[Exclusivo] Gabriel Morato desabafa sobre a situação do mercado de games nacional

Gabriel Morato não é um nome qualquer no meio jornalistico de games no Brasil. Desde criança ele é aficcionado pelos videogames e transformou sua paixão – e dom – em carreira profissional. Já escreveu para EGM Brasil, UOL Jogos, e atualmente é editor do site GameTV.

Para quem quiser conhecer um pouco dos atuais projetos dele e da GameTV, basta dar uma olhadinha aqui, e conferir como será feita a cobertura da E3 deste ano e também escutar o Podcast do site.

Hoje, Gabriel desabafa e conta sua visão do mercado nacional, com toda a experiência que possui em seus vários anos de profissão e de E3. Confiram o texto logo após o salto.

O sonho dos videogames ganha asas

por Gabriel Morato*

AVISO: O começo desse desabafo pode causar náuseas para pessoas com alergia a nariz de cera – você foi avisado

Eu sempre admirei os gregos por sua mitologia perfeita para parábolas, séculos depois de serem escritos. Por isso mesmo gostaria de compartilhar um pouco da história de Dédalo, um incrível artesão sem paralelo em sua era. Sua habilidade era tanta que ele recebeu crédito por inventar imagens que pareciam se mover (algo extremamente apropriado para minha metáfora sobre a indústria de games). Dédalo fez, entre tantas outras obras fantásticas, um labirinto tão complexo que nem ele conseguiria sair.

Para muitos de vocês isso pode soar como ficção, mas na minha infância os criadores de jogos programavam e faziam a arte sozinhos em suas garagens e embalavam o software em sacolas ziploc com manuais xerocados e os distribuíam pessoalmente às lojas. Isso pode não ser muito diferente das origens de Hollywood… mas a discrepância notável é que disso para os games começarem a custar milhões de dólares para serem produzidos foi uma questão de duas décadas. Esse boom certamente é interessante para os entusiastas – mas está se provando um verdadeiro problema para quem está nos bastidores.

Explico: quase todos nós que trabalhamos nessa indústria temos uma enorme paixão pelos videogames, mas nosso entusiasmo vem em detrimento de nossa objetividade. Dê uma folheada nas primeiras edições da EGM americana e você verá coisas que parecem de um amadorismo patético hoje em dia. Isso pode ser patentemente óbvio, mas muitos outros aspectos menos claros ainda são sensíveis quando você olha à sua volta. Anunciar um jogo anos antes de estar pronto? Não faz muito sentido quando você pensa na situação como um negócio. É uma delícia trabalhar com games – quando você tem a chance de sentar com um designer ou um produtor, você vê os olhinhos deles brilharem quando falam de seus projetos, e mostram uma empolgação pueril que contagia qualquer um.

Não Vou mentir, eu sou COMPLETAMENTE APAIXONADO por isso. Mas agora que os jogos começam a custar o suficiente para causar a demissão de altos executivos quando não atingem suas metas, a indústria se vê forçada a amadurecer da noite para o dia… e um grupo muito específico se prejudica muito com isso: os “marginais” dessa indústria.

Para quem não sabe, o Brasil ocupa um lugar excêntrico nesse universo. Entre os altos impostos e pirataria, quase nenhuma empresa de games tem uma presença OFICIAL no país. As pessoas podem ter a impressão, por exemplo, que a Nintendo está por aqui ao ver seus quiosques em lojas… mas quando um jornalista precisa de alguma imagem em alta resolução para colocar na capa de uma revista, se ele não estiver no terrivelmente restrito mailing da Nintendo of America… boa sorte. Nada é pior do que estar em uma feira como a E3 e pedir um contato de imprensa na recepção para “AMERICA” e passar pelo seguinte diálogo:

Eu: Olá, eu gostaria de um contato de imprensa da sua empresa.
Secretária A: Claro. De onde você é?
Eu: Brasil.
Secretária A: Uhhh, você vai ter que falar com nosso departamento europeu
Eu:?!?
(segundos depois, no estande de Europa)
Eu: Olá, eu gostaria de um contato de imprensa da sua empresa.
Secretária B: Claro. De onde você é?
Eu: Brasil.
Secretária B: Uhhh, Brasil? Mas isso não faz parte do nosso departamento. Você já falou com o departamento de América?
Eu: Já, me mandaram falar com vocês.
Secretária B: Bem, nós não temos recursos para atender você por aqui. Tente ver com o balcão de América novamente.

