Lojistas do Stand Center são multados em R$ 7 bilhões por pirataria

por Lucas Patricio

A pirataria no Brasil perdeu feio ontem. Lojistas do famoso centro de lojas Stand Center, localizado na Avenida Paulista, foram multados em R$ 7 bilhões por pirataria, em uma ação que já durava três anos, movida pela Microsoft, Eletronic Arts e Macromedia.

A multa também atingiu a empresa que aluga as lojas no local. Tanto os lojistas quanto a empresa poderão recorrer à decisão da juíza Tatiana Magosso da 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Até o momento, nenhum dos 220 lojistas falou sobre o assunto. O advogado do Stand Center deu a seguinte declaração ao site G1: “Se há um culpado aí é o Estado que deve ser responsabilizado pela omissão”.

Pode ser um grão de areia na praia, mas é um bom passo que abre precedente para que novas ações possam ser vencidas contra esse crime que, você concorde ou não, é um fator que interfere muito no crescimento do nosso mercado.

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35 comentários sobre “Lojistas do Stand Center são multados em R$ 7 bilhões por pirataria

  1. Uia… Eu costumava almoçar lá quando trabalhava/morava em São Paulo… Lá era MUUUIIITTOOOOO legal!!!
    😀

    Mas, embora doa no meu coração dizer isso, que é importante coibir essa prática! Pena que TODOS sabemos que mesmo eles fechando o Stand Center, o tio Lao sempre abre outro em outro lugar… Mas avante homens da lei! Vamos trabalhar!!!
    😀

  2. Camilo Garcia Bogado

    “Se há um culpado aí é o Estado que deve ser responsabilizado pela omissão”.
    Aham Cláudia, senta lá… X(
    O pior é isso, os caras tão errados e ainda se tentam fazer de vítimas. Porra, sejam homens e assumam a merda que vocês faziam!

    Desculpem os termos baixos, mas tem coisas que realmente me irritam…

  3. A única coisa que passa pela minha cabeça agora é “LOL”.

    Só realmente fica complicado de engolir a declaração desse advogado. Eu entendo que o trabalho dele é defender os clientes e tudo mais… mas o Estado omitiu o quê, exatamente? Tá querendo se fazer de coitado e jogar a culpa na polícia? Que vergonha, hein?

  4. O pior de tudo é que, mesmo com essa declaração no mínimo estapafúrdia desse advogado, ainda corre o risco deles serem inocentados, ou, como já disseram, deles simplesmentem abrirem as suas lojas em outro local…

  5. Discordo de todo mundo aqui.

    A pirataria, sinto informar, perde a batalha mas não perde a guerra.

    Ninguem compra produto porque existe gente pra vender.
    Vende-se produtos porque existe gente pra comprar.

    Se nego não compra no stand center, compra em outro local.
    No mais, vocês acham que 220 “camelôs” juntos, junto com o Lao Kin Chon (ou sei lá como se escreve) vão tirar 7 bilhões de onde?

    Meus caros, estamos no Brasil.
    A propina comerá solta, subornos rolarão e o stand center não vai acabar.
    Se acabar, tem outro logo ali na esquina.

    Ainda é necessário política de conscientização.
    Mas se não se consegue conscientizar os fulanos a não fumarem, não dirigirem alcolizados e não pimbarem sem camisinha, você acha que vão conscientizar o pessoal a não comprar pirata?

    Ah tá…

    Acho que isso é um problema muito enraízado, não é só processar o stand center e achar que “a pirataria perdeu feio”.
    Se fecham as barraquinhas, ainda assim, não podem proibir a venda de produtos como gravadores de CD e DVD, MP3, dentre outros. Também não podem proibir a internet na casa de ninguém.
    Isso é uma questão de consciência. Tenho um N64 até hoje (e é o meu console mais “moderno”) e não usei piratas em todos os anos de vida dele. Bacana. Mas enquanto os CD´s de PS2 piratas que comprei para dar de presente para um amigo meu, como ficam? Todos temos culpa.

    Não estou fazendo apologia a pirataria, mas acho que é uma questão desgraçadamente complexa.

    Sendo assim, joguemos nossos R4´s pela janela.

  6. Mas gente, ninguém tirou dos ombros do povo a responsabilidade parcial! O que pensamos ser necessário é um conjunto de coisas, começasse sempre com a repressão e depois vêm a educação, desse jeito rola alguma chance de funcionar… Nosso papel de gamers é incentivar a galera à comprar jogos originais para incentivar a indústria, mas temos noção de que muitos não conseguiriam jogar desse forma… Então pensemos, é um mal com o qual ainda lidaremos por muito tempo! Mas isso não nos exime de fazermos a nossa parte! Se eu, o Luck, o Wagner, o Diniz e o Camilo comprarmos originais, as pessoas q jogarem/conversarem conosco irão se empolgar pra comprar originais! Alguma saídas inteligente para jogar não tendo grana pra jogos originais é:
    – Alugar… Esse sai caro, mas se levarmos em conta q muitos não jogam a semana inteira, não doeria alugar algo pelo FDS…
    – Trocar/Emprestar à amigos… Essa forma acho a melhor, fazer um grupo de amigos com a mesma plataforma, de forma que um compense o outro na compra! Imagina o Wagner comprando, jogou 1 mês, depois empresta para o Luck e pega com ele um outro jogo q o Luck tivesse comprado antes.. Dessa forma todos brincam e todos ganham hehehe
    😀

