Como parei de me preocupar e passei a amar o Hype…

por Wagner Araújo

Hoje estava organizando minha coleção de revistas, que por sinal é uma tarefa muito interessante, pois sei que não vou terminá-la. Organizar minhas HQs é sempre um pretexto para encontrar alguma edição antiga e parar para lê-la, edições especiais ou histórias marcantes são sempre um chamativo para deixar a pilha de revistas no mesmo lugar e agendar a “organização” para outro dia.

Dessa vez as revistas que tentei arrumar foram as de videogame, essas eu não costumo colecionar (com exceção da ROX), porém ultimamente acabei acumulando algumas por aqui e entre EGMs, Nintendo World, Playstation e afins acabei folheando a ROX nº1. Foi interessante fazer isso pois acredito que foi a primeira vez que acompanhei uma revista de games desde o número 1 e na época que comecei a lê-la ainda não possuía um X360 e tudo que via ali servia apenas para aguçar cada vez mais minha vontade de adquirir tal videogame.

Depois que comprei o X360 a leitura da revista passou a ter uma finalidade diferente, mais do que acompanhar os lançamentos ler os reviews tornou-se uma tarefa quase obrigatória, já que todos sabemos que pelo preço que pagamos nos jogos cada nova compra deve ser pensada e analisada antes de ser feita. No entanto reler uma revista antiga me despertou uma sensação diferente, afinal o carro chefe das primeiras edições da ROX hoje é um velho conhecido de todos: Halo 3.

Ler sobre as “possíveis” novidades, os últimos detalhes revelados, as novas armas confirmadas foi de certa forma engraçado e me deixou imaginando a sensação que tive na época em que o jogo era apenas mais um futuro lançamento e não a caixinha que hoje “jaz” em minha prateleira.

Ainda folheando a ROX nº1 pude acompanhar as primeiras impressões sobre outros jogos já bem conhecidos de todos e a euforia nos textos aliada às expectativas daquela época geraram em mim um sentimento de nostalgia, mesmo tendo se passado pouco mais de um ano. Enquanto estava mergulhado nesse sentimento resolvi então remexer na pilha de revistas e procurar a edição mais recente da ROX, folheei acompanhando os jogos que hoje geram expectativas em muita gente, Gears of War 2, Fable 2, Halo Wars… O mesmo sentimento que nutria por Lost Planet, Call of Duty 4 e Assassin’s Creed se repete.

Estaríamos fadados a viver sempre rodeados pelo Hype? Ao me perguntar isso pude perceber que por mais negativa que seja a reação ao enfim jogar o game, a sensação de acompanhá-lo desde as primeiras notícias será sempre válida. Decepcionar-se com o Hype é um risco existente, mas no fundo a expectativa faz parte da diversão tanto quanto chegar na fase final e detonar o último mestre.

Fico imaginando no ano que vem, quando os esperados jogos de 2008 estarão fazendo companhia ao “velho” Halo 3 em minha prateleira, provavelmente eles serão jogados enquanto folheio novas páginas já de olho em 2010…

6 Responses to “Como parei de me preocupar e passei a amar o Hype…”


  1. 1 Claudio Prandoni 18 setembro, 2008 às 3:45 am

    Constatação sagaz, caro Wagner. Acho que estamos sim fadados a conviver com o hype, ao menos durante um tempo.

    Ainda outro dia comentei com mestre Alexei: acho que gostava mais de Super Smash Bros. Brawl quando ele ainda não tinha sido lançado. Cada novidade, por menor que fosse, parecia uma verdadeira torrente de alegria e expectativa.

    Saudades das atualizações diárias do Smash Dojo

  2. 2 Dori Prata 18 setembro, 2008 às 8:44 am

    Ótimo ponto de vista Wagner. Eu acho mesmo que o hype é, digamos, um mau necessário. Mas também acho fantástico quando um jogo acaba não sendo tão comentando quanto os ban-ban-bans da indústria e quando colocamos a mão nele levamos um choque e pensamos: Caramba, porque ninguém havia comentado sobre este jogo antes.
    É aquela história, para cada jogo hypeado que não vinga, existe sempre dois ou três que são muito bons e não tiveram os holofotes sobre si e se formos expertos o bastantes, podemos achar estas pérolas e fugirmos um pouco das modinhas.

  3. 3 Bruno Julião 18 setembro, 2008 às 9:01 am

    Wagner, o q dizer… O Hype é parte fundamental hoje da indústria gamer, afinal de contas, será que se não houvesse toda uma corrente de expectativa criada, será que os números de GTA 4 teriam sido tão astronômicos assim? Acredito que não, pois o hype é o que alimenta o desejo de comprar aquele jogo! Blogs e revistas quando são muito especializados em uma plataforma, infelizmente pecam por não admitirem os pontos negativos fortes que existem em uma plataforma, mas se eles ficarem marretando na cabeça dos usuários que o produto é ruim, o que acontece? Simples, ninguém compra o jogo ou o console e aquele site ou revista ou blog acaba perdendo leitores…

    Resumindo, o Hype é uma ferramenta importante da indústria gamer para manter acesa em nossos corações a chama do amor por essa forma de arte!😀

  4. 4 Lucas Patricio 18 setembro, 2008 às 10:35 am

    Puts, hype é algo que sempre gera assunto. O post sobre hype que vc linkou ai, Wagner, foi ao ar ha quase exatos 365 dias. E se vc ler novamente, vai ver que as circunstancias ainda se encaixa muito bem ao cenário atual.

    Eu sou mto afetado pelo hype. Tanto, que as vezes prefiro nem ver mtas imagens e videos de certos jogos ara não começar a sentir aquela necessidade MORTAL de jogar e ter o maldito game. Junte isso ao fato de eu sofrer de ansiedade…Pronto, vc terá um garoto a beira de um infarte toda vez que um lançamento se aproxima. Por isso que ainda não vi nenhum video de Rock band 2, GH4, FIFA09, Fable 2 e de qqr outro jogo que eu queria comprar…

    La vida es dura ^^

  5. 5 Pedro Ivo 27 setembro, 2008 às 12:09 am

    Acho que o hype depende da empresa que faz o jogo. Vejamos o caso de Browl: novidades sobre o jogo eram soltas diariamente (estou certo?), o que acabou fazendo com que as pessoas ficassem mais interessadas no jogo.

    Mas, como o Luck disse aí em cima, acaba sendo ruim para as pessoas que QUEREM mas NÃO podem comprar os jogos hypeados, tipo eu. ¬¬”

  6. 6 Pedro Ivo 27 setembro, 2008 às 12:11 am

    Foi mau, eu quis dizer “Brawl”


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