Vocês não fazem idéia de quantas formas e situações diferentes diálogos parecidos com esse já aconteceram. Tentar falar com os braços brasileiros das empresas muitas vezes é mais ridículo, muitas vezes tendo menos acesso do que o equivalente uma assessoria de imprensa terceirizada lá fora.

Eu odeio ter que depender de “jeitinho brasileiro”, mas quase sempre é a única maneira de conseguir manter uma cobertura decente. É triste quando um blog independente nos EUA com 20 mil pageviews consegue mais acesso que um site de portal com centenas de milhares de visitantes únicos. E com essa nova onda de responsabilidade administrativa que está varrendo a indústria os antigos contatos que antes mandavam amostras e incluíam a imprensa brasileira nos press releases está diminuindo. Mesmo lá fora as coisas mudaram: o acesso da imprensa nos EUA parece ter caído, e as produtoras raramente anunciam um título mais do que oito meses antes de seu lançamento. Essa é uma enorme mudança, quando você lembra que a Nintendo exibia protótipos anos antes de sequer ter uma expectativa de quando isso chegaria ao mercado (quem não lembra das primeiras imagens de Link em 3D quando o Ultra 64 foi exibido pela primeira vez na Shoshinkai de 1995? Errr… talvez só eu, dependendo da idade de quem está lendo).

Assim, a indústria se encontra presa nesse labirinto: de repente ela começa a se comportar como uma Hollywood, onde quase todo o conteúdo é comunicado por canais controlados perante contratos de sigilo – mas mesmo os grandes veículos como Gamespots e EGMs da vida ainda são compostos por um bando de entusiastas que riem como colegiais quando um novo Halo ou Mario é mostrado pela primeira vez. Veja um vídeo de uma conferência da E3 e você vê uma verdadeira torcida acompanhando uma grande revelação. O que aconteceu com a objetividade jornalística? Novamente, eu adoro a atmosfera casual dessa indústria (é bem melhor conversar com um designer segurando um controle e falando o que acha do que entrevistar um astro de Hollywood em uma sala montada especialmente para a ocasião e ver quase todas as respostas soando enlatadas), mas a disparidade que está surgindo agora me assusta em diversos níveis.

Nessas horas, me lembro de outra invenção de Dédalo: um par de asas feito com cera. Seu filho, Ícaro, pagaria um preço caro por isso – uma história que vocês devem se lembrar bem, e que certamente é assustadoramente reminescente do conto que teço aqui para vocês. O fato de fazer esse instrumento para fugir da torre em que foi colocado para preservar sua genialidade e que quem se deu mal foi a geração seguinte é particularmente irônico nesse contexto.

É curioso, mas eu nem sempre tive pretensões de trabalhar na indústria de games. Eu estava bastante contente em olhar esse mundo sem atravessar até o outro lado do espelho – não que não tenha sido maravilhoso descobrir esses bastidores mágicos, mas acho que não era a minha pretensão. Minha paixão é por contar histórias, e eu dificilmente estou mais satisfeito do que quando estou escrevendo, atuando ou dialogando com alguém. Mas eu sempre olhei os games com uma paixão que ia além de adorar jogá-los… eu os vejo como uma mídia em sua infância, com um potencial não-realizado enorme em sua frente (me pergunte sobre Earthbound e Metal Gear como afirmações de narrativa pós-moderna e você perderá horas tentando calar a minha boca). Recentemente a minha vontade de escrever ficção vem me cutucando e me fazendo reavaliar minha carreira. Mas mesmo que eu abandone os games um dia, eles estarão sempre presentes na minha formação. Ninguém deixa de ser um “gamer” – você apenas coloca esse vício em hibernação.

Essa E3 vai ser um marco desse amadurecimento. As coisas serão todas mais profissionais… e já tem muita gente comentando que isso pode marcar o fim do evento. Será que Dédalo achará sua Ariadne para prover um novelo de linha que mostre a saída do labirinto? Eu acho que sim – mas esse amadurecimento vai resultar em uma indústria de games diferente do que estamos acostumados no momento. Alguns vão ficar decepcionados, mas as portas que isso vão abrir são muito empolgantes: jogos mais maduros (e por isso eu não quero dizer violentos), menos preconceito, mais reconhecimento e uma penetração maior. Ainda sonho com o dia que as pessoas jogarão games tanto quanto vão ao cinema.