    Lembrando q eu entendo q para jogar online com a galera todos precisariam ter o jogo… Mas quantos jogos valem a pena jogar online? Poucos… Esses poucos eu recomendo todos terem hehehe

    Bom… Pelo menos é o que penso… Estou tentando grana pra um 360 nacional para evitar as 3RL, mas não nego q se um amigo aparecer querendo me trazer um 360 sem impostos dos EUA eu aceito sem problemas… Comprar jogos dos EUA é mais fácil q comprar das lojas brazucas pelo preço… E a chance de ser pego na alfandega é pequena… Os impostos q nos matam…
    😀

    Então gente… Falei alguma besteira?
    😀

  7. Filippe Barreto

    Os impostos q nos matam… [2]

    Uma conta básica o “minimum wage” o salário mínimo americano está na média de 7 dólares por hora de trabalho. Um dia de trabalho já se tem 56 dólares. Em uma semana temos 280 dólares, uau já dá pra comprar um Wii e ainda sobra! Em um mês temos 1120 dólares. Com este sálario se compra um jogo de 59 dólares tranquilo…

    Agora vamos ao país da pirataria…

    O salário mínimo é de R$ 415, aí temos jogos que variam de R$ 99 à R$235 ou até mais… nos revendedores nacionais. Comprando o mais antiguinho e barato, ficamos com R$ 316 \o/. Se os incautos consumidores optarem por importar um jogo de 59 dólares com o câmbio à R$ 1,60 convertendo dá 94,40, mais frete, deve custar uns 120 reais no mínimo. Aí a pessoa não paga aluguel, não come direito, não se veste, tudo para (contribuir para o mercado nacional de jogos???) jogar um lançamento.

    Mas e o mercado nacional de jogos? Contribui com o consumidor brasileiro? Cadê a Live? Cadê os jogos traduzidos? Cadê a Nintendo? Cadê a Sony? Eles estão faturando fortunas nos EUA, Europa, Ásia e até Oceania… O que custa subsidiar jogos à R$ 29,90 por exemplo? Com propaganda na TV, jornais, rádio, outdoor, enfim, acreditando no sôfrego consumidor brasileiro de games. Como eles querem expandir a base instalada se não se esforçam? Vão esperar pelo governo abaixar os impostos? Estão perdendo mais dinheiro com a pirataria do que se vendessem seus produtos a um preço acessível à realidade nacional. Com isso conseguiriam fidelizar o consumidor e poderiam pressionar o governo a reduzir impostos já que estariam criando empregos e um mercado de fato aqui. Conforme isso fosse acontecendo, faltaria apenas ir otimizando o investimento até começar a dar retorno… A economia do país tá crescendo, o salário mínimo também aos poucos vai avançando… E logo teríamos um padrão desenvolvido, com a cultura de entretenimento interativo se consolidando oficialmente, ao contrário desta ilusão periférica de hoje em dia.

    O cara já se mata pra comprar um console por R$ 2.500, quando deveria pagar R$ 400 pela conversão atual do dólar. Aí tem que vender a esposa e filhos pra poder comprar um jogo legalizado e se divertir um pouco… Mas aí ele vai na internet e vê o jogo pra baixar, ou então passa numa banquinha e vê que pode continuar com a mulher e ainda jogar com os filhos! Ah, ele vai xingar o mercado nacional de jogos e dançar conforme a música estrangeira no seu Guitar Hero, isso se também conseguir comprar os acessórios superfaturados para aproveitar a experiência do jeito que (o capitalismo) a softhouse sugeriu.

    É triste e ultrajante ver a patética realidade desta mídia maravilhosa no país que é a 6ª economia do mundo.

  8. Vovô Garoto SF

    Filippe Barreto falou tudo o que eu falaria, mas só pra complementar, eu fico impressionado com a hipocrisia quando se fala de pirataria.
    Todo mundo compra pirata, mas quando chega a hora de falar se fazem de “defensores do mercado”. Mesmo os estrangeiros que ganham (que como o Filippe disse) 1120 dólares (salário mínimo) reclamaram quando souberam que o Playstation 3 custaria U$599,00 no lançamento!
    Imaginem se o Ps3 custasse R$599,00 no lançamento? Nossa realidade é outra, não adianta fechar lojas que vendem jogos piratas, se o governo (principalmente) ou as empresas não mexem um dedo para que um mercado seja formado no país.
    O dia em que os jogos originais forem vendidos a preços realistas será o dia em que eu pararei de comprar jogos piratas.

