RETROWARE: The Last Blade

por Camilo Bogado

Antes de começar esse artigo, que dependendo da aceitação pode virar uma seção fixa do blog, gostaria de deixar minhas mais sinceras desculpas ao staff e aos freqüentadores do blog. Prometo que vou ter participações mais freqüentes a partir de agora, e por isso gostaria que essa nova seção desse certo. Conto com o retorno de vocês!

O que é o Retroware?

O Retroware é uma seção dedicada a jogos antigos (não necessariamente jurássicos, como o primeiro que eu decidi abordar deixa claro), fazendo uma espécie de mini-resenha sobre o jogo, e apresentando algumas curiosidades sobre o mesmo. As principais intenções seriam resgatar bons momentos passados com o jogo, e também aproveitar para divulgar pequenas jóias que não tiveram o destaque merecido. Apesar de eu estar escrevendo a primeira, se a idéia der certo eu adoraria ver o Lucas, o Wagner e o Diniz usando o espaço para falar de suas memórias com os jogos. O jogo que escolhi para começar a coluna é um que passou meio despercebido aqui no Brasil, apesar de suas imensas qualidades, que é a série The Last Blade.

Logo do jogo

Apresentando o jogo

Last Blade (ou Gekka no Kenshi, no original) é um jogo de luta 2D desenvolvido pela saudosa SNK para Arcade e Neo Geo, tendo sua primeira versão sido lançada em 1997. O jogo possui semelhanças com outra série de sucesso da produtora, Samurai Shodown, mas a ambientação é um pouco mais moderna, para ser mais exato o jogo se passa na transição da era Tokugawa para a era Meiji, período conhecido como Bakumatsu.

Mesmo tendo essa ambientação mais moderna, o roteiro do jogo não escapa das sagas mirabolantes comuns dos jogos japoneses: Shinnosuke Kagami é o guardião do Hell’s Gate, portal que leva ao mundo onde a morte e o tormento são constantes. Porém, após certos eventos (que não vou falar pra não exagerar nos spoilers), ele acaba decidindo que a humanidade não merece mais proteção e decide quebrar o selo do Hell’s Gate. Seu objetivo no jogo passa então a ser tentar deter Kagami e impedir que os demônios dominem o Japão. Apesar de toda essa fantasia, é perceptível nas características dos personagens, trejeitos, estilos de combate e outros detalhes que ajudam a ambientar o jogo no período do Bakumatsu, contando inclusive com personagens baseados em grandes heróis do período. Todos os personagens do jogo, do herói Kaede ao seu arqui-inimigo Kagami são extremamente carismáticos, e facilmente você vai se identificar com as motivações de cada um.

Gameplay

A jogabilidade de Last Blade é totalmente SNK: você escolhe um personagem da lista, e feita essa escolha, deve escolher um de dois estilos de luta possíveis. O estilo Power se baseia em golpes mais lentos, menos chains, mas danos muito maiores ao oponente e dois tipos de especiais. O estilo Speed é o oposto do Power, onde a maneira mais fácil de chegar à vitória é combar, combar e combar. É comum que cada lutador desempenhe melhor em certo estilo, mas nada impede de se pegar a ágil Akari e jogar no modo Power, vai da opção pessoal de cada um.
Os personagens possuem, assim como na série Fatal Fury, duas barras de energia, sendo que o dano de seus golpes e os especiais executados variam de acordo com a barra que você está utilizando no momento.

Continuações e aparições especiais

Apesar do relativo sucesso, Last Blade possui apenas uma continuação, Last Blade 2, lançada nas mesmas plataformas da primeira. Essa continuação conclui a história da série de maneira bastante satisfatória, amarrando algumas pontas soltas da versão anterior, além de contar com novos personagens, gráficos e sons bastante superiores ao seu antecessor.
Vale uma menção honrosa à versão do jogo para Neo Geo Pocket, o portátil de pouco sucesso da SNK. Apesar dos gráficos modestos, impressiona o esmero na jogabilidade transportada fielmente ao portátil, sem contar que a Yuki SD fica uma fofura! XD

Fora da série, é digno de nota a participação da personagem Hibiki no jogo Capcom vs SNK 2, para multiplataformas, com uma jogabilidade um pouco alterada (e bastante apelativa nas mãos certas!).
Concluindo, Last Blade é um jogo que tem imensas qualidades, mas foi prejudicado por ter sido lançado em um período no qual a SNK já estava bem mal das pernas. Mas entre os fãs da companhia, o jogo é tido como um dos melhores exemplares produzidos para Neo Geo, sendo colocado lado a lado com clássicos como Garou: Mark of the Wolves inclusive. Quem tiver a oportunidade de correr atrás, vá sem medo!

Curiosidade 1: o primeiro jogo da série é também o primeiro do produtor Daisuke Ishiwatari, que depois ficaria mais famoso pelo desenvolvimento do ótimo Guilty Gear.
Curiosidade 2: se você não liga para Spoilers, acompanhe nesse link os finais de todos os personagens de ambos os jogos da série. Coisa fina!

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7 comentários sobre “RETROWARE: The Last Blade

  1. Aew! Estréia do Camilo no GoLuck e estréia também de uma nova coluna! Muito bacana a idéia do Retroware. Inclusive o nome, que ficou bem original 😀

    Bom, confesso que nunca havia escutado de Last Blade, apesar que no meio de sua análise, alguns detalhes terem me dado uma sensação de “já ouvi/vi/li isto em algum lugar…hehe

    E só de saber que esse foi a “escola” do Ishiwatari, bem, já da pra sacar que o jogo merece respeito!

  2. Eu conheci Last Blade através do Camilo já faz alguns anos, não lembro ao certo o enredo, mas ainda me recordo de alguns personagens que eram bem interessantes. É um ótimo jogo de luta e agora que decobri que é do mesmo criador de Guilty Gear (outro jogão) consigo perceber um pouco de semelhança entre eles.

    Agora quero ver mais Retroware aqui no GoLuck!

  3. Marcio Bros

    Wow!! Boa matéria hein parabéns!! Não tive a oportunidade de jogar este game, mas jah deu vontade (será que encontro no virtual console do wii?hehe),se bom que o próximo game desta sessão poderia ser o fodasticamente fodastico:…..
    CHRONO TIGGER , ai sim, o mudo será um lugar melhor!!

    Parabéns cara!!

  4. The Last Blade é realmente uma jóia rara, uma pena que não teve tanto sucesso a ponto de existirem mais jogos. Jogabilidade precisa, personagens memoráveis e ótima trilha sonora o tornam muito bom. A segunda versão é um dos (senão o) meus jogos de luta favoritos.

    Só uma errata: O nome original da série é “Bakumatsu Roman”. “Gekka no Kenshi” é o subtítulo do primeiro jogo.

  5. TENGAY OF MAKYOU ZERO SNES 72 MEGA

    LAST BLAD 474 MEGA..PARA MIM ESSE JOGO E MELHOR DO Q A 2.. ENRREDO DAS MUSICAS SÃO MAIS BONITAS.E OS GRAFICOS..E UMA COISA DO ALEM DO DETALHE…Q SO A VELHA SNK ETERNA FULTURE….FAZIA…DEPOIS Q A SNK SE JUNTOU COM PLAYMORE..SO FAZ JOGOS CARNISA….E UMA PENA QUERIA A VELHA SNK..POIS ESSA SIM FAZIA JOGO D CABRA MACHO..VELHO…HEHEHEHEHEHEH..E ISSO

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