*Gabriel Morato, 29, é produtor do http://www.gametv.com.br, jornalista de games, contador de histórias e provavelmente maluco. Confira a cobertura dele na E3 2008.

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7 comentários sobre “[Exclusivo] Gabriel Morato desabafa sobre a situação do mercado de games nacional

  1. Depoimento simplesmente fantástico. Já comentei com o Lucas uma vez que cai nessa história de blogs de paraquedas e mesmo não sendo jornalista, muitas vezes me assusto com o meio.
    É óbvio que não possuo a exeperiência do Gabriel, principalmente quando o assunto é bastidores, mas acho que até o fato de encarar os games como um trabalho já me tirou um pouco do encanto da coisas. Não que eu não goste do que faço, pelo contrário, mas o simples fato de ter que jogar um game como orbigação para fazer uma análises já torna a coisas “mecânica”.
    De toda forma, considero algumas dessas situações passadas por você, Gabriel, relativamente normais, devido o tammanho que a indústria tomou, como você citou o cinema, comparo a indústria de games também com o futebol, cheio de astros, contratos milhionários, impérios por trás das pessoas e no final das contas, o que interesse, infelizmente, é o lucro.
    Por isso que da mesma forma que gosto de jogar minhas peladinhas, tenho dado muito valor a indústria indie dos games e torço para que títulos inovadores, que não caberia citar todos aqui, continuem aparecendo.
    Enquanto isso, a cada dia que passa tento mais e mais fazer com que a memória dos anos de ouros dos games não se perca.

    PS.: Parabéns ao GoLuck por ceder o espaço a um texto tão brilhante.

  2. Caro Gabriel Morato, tu é foda. E isso é o elogio mais sincero que me vem à mente agora.

    Eu sempre ouvi o teu nome acompanhado dos outros grandes do jornalismo de games brasileiro, mas o teu trabalho sempre foi o que eu menos conheci. Por pura coincidência, é verdade. E agora vejo que deveria ter te acompanhado mais. =)

    Sobre o texto, eu não poderia concordar mais com a tua opinião (e mais ainda com a forma que tu a expressou). E digo mais: estou tão empolgado com essas mudanças, com esse amadurecimento, quanto tu. Sempre fui um otimista inveterado (às vezes mais do que seria saudável), e nesse caso não é diferente.

    Assim como os games são uma mídia em sua infância (mais precisamente, no fim dela), eu também sou um infante do meio. Verde, inexperiente e cheio de gás. Acho ótimo crescer junto com tudo isso. Definitivamente, fiz a escolha certa no quesito “o que vou ser quando crescer”.

    E ao GoLuck, parabéns! Este é o texto mais interessante que eu li em todos os blogs de games em 2008. =)