  9. Caras… Então vcs defendem que um salário mínimo dê ao trabalhador dignidade, certo? Então vocês têm de votar corretamente para evitar um Governo como o atual, que não investe nas coisas certas, em troca fica fazendo assistêncialismo barato… O nosso povo infelizmente está acostumado à ser menor que os outros… A história explica porque os EUA são sucesso e o Brasil fracasso (como toda a América Latina e Central), fomos colônia de exploração e como o nome diz, fômos bárbaramente roubados… E o que fizemos? Nada… Só viramos independentes para atander aos caprichos de um cara que queria entrar para a história… O brasileiro viu com tamanha felicidade a abolição da escravatura, realmente foi importante! Mas o povo, burro, se deixou levar por um bem “maior” e não enxergou um detalhe, se o cara sai da escravidão ele não têm nada, certo? Moradia era a senzala, comida era a que o patrão dava… Quando eles foram libertos fizeram o que? Muitos se negaram à sair de suas senzalas pois sabiam que a vida seria pior (mais difícil) lá fora…

    Por que eu estou dizendo isso? Desde que me entendo por gente ouço falar em desigualdade social, mas o que vê a ser isso? Em termos claros é a engrenagem do modelo econômico predominante no mundo, o capitalismo! Como assim? Simples, sem pobres não há ricos! Os pobres infelizmente são estimulados ao consumo da maneira errada no Brasil! Ao invés do Governo garantir infraestrutura para que o cara não precise se preocupar com saúde, educação, alimentação e ainda por cima tivesse uma base sólida e um salário justo, ele poderia comprar seus bens de forma planejada mas rápida! Exemplo, hoje no Brasil tudo é no crédito! O povo não têm o costume de juntar para adquirir, mas sim de pegar dinheiro emprestado e adquirir esse bem de imediato, com isso alimentamos uma máquina gigante que é a economia e enriquecemos os ricos, pois eles se enchem de grana com os juros que pagamos!

    Simplificando, pobre é pobre e como tal não pode, no capitalismo, comprar uma Ferrari das mais caras! Ele têm de viver com o que têm em mãos, ou seja, PS2! É um video game fantástico e os jogos originais podem ser encontrados em muitos lugares por 59,90 mais barato que jogos de PC! Mas mesmo assim o pessoal prefere a? Pirataria… O pobre que você citou (hipotético, depois explico porque) está acostumado à isso… Simples… Agora sobre o hipotético, se deve ao fato de que MUITAS pessoas com quem convivo, amigos, familiares, moram em “comunidades” e desde pequeno vi essas pessoas comprando coisas melhores que a minha família que é classe média! Todos eles tiverem TV de 29″ antes de mim, DVD… Tudo… Por que? Porque eles não pagavam impostos! Outra variável importantíssima! Além disso, eles não pagavam outras coisinhas básicas… Além disso semrpe dava um jeito de fazer um por fora e complementar renda! Pobre, geralmente, é trabalhador, esforçado, pode não ter inteligência para ter uma idéia boa e a vender, mas consegue se virar muito bem! Não digo que não existam pessoas miseráveis, eu sei que elas existem, mas é como eu disse, fazem parte da infeliz máquina do capitalismo…

    Acho que ficou grande demais… O importante é sabermos votar e cobrar dos homens escolhidos providências! Não basta simplesmente dizer, sou pobre e por isso roubo (pirataria é crime, não esqueça), não que eu NUNCA tenha comprado coisas piratas, notem a diferença… Eu evito MUITO! Mas há momentos em que a oportunidade faz o ladrão hahaha Então acho q é possível sim virarmos o jogo… Termos valores mais razoáveis, mas depende de nós fazermos barulho! Pq os Argentinos são melhores q nós? Acreditem, eles são, pelo menos em cidadania, pois quando não concordam com o governo, vão pra porta de quem gerou o problema e fazem MUITO barulho!
    😀

    É isso… Diga não à pirataria e coma legumes e verduras! hahaha
    😀

  10. Muito interessantes as coisas que o Filippe e o Bruno colocaram nos comentários.

    Eu não sei o quanto a Microsoft e as outras empresas que estão no Brasil estão tentando (ou conseguindo) forçar um lobby junto ao governo…mas fato é que elas poderiam pelo menos tentar com um pouquinho mais de seriedade. Ou pelo menos serem mais transparentes com o público.

    O que eu não sei (e digo isso na maior sinceridade, porque eu não pesquisei) é se a comparação entre os salários mínimos seja muito correta. Eu suponho que o custo de vida deve variar muito entre os estados dos EUA, e consequentemente mais ainda com relação a São Paulo e outras grandes cidades daqui.

    Agora, com o que o Vovô Garoto SF falou eu discordo completamente.

    “O dia em que os jogos originais forem vendidos a preços realistas será o dia em que eu pararei de comprar jogos piratas.”

    Não se justifica um erro com outro. E não é com esse tipo de atitude que se faz a discussão ir adiante.

  11. Vovô Garoto SF

    @Bruno: Cara, eu por exemplo quando posso compro original. Quando eu achei um Rachet&Clank por R$50,00 eu comprei. Quando eu vi o Metal Gear Essential Collection por R$150,00 (três jogos) eu comprei.
    Agora, quando os jogos originais são vendidos a até ABSURDOS R$200,00 o que eu posso fazer?
    Exemplos:
    1- http://www.submarino.com.br/games_productdetails.asp?Query=&ProdTypeId=12&CatId=57899&PrevCatId=43450&ProdId=200354&ST=BL57899&OperId=0&CellType=2
    2 – http://www.americanas.com.br/AcomProd/1858/558375
    3 – http://www.americanas.com.br/AcomProd/1858/2492705

    @Fernando: Que eu devo fazer então?
    Ou eu:
    1 – Fico rico (vou apostar na Mega Sena agora)
    2 – Mudo de país
    3 – Paro de jogar
    Bastante simples não?

