigentes, também considerei os extras muito singelos para encorajá-lo a jogar novamente. Fica aqui a recomendação para os fãs da série e para os fãs de bons jogos de ação sem necessidade de mecânicas avançadas.

Agora fiquem com a primeira vídeo análise dessa nova fase do GoLuck:

“Agora só me resta terminar de ler o manual da filmadora para não deixar o vídeo tão escuro da próxima vez…”

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9 comentários sobre “Análise: Devil May Cry 4 (Xbox 360)

  1. Wow! Esse GoLuck inova a cada dia, heim? hehe

    Tirando o fato do Nero/Dante/Monstros quererm competir com você, Wagner, pra ver quem falava mais alto (hehe) a videoanálise ficou ÓTIMA. Quase 9 minutos que explicaram todos os minimos detalhes do game.

    Pra quem não gosta de spoilers, bem, ai eu aconselho a se restringir apenas à leitura da análise, que tambem está bacanésima!

    Eu joguei DMC4 e achei fantástico também. Como vc bem disse, os visuais estão sensacionais, e a jogabilidade não mudou muitas coisas. Mas foi bom assim.

  2. Pablo Raphael

    Goluck sempre inovando!

    Mas sei la, assim como o Wagner, eu não sou muito fã de Devil May Cry. Não é o jogo que me deixa hiper-mega-empolgado… li tanto preview e review desse quarto episodio e nenhum me deixou + interessado por ele…

    Nao é que nao seja bonito, que a jogabilidade seja muito boa, etc.. é que.. sei la, nao acho tão legal assim.

  3. Marcio Bros

    Cara sou muito fã da série e não descanso até ao menos destravar o ultimo nivel, mas pela super video análise em full HD (cara ficou ótimo!) realmente me pareceu “mais do mesmo” esperava mais mudanças na série, mas pow que história é essa de jogar o game 2 vezes? ter que ir a um ponto e voltar até o inicio..pow sacanagem…ahahah, mas tudo bem como já disse sou fã da série e não deixarei de coferir este game assim de tiver uns cashs!!
    ( e que no próximo Devil May Cry que venha devolta o Virgil/Dante, e sumam com este Nero
    Ótima análise e video analise!!! O Goluck quer dominar o mundo!!

  4. Não vi o vídeo pra evitar spoilers, pois um dia quem sabe talvez (provavelmente na minha aposentadoria) eu jogarei o DMC4. Já estou aqui com o três primeiros!

    Gostei muito da objetividade da análise. Direto ao ponto, sem firulas e acabou mostrando bem sucintamente o que o jogo parece ser: mais do mesmo, só que mais bonito (será que no X360 tem aquele efeito grotesco de plastificação?).

    Contudo, sou do tipo que gosta desses jogos de ação acéfalos e descontraídos, então devo acabar curtindo também esse quarto capítulo.

    Agora só faltam o Camilo e o Diniz escreverem análises do DMC4 pro GoLuck fazer família, já que o LucksLucks e o Wagner já lapidaram as suas.

  5. Lucas: Realmente o áudio é algo para ser melhor acertado na próxima, dessa vez acabei quebrando um pouco a cabeça para achar um bom formato de compressão para a imagem (com o intuito de não ultrapassar o tamanho máximo para o Youtube) e esqueci de ajustar melhor o som. Talvez na próxima eu dividirei o vídeo para não me preocupar com os limites.

    Pablo: Eu acabei jogando pela oportunidade (e alguns pontinhos no gamerscore), mas confesso que não me arrependo, foram boas horas de diversão mesmo para um “não-fã”.

    Marcio: Agradeço os elogios e rumo a dominação mundial.

    Diniz: Sem problemas, a essa hora o cheiro já deve ter sumido! Hehehehehehe

    Prandoni: pode ver o vídeo não tem nada que revele o enredo, apenas alguns minutos de jogatina com o Dante e com o Nero.

    Todos: quem quiser sinta-se a vontade para sugerir formatos para as vídeo análises aqui no GoLuck, o que vocês gostam de ver? (exemplos de movimentos/jogabilidade, um pouco do enredo, exemplos de pontos negativos, menus e opções). Aqui o leitor que manda e assim como no GoLuckast as vídeo análises tendem a ganhar forma com o passar do tempo.

  6. rminari

    Ótima análise sem restrições orçamentárias, Wagner! 😀
    Deu vontade de jogar DMC4 depois de ver o vídeo…Hehehe!

    Quanto ao jogo, nunca joguei nenhum da franquia, mas este me pareceu num estilo “meio God Of War” (pancadas, combos, uma história interessante por trás), eles têm a ver ou só eu que fiz essa associação estranha? :b

    Quanto à análise, o único “problema” foi o que já apontaram, do som de fundo ficar meio alto enquanto você fala, mas você já explicou, também ^^’

  7. rminari: o estilo pode ser até comparado um pouco com God of War mesmo, particularmente ainda curto mais as aventuras de Kratos, talvez o maior diferencial seja a maior presença de puzzles em God of War, em DMC até existem alguns, mas são bem simples, não chegam a ter importância como é em God of War.

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