É Fantástico…

… o que eles tentam dizer mas ainda não conseguem!

por Marcos Diniz

Mas antes, não deixem de ouvir o GoLuckast 18, que tá danado de bão sô!

É amigos, a coisa não está muto boa em se tratando de liberdade dos Jogos aqui em na terra do Winning Eleven. Leia abaixo ou assista a matéria que foi mostrada ontem no Fantástico 26/05, que na minha opinião foi um pouco maldosa no começo por parte do Fantástico sobre jogos os violentos.

Alias, falando em opinião, no texto pra quem tiver saco pra ler, faço comentários das pérolas que a equipe Fantástica soltou…

Games proibidos continuam disponíveis em camelôs e lan houses
Violento?
Três jogos de vídeogame estão proibidos no Brasil. Para a Justiça, eles fazem apologia ao crime. (Sou um homem mais cruel agora!) Há quem condene. Mas há, também, quem defenda esses jogos.
A mercadoria em uma feira no Rio de Janeiro não é droga, mas também é ilegal.
Repórter: É difícil encontrar esse?
Vendedor: É, porque é proibido.
Repórter: Como é esse jogo?
Vendedor: Esse é de tiro, igual a de Lan House.
Repórter: É muito violento?
Vendedor: Normal, de tiro, normal.

Normal? Vence quem matar mais e, em uma adaptação nacional, pirata, como todas as vendidas na feira, ganhou cenários de favelas no Rio e das ruas de São Paulo. Em outro jogo, ganha pontos quem bater mais, humilhar os colegas. (Seria Bully? Em Bully existe pontuação? Eeee Zeca!)

“Nós do Ministério Público estamos plenamente convencidos de que não se trata de um produto lícito”, afirma Alexandre Lippi João, da Promotoria de Defesa do Consumidor/RS. (Ou seja esses jogos são Ilícitos? Para quem não sabe, Ilícito é o que vai contra os princípios da moral e do direito. No caso aqui, deturpação psicológica.  A pergunta é; por que Cigarro pode?)

Três games (1+1+1=2!) extremamente populares e extremamente violentos estão proibidos no Brasil e mais lançamentos supostamente ainda mais violentos também estão na mira da Justiça. (Vejamos… Hummm.. aaaa Viva Pinãta! O joguinho violento! Por que em VP o objetivo justamente é criar Piñatas para o ABATE. E como esse ABATE e feito amigos leitores? A pauladas! Absurdo isso! Imagine as crianças dando pauladas uma nas outras pra ver se eles possuem balas em seus estômagos!)

Os técnicos nos confirmaram o fato de que realmente o jogo, principalmente para crianças e adolescentes, traz uma série de problemas de deturpação psicológica para o jogador. Eventualmente, em alguns casos, pode levar até ao cometimento de crimes, assassinatos”, comenta Fernando de Almeida Martins, procurador da República/MG. (Desculpe, mas posso estar falando besteria, mas deturpação psicológica não seria o salário mínimo, sáude e a segurança?).

Proibidos nas lojas, pirateados nas Lan Houses – em uma delas, que o Fantástico visitou em São Paulo, os jogos mais violentos estão livremente disponíveis.

“Eu acho até curioso, como a maioria das Lan Houses fica em comunidades carentes, criticar esses jogos violentos como causadores da violência, quando na verdade é o contrário”, diz o advogado Antônio Cabral.

Para Antônio, que fez uma pesquisa sobre Lan Houses no Brasil, o problema está do lado de fora: “A violência existe muito anterior a essas Lan Houses e esses jogos despertam muito interesse, porque retratam a vida daquelas pessoas”. (Sim! Existe vida após a prova da OAB! Finamente alguém que pensa nessa reportagem!!)

E, como acrescenta Silvio Meira, uma das maiores autoridades em engenharia para a criação de videogames no Brasil, a discussão é outra.

“O problema não é se o jogo é violento ou não. O problema é se você consegue separar que o jogo é um jogo e a vida a ser vivida aqui fora, neste mundo de carne e osso, é parte daquilo ou não”, explica ele, que é também professor de Informática da Universidade Federal de Pernambuco

Nada como ouvir quem está por trás dos games – por isso, o Fantástico reuniu uma brigada de estudantes de design e desenvolvimento de jogos para saber por que a violência é uma questão tão importante quando se fala de videogames. (Ou seja, aqueles que jogam ou trabalha com a bagaça!)

“Cada vez mais acontecem conflitos e eventos geralmente isolados dizendo respeito à violência e aos videogames, mas não necessariamente uma coisa está relacionada à outra”, alerta Gabriel Monteiro, de 19 anos.