  12. Como é?

    “Começasse com a repressão e continuasse com a educação” ?

    hahahahahaahahahahah

    É como diria João Gordo:
    Aids, Pop e repressão o que é que eu fiz para merecer isso?

    Não se consegue educar reprimidos.
    É o contrário.
    Não se deve reprimir os educados.

    Se os vendedores forem reprimidos, com certeza alguma coisa irá acontecer.

    No caso do xbox360 e do PS3, só é grande a venda de originais porque no primero, não se joga on-line se o console for destravado. Já o segundo não tem pirataria ainda.
    É tudo uma questão de obrigatoriedade.

    Depois da aula de história do Brasil, geopolítica e cidadania de nosso amigo Bruno Julião,(que deu a luz a nossas mentes, clareando-as com coisas que realmente eu e provavelmente vocês também não sabiam) respondo-lhes:
    Isto é Brasil.

    hahahaaha

    Digo mais.
    Todo mundo está cagando pra gente. A Microsoft está aqui no Brasil e não se esforça muito com o próprio mercado.
    A empresa deve conquistar os compradores, não o inverso.
    Se ela não quer que a gente compre pirata, deve mostrar porque a gente não deve comprar pirata e qual a vantagem individual e coletiva de um produto.

    Fenando falou uma coisa certa:
    “fato é que elas poderiam pelo menos tentar com um pouquinho mais de seriedade. Ou pelo menos serem mais transparentes com o público.”
    Concordo.

    Vocês acham que se a Nintendo ou a Sony estivessem no Brasil, a coisa seria mais barata?

    Acho que o problema é tão grande, tão grande, que não adianta discutir a solução.
    Ninguém vai achar.

  13. @Vovô Garoto SF
    Exato. Essas são as suas opções se você realmente dizer questão de não juntar dinheiro para comprar um jogo original.

    Isso me leva a coisas que eu queria ter comentado aqui, totalmente entrando em modo Advogado do Diabo, mas que precisamos ter em mente quando discutimos esse tipo de coisa: Videogame não é artigo de primeira necessidade. Nem de segunda. Nem de terceira. Se um pai de família prioriza esse tipo de compra em detrimento de moradia, saúde, educação, alimentação e outros serviços básicos, algo está muito errado.

    Nesse sentido, não há problema nenhum em um salário mínimo ter um valor completamente díspar com o que se cobra atualmente pelos videogames. O valor definido pelo governo deve permitir que o trabalho tenha acesso ao mínimo do que citei acima para poder sobreviver com dignidade. A nossa luta deveria ser não por ter um salário mínimo que permitisse a compra de um videogame, mas sim de um que suprisse tão bem todas essas necessidades que sobraria dinheiro para comprar os nossos tão queridos consoles e portáteis.

    Videogame é artigo de luxo. Poder jogar um PlayStation 2, um Xbox 360 ou um Phantom System no conforto da sua casa não é um direito, mas sim um privilégio. É um privilégio de custo absurdo, sem dúvida. E é necessário lutar para que o mercado “vire gente” aqui no Brasil, também sem dúvida. Mas vamos colocar os pés no chão.

  14. Concordo em gênero e grau com o Fernando. Videogame é uma diversão elitizada e quem não tem condição de pagar os preços do país, não adianta ficar falando dos impostos. Reclamar é preciso, mas é preciso entender que a diversão não é pra todo mundo…Não no Brasil…

  15. Acho que o Gustavo Oliveira ficou chateado comigo…

    “Não se consegue educar reprimidos.
    É o contrário.
    Não se deve reprimir os educados.”

    E havia algum inocente nesse lance do Stand Center? Quanto à educar reprimidos, como vc explica o sucesso na ressocialização do regime prisional da China? Quer país mais repressor? Por que as coisas estão funcionando lá? Um pouco de rédea é necessário, o Estado precisa sim mostrar que têm voz! Fazer valeer as leis e etc… Se não teremos uma anarquia! Não q eu não curta a idéia…

    “A empresa deve conquistar os compradores, não o inverso.
    Se ela não quer que a gente compre pirata, deve mostrar porque a gente não deve comprar pirata e qual a vantagem individual e coletiva de um produto.”

    Concordo que a empresa investir em marketing que eduque mostrando que é legal comprar original e claro, incentivar a comprar o aparelho é algo muito legal… Masssss não acho que uma empresa precise nos dizer o que é certo ou errado! Precisamos ter consciência… Claro que sei que isso é muito hard de mudar rápidamente, mas não custa cada um fazer a sua parte, certo?

    @Vovo Garoto SF, parabéns pra vc! Essa sua iniciativa é a qual disse, fazer o que podemos… Se não rola grana pra jogos 0 balas, compremos usados, ou importemos, ou procuremos por promoções! Aí vai uma dica de loja barata (claro q têm coisa cara tb, mas achei muita coisa boa e barata Disk Games)

    Notem, não sou nada nem ninguém para dizer o que as pessoas devem fazer ou como se comportar, o que compartilhei com vcs foram fatos históricos que nos levaram à esse país “do futuro” que somos hoje… E as soluções que apresentei são as que há muito tempo prego para amigos e familiares, além claro, de praticar!