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  4. Caros… Com certeza eu sou o mais inexperiente e novato na revolução das informações com os blogs, aonde os fãs fazem informações para outros fãs, tenho sido acolhido desde então muito calorosamente! O que com certeza me deixou com mais ânimo para deixar de ser um Arquiteto de Sistemas e virar um Game Developer ou Game Designer… Vou compartilhar um pouco da minha história com vcs, desde pequeno gosto de artes, meu vício era desenhar, adorava quadrinhos, mas infelizmente fui vítima de pais mais preocupados em viver o momento e eles pouco me observavam, meu grande sonho até os 15 anos era fazer um curso de desenho e viver desenhando mundo à fora, tanto que meu ídolo brasileiro é o Roger Cruz, que ilustrou inúmeras revistas para as editoras americanas… No segundo grau fui empurrado pelos meus pais à fazer segundo grau técnico (notem que eu nunca tive video game da época, sempre 1 ou 2 gerações atrasada) em informática, fiz muitos amigos que seguem comigo até hoje! E eu fiquei muito feliz por conhecer o mundo fascinante da programação, mas em paralelo conheci um adolescente como eu que curtia artes e começamos à estudar computação gráfica… Como nunca tive dinheiro para fazer cursos e naquela época (97) internet era algo muito escasso e caro, eu não tinha muitos meios de desenvolver uma habilidade maior nisso… Até porque CG sempre envolveu hardware bom, coisa que eu não tinha… Em contrapartida eu comecei à me dedicar à programação, pois conseguia material, e exigia pouco hardware… Como os materias que conseguia eram voltados à sistema em geral e não jogos, desenvolvi muito bem nesse meio, até que fui obrigado a começar a trabalhar após o segundo grau como Office Boy, por sorte acabei sendo “descoberto” por um parente de meu chefe que me levou à trabalhar na empresa dele e assim comecei profissionalmente na informática, na época era apenas hardware e suporte ganhando 450,00… Muito melhor que os anteriores 270,00 hehehe 3 anos depois e ganhando 500,00 já estava fazendo faculdade de informática (não sobrava muito) e resolvi me arriscar no mercado de análise quando uma amigo me ofereceu uma vaga na Light (Distribuidora de energia elétrica) como estagiário, apenas usando VBA (o líquido era baixo, mas era a primeira oportunidade em desenvolvimento! Quem conhece VBA sabe q é muito ruim… E num era VB pq o meu setor não era informática, mas sim contabilidade)… 4 meses depois eu coloquei na cabeça que tinha que mudar de emprego, ir trabalhar com o amigo que me indicou em uma empresa um pouco melhor… Em 2 semanas consegui TODO o conhecimento necessário para trabalhar com ASP! Desde então cresci exponencialmente na área, na verdade há 2 anos atrás eu estava tranquilamente no top 5 de desenvolvimento .Net do Rio! Hoje o cenário mudou bastante, meu foco mudou bastante… O amigo de segundo grau e CG, quando soube que eu estava fazendo a vida programando, ele me perguntou “como?! Você não gostava tanto…” e algo em mim que já estava crescendo ganhou mais força… Um amigo, quase irmão (embora eu o conheã há pouco mais que 1 ano) de nome Ricardo Bicalho, me incentivou à mostrar ao mundo o que eu pensava e compartilhar, me fez ter coragem de fazer meu primeiro blog junto com outro amigo o How Wii Play que infelizmente acabou caindo no limbo e morrendo… E pouquíssimos meses depois tomei as rédeas da minha vida e decidi arrumar tempo pra me dedicar à minha paixão! Claro que para isso acabei mudando de emprego para algo que parecia melhor em termos de tempo e assim nasceu o WiiReview! Essa é um pouco da minha história… Grande não? huauauhha

    Agora voltando ao importante, Gabe (é vício de Plurk hehehe posso chamá-lo assim?), a diferença entre o que eu escrevo e o que você escreve é algo gritante, uma material de qualidade pode ser fácilmente identificado quando mexe com as emoções dos leitores! Olha aí acima as palavras que você arrancou de mim! huahuahuau E olha que nos conhecemos há pouquíssimas semanas! E eu realmente por não comprar revistas (já que meus aparelhos eram muito defasados e falta de grana tb, afinal quadrinhos era o meu foco hehehe) me privei de conhecer mais um excelente profissional! Te digo meu caro, não desista dos seus sonhos! O mercado de games vai sofrer uma revolução em breve, uma divisão clara se cria, muitas empresas indie surgindo e fazendo sucesso!!! Acho que devemos voltar nossas atenções à elas, claro que é bom jogar um Assassin’s Creed ou MGS4, mas vcs já ouviram falar do Caffeinated Games? O cara está praticamente sozinho montando a produtora dele! Sabe o que é melhor? Você entra no site e manda mensagens (já q é wordpress tb) e ELE LÊ!!! Se importa com as sugestões que damos!!! Acho que para nós que amamos games, teremos muito mais prazer em acompanhar as empresas independentes! É como no cinema, quanto mais vc entende, mais cai pra área cult, embora não deixe de ver um mega sucesso de hollywood! Acho que você deve realizar sua vontade de desenvolver arte (literária), mas não deixar seu emprego pois sempre terá algo bom para se falar!