“Desde pequeno há essa educação de saber distinguir o real do irreal. Quando você é criança, você ouve histórias, assiste a filmes, desenhos, e do mesmo jeito o jogo”, acredita Bruna Sponchado.

“O videogame foi criado para diversão, então a gente tem direito de interpretar qualquer personagem”, defende Rodolfo Oliveira, de 22 anos.

Zeca Camargo: Quando vocês sabem que um videogame foi proibido, qual a reação?

“Proibir esses jogos seria tirar liberdade de expressão de muitas pessoas, principalmente adultos”, observa Guilherme Giacomini.

“É um pouco de preconceito ainda: a geração que proíbe mesmo é o pessoal que não teve muito contato com videogame”, acrescenta Felipe Zappia, de 20 anos.

Para o professor de informática Bruno Feijó, da PUC/Rio e da Uerj, a proibição não é apenas preconceituosa, mas ineficaz: “Porque ela não tem meios de controlar o acesso, o uso desse conteúdo digital nas suas várias formas, não só o game”.

Se proibir não dá certo, qual seria a solução?

“A classificação indicativa dos games vem sendo bastante eficaz nos Estados Unidos, na Europa e em outros lugares. Não há nenhuma razão pela qual não possa ser no Brasil”, lembra Silvio Meira. (Apresento a vocês o ClassificMan! Demorou pra fazer isso caraca!)

“Primeiro a gente tem que implementar essa classificação para os jogos e através dela não proibir os jogos para os menores, mas orientar os pais para eles saberem o que estão deixando os filhos jogar”, concorda o estudante Guilherme.

“Eu acho que deveria ser decisão dos pais os jogos que os filhos jogam e não uma decisão da Justiça”, opina o analista de sistemas André de Leiradella. (Ui, essa foi o melhor!)

André, pai do Lucas, de 4 anos, admite que os games violentos são atraentes, mas monitora as jogadas do filho.

“O jogo violento é tão prejudicial quanto um filme violento, quanto você viver em uma família violenta, mas eu acho que, assim como no filme, a família tem que estar junto, ali acompanhando o jogo, explicando o que é certo, errado”, completa ele.

“O que a gente não pode é temer esse futuro, uma ferramenta tão fantástica como é o game. As várias maneiras de mau uso nós temos que enfrentar com toda a consciência e caminhar para esse futuro que é inevitável”, defende o professor Bruno Feijó.

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Dê um modo geral a reportagem foi positiva, houve mais opiniões a favor do que contra. A equipe Fantástica do Fantástico citou dois dos três jogos. Esqueceram o pobre EverQuest, talvez por sua popularidade.

Amigo leitor, o bom é que o assunto apareceu novamente e não caiu no esquecimento. Quem sabe algumas pessoas comecem a rever algo sobre essa proibição ridícula e a situação seja invertida.

E não! Eu não acredito em Papai Noel.

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18 comentários sobre “É Fantástico…

  1. O Fantástico deveria pesquisar mais sobre o assunto quando for retratar este na tv, principalmente esses assuntos que eles não conhecem bem. Lembro quando passou a reportagem de uma quadrilha que sequestrou um cara do jogo gunbound (GB). Vi vários erros sobre as informações do jogo já que jogo GB as uns 5 anos (destaque que umas são extremamente ridículas, não sabia se ria ou chorava de tanta besteira)

    Além de dados errôneos sobre o assunto, ainda temos que ficar ouvindo as lorotas acusando de que jogos fazem mal e estimulam o indivíduo a ser levado para o lado negro da força. Enfim isso só é mais uma tentativa da mídia para persuadir o povão (já que a maioria são menos instruídas e inclusive acreditam em tudo que a globo fala!) e colocar a culpa da violência em alguém (ou alguma coisa), e os games são a cobaia da vez.

  2. Tiago Cabral

    Acho que a informação quando passada de forma errada é um problema grave, mas o maior problema são essas leis idiotas que os politicos fazem aqui, primeiro eles proibem tudo, depois ele começam a lançar medidas que oneram uma ou outra coisinha e depois regulamentam de forma certa. Isso demora muito, os caras não analisam direito a situação, não estudam o problemas, não criam medidas satisfatórias e inteligentes de uma vez só, eles preferem foder com todo mundo primeiro pra depois consertarem e mesmo assim de maneira porca, como tudo no Brasil. Quem não se lembra do caso Daniela Cicarelli e da pribição do Youtube no Brasil, ou do caso dos aposentados que tiveram que ir para uma fila no INSS só para o governo saber quantos deles ainda estavam vivos e recebendo os beneficios. O que falta nesse pais é vergonha na cara, tem muito politico vagabundo que só fica enchendo o bolso de dinheiro e se metendo aonde não tem conhecimento algum e o nosso caso é esse, a culpa para toda violência gerada é dos games, afinal, ninguém irá reclamar disso não é verdade?