    O importante é todos sermos gamers (os q gostam) e felizes!!!
    😀

  16. Eduardo

    Eu lembro que uma fita de Mega Drive custava coisa de 30 a no máximo 50 reais nos anos 90.

    E muito desse preço mais baixo se devia ao produto ser nacional.
    O que falta mesmo é não ter que importar esses jogos, mas o problema é que o mercado de jogos de videogames como 360, Play 3, Wii, ainda não é grande o suficiente para justificar a criação de uma indústria nacional…

    Paciencia, é como dizia o velho ditado chinês: Quem pode pode, e quem não pode se fode! XP

  17. Vovô Garoto SF

    @Bruno: Eu faço o que posso sim, mas eu sinto que esse tipo de atitude não dá futuro. Eu não acho que esteja incentivando uma indústria no Brasil, faço pela minha própria satisfação pessoal mesmo. O mercado não vai mudar por minha causa, infelizmente.

    @Lucas Patrício e Fernando: Vocês tem noção da BOBAGEM que vocês disseram? Quer dizer que o governo impõe impostos abusivos (até 275% segundo a EGM Brasil), as empresas não dão a mínima para o Brasil, as lojas superfaturam os preços dos jogos e consoles (R$7.999,00 por um PS3 nas Americanas com frete grátis, lol) e entre comprar jogos piratas e parar de jogar vocês dizem pra parar de jogar? Inacreditável…

  18. Vovô: Quem está a falar bobeiras não somos nõs. Você não precisa comprar um PS3 por 8 mil reais. Você não compra. Funciona assim. Botar a culpa nos impostos pode ser justo, mas se vc compra jogos piratas para compensar o erro deles, você erra duas vezes.

    Não quero te convencer que reclamar dos impostos e comprar pirata é muito mais errado. Só que essa é uma reflexão de algume que ve a industria não apenas pela ótica egoista dos consumidores que reclamam demais e fazem de menos.

    Sem mais

  19. @Vovô Garoto SF… O q eu quis passar como mensagem era que temos motivos para, assim como vc, nos sentir bem pessoalmente! Digo, sentir prazer em comprar algo que venha com capa, manual e original! Sacou?
    😀
    O resto, como crescimento da indústria, vêm como consequência…
    😀

    Quanto ao Lucas, acho que o que ele quis dizer foi o mesmo que eu disse, cada um deve viver a sua realidade, não têm grana pra PS3? Não precisa morrer por isso, compre um PS2 e divirta-se horrores! Ou compre um GameCube (segundo mais barato), ou um Super NES se precisar economizar mais… Pelo q conheço do Luck foi isso que ele tentou dizer
    😀
    Quanto ao lance das Lojas Americanas foi absurdo… Na época por esse valor vc viajava pros EUA, comprava o treco lá e ainda dava umas voltas nos EUA hahahaha Mas viu como adiantou um protesto simples de gente reclamando e não comprando? Ou melhor… 1 pessoa comprou esse maldito PS3… Só pra dizer q tem dindin… uhauhauha

  20. Vovô Garoto SF

    @Lucas Patrício: Compro jogos piratas porque não tenho como bancar originais. É errado? É. Mas não depende de mim, eu não justifico um erro com outro, eu só compro jogos piratas como consequencia de atitudes erradas do governo e empresas, dos quais eu já falei.
    Eu tento comprar originais, mas eu não sou rico, não sou “elite”.
    Eu não preciso jogar, eu quero jogar. Se eu tiver que comprar piratas pra jogar eu vou comprar. Se eu morasse num país aonde eu tivesse condições de comprar jogos originais eu só compraria jogos originais. Não é o caso, então eu escolho jogar a bancar o “certinho”, simplesmente porque não quero pagar pelos erros dos outros.

    @Bruno: Eu comprar um jogo original não vai mudar nada, então eu prefiro sim comprar jogos piratas. Nada substitui o prazer de comprar um jogo original, mas eu não posso.

  21. @Vovo: Se você não tem como bancar os originais, desculpe, mas então você não faz parte do nicho priveligiado que pode bancar um console hoje em dia. Acha ruim? Então ao inves de cometer o erro de comprar pirata, reclame da politica de baixos salários do seu país. Concordo que são abusivos os erros da politica, mas não adianta se justificar com isso.

    Esse país que vc diz aí só vai existir quando pessoas com esse pensamento não existir mais. Então realmente não vai adiantar você comprar original…=\

  22. Na moral, no Brasil de hoje, videogame e jogo original deveriam ser artigos elitizados. Mas não são. É como o Bruno disse, pra disfarçar a situação precária e a falta de cultura de poupança do brasileiro, existe crédito e existe contrabando e pirataria. Aí todo mundo fica feliz e tem o seu videogame bacana em casa, seja um polystation, um PS2 ou um 360.

    E o pior é quando o cara vem e diz que ele joga pirata pq ele tem “direito a jogar”. Como se jogar videogame fosse inclusão digital ou algo assim. Não é. É um hobbie. Como ir ao cinema, ler livros, enfim, diversão.