    Dori, já te acompanho há algum tempo no Meio Bit Games, mas só passei a te enxergar como algo mais próximo (no sentido de ser mais humano, e não um cara intocável do meio) há pouco tempo… Eu sei, você nunc motivos pra isso, forma conclusões minhas, mas te aconselho a não pegar um jogo pensando em obrigação… Isso corta o barato e diminui a diversão… Te sugiro fazer como eu faço, arrumo os jogos mais recentes, dou uma jogada mas sem pensar em fazer reviews ou coisas do gênero, apenas para conhecer! E claro que muitas vezes acabo compartilhando a minha experiência, mas games é diversão (pelo menos pra nós)… Outra possibilidade era marcar com amigos para ver os jogos novos, afinal de contas ter camaradas por perto para tal feito, garante boas horas de risadas e diversão! Sem contar que você já terá mais de uma opinião para esboçar!

    É Luck… O que dizer de você? Você, o Rodrigo e o Marcos Volt têm sido as pessoas que mais atenção me dão! hahahuahua Sei que muitos amigos eu farei ainda, mas é realmente importante deixar o meu agradecimento aos que me acolheram, pois eu realmente toco o meu site sem pretensão de alcançar 2000 assinantes, o faço por gostar muito mesmo! Claro que tenho planos para o site crescer e etc, mas isso não depende apenas de mim… É questão de tempo e do como conduzirei a coisa…

    Eu sei… Isso é quase um post huahahuahua Mas fiquei emocionado com as linhas do Gabe (óh eu abusando de novo)… Nâo… Eu não sou EMO (notem que disse EMO!), apenas entendo o que ele citou e sei que é o custo da profissionalização do meio… Mas como já vi isso ocorrer em outras áreas, afirmo que não há razão para se preocupar, apenas precisamos rever alguns pequenos conceitos, como olhar mais para pequenos, ou pelo menos olhar um pouco mais hehehe

    Bom… Agora vou nessa, espero que vcs tenham gostado das coisas que escrevi hehehe Vamos em frente!

  5. Camilo Garcia Bogado

    Gabriel: Clap, clap! Muito bom mesmo o texto.
    Enquanto eu o lia, instantâneamente me lembrei do livro “Os Filhos do Amanhã”, que narra o início do mercado de quadrinhos. E as passagens que ocorrem nesse livro (entre muitas outras: o oportunismo e a falta de ética no lado negativo, e a paixão alucinada dos criadores no outro lado da balança) são extremamente semelhantes ao que acontece no mundo dos games. No mundo dos quadrinhos houve um boom absurdo em muito pouco tempo, e isso custou muito pesado para os quadrinhos como produto. Onde antes a vendagem era de milhôes de exemplares, hoje um título de sucesso alcança 150 mil exemplares. No entanto, como itens de disseminação de cultura, os quadrinhos hoje são tão importantes quanto qualquer outro meio pop.
    Não estou querendo dizer que o mercado de videogames vá quebrar de maneira tão espetacular quanto o de gibis. Aliás, isso já aconteceu, e o mercado voltou mais forte ainda. Mas que ainda há percalços nesse caminho, não há a menor dúvida.

  6. Denis Gasco

    Eu… bom…. NAO SOU PORRA NENHUMA PRA TA FALANDO AQUI…. no entanto, nao consigo me conter!
    Gabriel, fiquei impressionado com a sua escrita e sua capacidade de desenvolver uma perspectiva bem ampla a respeito deste mundo tão proximo à nos que as vezes é dificil criar uma distancia para ve-lo inteiro.
    Ainda mais voce que passa para nós (leigos alijados) tudo isso passando pelo filtro de alguem que tem a experiencia da ótica interna ao sistema.
    Realmente, eu concordo com voce em muitos aspectos. Neste mundo apatico que nos vem gerado por essa, como afirma Eric Hobsbawn “Era dos Extremos”. E este fator da pirataria que voce estava colocando (por incrivel que pareça) sequer é mencionado no ambito de estudo da historia de nosso pais, algo que para nos é tão importante entender, ja que so desta maneira sera possivel chegar a uma conclusao sobre o que fazer com esta situação.
    E este seu sonho de que as pessoas jogarão games tanto qto vem filmes esta muito proxima!!! Veja o Site da ESA!! Hoje esta industria lucra mais que o cinema!!! Tanto que o s filmes, hj, saem em funçao dos jogos!!!
    A mudança tae batendo à nossa porta!! Acho otimo sua ideia de cair pra area da literatura e creio q vc deva mesmo, afinal, escrevem super bem, mas mantenha, mesmo que pqna a sua escrita critica sobre este mundo e suas relaçoes no brasil!!!

    Abraços do novato Denis

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