  3. Pois Tiagão, o Brasil é um país muito engraçado, cheio de conservadorismo falso… Quer um exemplo; Putaria nas novelas! E ai? Mulher que trai o marido que dança o ferro que pousa pelada e fica com o ditador da novela…

    Tá tudo errado mesmo…

    Eu vou embora…..

    Desisto.. Rs

  4. Isso acontece porque videogames é algo novo para a imensa maioria dos jornalistas que estão nas redações por aí, percebemos isso pelo “nível” das matérias que lemos em jornais e internet ou assistimos pela tv. O problema é o despreparo para lidar com o tema. Se eu resolvesse falar de canhão de hádrons ou de hemingway eu cometeria as mesmas sandices, hauhauahau

  5. andsu

    tudo tem seu tempo, proibiram musicas, filmes, video games e ate internet…. quando surgir uma nova tecnologia revolucionaria esses liberem os jogos…. =/

  6. Achei o início da reportagem uma grande palhaçada, quase parei de ver, mas mudei de ideia e vi até o final. Pelo menos a maioria das opiniões mostradas foram sensatas, pena que o formato da matéria foi tendencioso com as informações equivocadas que o Diniz apontou.

  7. O Fantástico fez o certo. É dificil a gente exigir que eles falem aquilo que queremos ouvir. Mas acho que, em linhas gerais, a matéria escutou os dois lados e foi imparcial.

    Uma pena que o espaço dos games em um programa como esse tem que tratar de problemas assim, e não de coisas bacanas da industria. Nem foi citado a quebra do recorde do entretenimento do GTA. Acontece…

  8. Em meio a todas as bobagens que o Zeca falou, tem um detalhe que eles se esquecem: o que foi proibida pelo MP é a comercialização dos tais jogos.

    Em momento algum, que eu saiba, foi proibido que quem já tem o jogo, joga-se. E acho que isso se aplica as lan houses também. Pô, sem CS muita lan fechava as portas.

    E sobre a pirataria: ilegal é vender produto pirata! Se o jogo é proibido não faz diferença… quer dizer, faz sim: aumenta a procura. Tenho certeza que Bully não vendia tão bem nos camelôs antes da proibição.

  9. Tiago Cabral

    Pois é Niko Bellic Diniz, “A hipocrisia na mídia e no governo brasileiro é tão constante que se alguêm falar que um dia irá mudar até o mais positivista Roman Bellic duvidaria”

    (frase filosofal de Little Jacob em mais uma viajem canabinal)

  10. Danilo

    eaeeww
    acho ridículo essa de proibição de jogos, é ridículo achar que a vilencia no país tem a ver com jogos violentos, cada um joga o que quer, a justiça não pode intervir nos jogos que iremos jogar

  11. Pingback: É fantastico… « Acaogames1’s Weblog

  12. Ótimo o texto, cara. E como você falou, no final das contas a matéria é até positiva. Falta pesquisa e conhecimento de causa pra equipe do Fantástico, mas já é alguma coisa. Comentei esse vídeo e teu texto lá no meu blog, dá uma olhada. Abraço!

  13. Pedro: É um prazer e uma honra ter sua visita e teu comentário aqui no GoLuck 🙂

    Muito bacana o seu texto la no “Proxima Fase”. Realmente o papel da familia é o ponto principal da familia. Enquanto camelos e mercado informal for levado em consideração, será muito dificil conseguir chegar em conclusões verdadeiras e que resolvam alguma coisa.

    Abraços!

  14. Acho q todos já falaram tudo… Mas gostaria de deixar meu nome aqui tb huahuahau
    😀
    Ok… Na verdade a matéria só foi legal no final… Mas a mensagem inicial foi bem clara… Eles disseram que especialistas disseram à eles que causam problemas psicológicos! Mas como?! Que especialistas eram esses? Em cachorro-quente talvez? Ou em seria em sensacionalismo? Será q político rouba graças ao GTA4? Claro que não! Como qualquer mídia, o jogo apenas retrata muitas vezes o que as pessoas vivem! É uma arte como outra qualquer! Imagina se fossem proibir raps nos EUA?

    😀

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