    Se o cara não tivesse a opção do pirata e quisesse mesmo jogar, ele ia ver que tem algo errado nos preços elevados, surreais, que são praticados aqui. E aí a coisa pegava pro lado do governo e das empresas.

    O mercado de videogame “de verdade” no Brasil deve ser ridículo de pequeno.

  23. Vovô Garoto SF

    @Lucas Patrício: É sério isso? Eu devo abandonar meu divertimento e ficar reclamando pelos baixos salários? LOL! Eu juro pra você, eu ri aqui. Eu posso ter dado a impressão errada, mas eu não sou nenhum favelado, eu pertenço a classe média. Tenho dinheiro pra comprar meus consoles e, as vezes, jogos originais. Só que eu não sou rico, não tenho dinheiro pra comprar tantos jogos quanto eu gostaria. Porque não existe um mercado no Brasil. Não faz sentido eu incentivar um mercado que não existe. Como eu já disse eu não justifico nada, porque eu não tenho o que justificar. Ou é pirata ou não jogo. Se eu parar de comprar piratas (consequentemente parando de jogar) e começasse a reclamar de governo no Brasil, teria sorte se meus netos pudessem voltar a jogar videogames. Não adianta. Como disse o Bruno “Mas viu como adiantou um protesto simples de gente reclamando e não comprando?”
    Meu protesto é esse: não comprar. Não na quantidade que eu gostaria.
    Eu vivo no Brasil, ou eu me adapto, ou não me divirto (com games). Eu não vou parar de me divertir por causa de políticos corruptos, lojas com preços superfaturados ou empresas que ignoram minha existência. Simples assim.

  24. JP Nogueira

    Essas discussões sobre Pirataria se tornaram TÃO lugar-comum 😦

    Sempre a galera falando que tem direito a jogar, reclamando do salário, contra-argumentos sobre a cultura da pirataria, o que é ou não é certo, se o preço fosse mais baixo eu comprava, se eu posso ter de graça porque vou comprar…

    Na boa? Ignorância é foda.

  25. Vovô Garoto SF

    Todo mundo aqui com mp3 no pc, R4, Psp destravado, Windows pirata e vem se fazer de bonzinho na internet.
    Hipocrisia demais, fico até triste.

  26. filippebarreto

    Uhuuulll! \o/ Polemizou!

    Bem, este é um assunto complexo, deu vontade de escrever um livro, hehe.

    Nem sei por onde começar.. mas tô me sentindo em casa numa roda de amigos.

    Não creio que seja uma simples questão de culpar o governo atual pelo salário mínimo. No governo anterior o salário mínimo era menor ainda, não tínhamos nem ministério da cultura discutindo entretenimento interativo (sim eles ignoravam bizarramente este mercado, mas vocês sabem, claro) e o país não crescia. Bruno, a história mostra também outros fatores que levaram os EUA e Europa a se darem bem, monopolizando a cultura mundial como um todo e jogando os restos para os “irmãozinhos” do hemisfério sul. Isso vai muito além da exploração da era colonial no século 19.

    Quem se deu bem no mundo até o hoje, o fez pela força, manipulação ideológica e jogo sujo mercadológico. E o caminho não é por aí. Eu no lugar deles não me orgulharia nem um pouco de chegar ao topo deste jeito. E nos EUA a economia também é baseada no crédito, basta ver que dependeram tanto do crédito que a tal crise hipotecária imobiliária provocou uma grande ferida no sistema econômico deles. Como os juros lá são baixíssimos, é muito cômodo financiar, comprar à prazo. Aqui os juros são o oposto, mas mesmo assim o brasileiro compra bastante no “carnê”.

    Isso se deve à cultura do consumismo, e é o capitalismo, são as empresas que estimulam este tipo de coisa. Basta comprar uma revista de games e o cidadão vê lá aquele monte de propaganda, vê aqueles reviews dos jogos fodões em alta definição, e o que estimulam ele a fazer? Comprar um PS2? Se contentar com a geração passada? Não… imagina só se todos fizessem isso o que seria do mercado editorial brasileiro, iriam publicar detonados pra gringo ler.

    Os impostos não são altos porque o pobre usa do “jeitinho brasileiro” pra não ficar à margem da cultura consumista, mas sim porque os juros são cobrados de quem menos tem, em vez de cobrar dos que possuem mais renda. Para isso precisamos de uma reforma tributária, e eu tenho esperança que o mercado de entretenimento interativo seja agraciado quando ela chegar. Pois hoje os impostos são abusivos no Brasil por medidas protecionistas e ignorantes (talvez até por lobby das emissoras de TV), e por considerar o que foi dito aqui, que game é artigo de luxo.

    Vamos ao exemplo dos televisores, para satisfazer as redes nacionais de televisão, os aparelhos precisam ser custeados de forma acessível. Definido o sistema de TV digital, o governo fez um esforço tremendo para que os conversores tivessem o preço mais baixo possível, senão ia colapsar todo um sistema consolidado. É isso que as empresas “estrangeiras” de games deviam se esforçar para conseguir aqui, um mercado estruturado. Aí sim depois teriam argumentos para fazer lobby no congresso.

    Por isso eu parabenizo a Ubisoft pelo esforço que está fazendo, mostrando que vê o potencial que há aqui. As outras não vêm pra cá porque não querem, vão esperar saturar os mercados da América do Norte, Ásia e Europa pra só depois abaixarem suas onipotentes cabeças para o setor sul do globo. E brasileiro ficar abanando o rabinho para tudo que elas fazem é continuar aceitando a colonização velada que não acabou quando Dom Pedro I deu seu grito às margens do Ipiranga.

    E Fernando, realmente tem disparidade do “minimum wage” nos estados da federação americana, mas eu peguei a média que é 7 dólares na fonte mais recente que achei.

    Eu lembro do esforço que as editoras e os desbravadores jornalistas que trabalhavam com games faziam no final da década de 80. Era tudo muito artesanal, se virando com o que chegava do Japão até aqui e eu ficava babando quando passava nas bancas e via uma nova edição da GamePower ou da SuperGame, e ainda a Ação Games e a mais velhinha Videogame com papel tipo jornal. Aí chegou o Master Sistem, o Mega Drive, eu lembro que meu sonho era ver a propaganda do Master na TV, aquele console que parecia uma nave espacial, e eu não podia ter pois era muito caro… Tive que me contentar com um Atari que era dos meus primos, comprado na década de 70 se não me engano. O mesmo depois com o Super Nes, e ganhei um Top System que minha mãe comprou pra mim com muito esforço e que era compatível com o Nes e com aqueles cartuchos que se diferenciavam pelo número de pinos, hehe. E desde então, as empresas de games e softhouses, foram ganhando rios de dinheiro mundo afora, crescendo e a indústria faturando mais que Hollywood. E a tendência deste mercado de brasileiros amantes da que pra mim já é a 8ª arte, que era crescer e aparecer, minguou. É uma vergonha, tá havendo pirataria adoidado de R4 lá no Japão e a Nintendo lá se uniu com as produtoras pra poder mostrar presença. Mas aqui, ela simplesmente fugiu… E olha que amo a Nintendo por tudo que representa, mas ela é comprometida com seu país e com o lucro onde ele for mais fácil.

    Não sou a favor de ilegalidade, nem oportunismos, até por que quero ver este mercado prosperar aqui. Mas o certo e o errado são muito relativos, e a realidade muito dinâmica para ver as coisas de forma tão rígida. No século 20 fomos colônias dos países desenvolvidos, não por incapacidade própria, mas sim por sermos tolhidos de várias formas por eles, só não vê quem não quer. E agora vem estas empresas querendo nos fazer engolir um preço abusivo, quando fomos condicionados a comprar tudo que eles produzem, isso também pode ser visto como um assalto psicológico e para se adaptar a esta realidade os consumidores se viram como pode. Se eu fosse um produtor e lançasse minha obra em um mercado por um preço fora da realidade econômica mesmo sabendo que este não tem condição de consumi-lo assim, iria estar pedindo para ser pirateado, é óbvio. O consumidor não é trouxa como devem pensar os engravatados executivos. Agora se eu abaixo o preço e conseqüentemente minhas pretensões de lucro fácil, vendendo o produto barato vou vender mais e assim não terei prejuízo. É simples. É loucura vender um jogo a 200 reais, entretenimento não é luxo, a arte deve chegar às massas e não à meia dúzia de playboys. Eu quero que os quase 8 bilhões de humanos tenham contato com obras interativas mas a maioria da indústria só quer lucrar.

    Essa rigidez cega é muito perigosa para este seguimento, eles deveriam agradecer aos pirateiros de plantão que ainda valorizam o produto deles por aqui. Faz vender consoles e fixa a marca no mercado. Se querem mais, que façam por merecer e respeitem o consumidor brasileiro com preços justos. Mas sinceramente? Eles estão mais preocupados com os dados do NPD Group…

    A pirataria é a revolução dos explorados e marginalizados. A pirataria é criação da própria indústria, é um efeito colateral provocado pela ganância sem limites.

    Meu Game Cube (comprado usado) é bloqueado, só tenho 1 jogo, o Sonic Heroes original que custou extorsivos 160 reais. Tô desempregado, não posso nem pagar um curso de game design e mesmo que pudesse, o mercado é quase nulo. Mas e aí? Não sou cego… a realidade nacional para obras interativas é revoltante.

    Mesmo assim não posso parar de sonhar..

  27. @filippebarreto parabéns! Argumentos excelentes! Quanto as afirmações históricas que fiz, sei que tiveram mais coisas, inclusive na história recente… Mas o apelo na história da colonização é maior… Afinal todos lembram que por sermos ricos em metais preciosos e pedras preciosas, os índios trocavam fácilmente esses bens valiosos para o mundo capitalista, por simples espelhos! Adoro isso… Hahaha

    Quanto è economia nos EUA, o problema recente (mercado imobiliário) se deu pois eles começaram a perder critérios na hora de conceder créditos e começaram a emprestar MUITO para quem tinha POUCO… O que acontece quando se empresta à quem não têm garantias? É quase certo virar calote… Lembrando que nesse empréstimo de valores altos, eles também fizeram o q? Cobraram MUITO, o que fez com que as pessoas não pudessem pagar o acordado… No Brasil temos a Caixa trabalhando com financiamentos de no máximo 30% da renda familiar! O q dá uma margem de segurança MUITO boa!

    Quanto à Ubisoft, me junto aos seus parabéns, pois é uma iniciativa muito boa! E eles só têm a lucrar! Exemplo, você sabia que a Google Brasil está fazendo um trabalho tão bom q eles pretendem focar o desenvolvimento do Orkut aqui! Até porque é a rede mais usada no país… Se leva a produção para o mercado que se quer expandir ou conquistar… Claro que isso é uma das muitas táticas… Pois enquanto se desenvolve a mão-de-obra do local, se gasta menos com essa mão-de-obra…

    Enfim, o mercado é MUITO complexo, mas vejo futuro no Brasil… Recentemente fiquei sabendo de empresas nacionais que estão pagando MUITO bem… Acredite, o valor me surpreendeu pois eu não vi esse valor na minha área (Análise de Sistemas) claro q para garantir esse valor bom, eles não têm um GameDesigner, o analista faz tudo… Mas mesmo assim dá o que nos falta, experiência…

    Achei que o debate feito aqui foi muito importante e indico ao pessoal das empresas de games que leiam aqui para entenderem como pensa seu público-alvo… Mas encerro por aqui minhas participações nesse tópico hehehe
    😀

  28. Filippe Barreto

    Foi uma sacanagem mesmo, Bruno. Dizem que as igrejas portuguesas são abarrotadas de ouro brasileiro, hehe. Isso também foi um belo roubo, não pessoal? Mas um erro não justifica outro, só quis mostrar que a sociedade de consumo tornou-se um monstro devorador que não pode, não quer e não vai parar e para isso vai se adaptando como as bactérias se adaptam aos antibióticos para sobreviver e se multiplicar. O problema tem que ser atacado na raiz e não com medidas paliativas, a infecção, a pirataria, sempre volta e com mais força ainda.

    Eu também sou otimista com este mercado aqui, Bruno, temos tudo pra mudar este jogo, só falta um empurrãozinho, aí o mundo verá o poderoso e vanguardista mercado brasileiro de games, haha!

    Apesar do excelente ingresso da Ubi aqui, ela será tipo a cereja do bolo no mercado nacional. São poucas vagas e enquanto não chegar mais empresas aqui, só os mais experientes e capacitados conseguirão o privilégio de trabalhar lá. Mas isso é natural. O legal é que o governo vai começar a ver que este mercado vai além de brinquedinhos de plástico para crianças. Principalmente se eles começarem a exportar e contribuir com a balança comercial do país.

    Pra mim a coisa vai começar a surpreender mesmo com os pequenos produtores brasileiros, talvez esforços independentes aqui e ali, várias obras pipocando no mercado, nem que seja com distribuição gratuita online, nem que seja vendido a 10 reais na banquinha do camelô junto aos piratinhas estrangeiros, mas o desenvolvimento nacional vai ter que sambar no botequinho da esquina pra ser notado. Aí vai no boca-a-boca, se espalhando até chegar às grandonas lá fora que virão correndo querer tomar conta desta pedra bruta que tava ali, sujinha, esquecida no canto, pronta pra ser polida e brilhar encantando o mundo. Só não pode as empresas daqui querer entrar na onda errada que já falamos e vender seu produto a um preço irreal, aí vão morrer afogadas na praia com um belo capote financeiro.

    Também encerro aqui minha participação, já falei demais, hehe. E desculpem a heresia de chamar o saudoso Master System de Master Sistem, o texto ficou muito grande e passou despercebido. 😛

    E se tiver algum perdido com jogo de Game Cube pra trocar por aí querendo um Sonic Heroes, joga o joystick pro alto. 😀

    Abraços!

  29. Dinho

    Eu já fui de usar Windows pirata ter mp3 aos montes e alguns jogos de computadores baixados da net, até a realidade bater na minha porta, pois tenho uma das maiores locadoras de video dentro da minha cidade e eu como as outras que andam na linha, tão perdendo espaço para a pirataria, seja por causa do camelô, seja por causa do P2P.
    E não adianta sozinho tentar lutar contra isso não! É inútil, ainda mais quando temos autoridades que na maioria das vezes tão cagando e andando pro povo, então resolvi adotar um método 100% sem pirataria: uso Linux no meu micro e adoro, não troco ele por nada, mp3 eu tenho só dos cd’s que eu compro, já que gosto de escutar música no meu ipod, e quantos aos jogos, deixei de jogar no micro e comprei um PS2 e 2 anos depois um Wii!
    No meu PS2 tenho 10 jogos que eu comprei nas melhores promoções em lojas como as Americanas, Submarino e Shoptime. No Wii só tenho o Wii Sports ainda, mas quando conseguir uma boa oferta com certeza irei comprar.
    Pra finalizar, nesse tempo que resolvi mudar meus conceitos, cheguei a conclusão que o ato da pirataria é uma questão de consciência de cada um, infelizmente nem todos conseguem ser que nem eu, mas já é um grande avanço.
    E para esses que não mudaram ainda, vai chegar uma hora que não existirá mais bons filmes e jogos, só produções alternativas, ou o mercado entra em extinção.

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