Análise: Star Wars the Force Unleashed (X360/PSP)

por Wagner Araújo

Passei o último fim de semana em uma galáxia muito distante, vivenciando histórias de muito tempo atrás, passei momentos de tirar o fôlego, e mesmo tendo sido breve minha aventura, tenho certeza de que seu resultado ficou marcado para sempre…

Antes de falar sobre qualquer aspecto técnico do jogo quero deixar claro que além de bons gráficos e jogabilidade apurada o jogo nada mais é do que outra maneira de continuar contando uma grande história, ou melhor, mais do que contar ele te faz vivenciar na pele de um personagem sem nome, que começa como um simples servo, mas que se mostra digno de ser o protagonista de um grande conto.

Depois de vivenciar os dois possíveis finais do jogo notei que fica clara a proposta da Lucas Arts que ousou colocar no mercado um jogo mediano para os jogadores comuns e ao mesmo tempo um belíssimo jogo para os fãs da saga de George Lucas. Diferente de uma história adaptada do cinema temos em SWTFU (hauahauauah abreviação legal) uma narrativa totalmente pensada para o formato do jogo, capaz de agradar até os fãs mais ferrenhos e sem desmerecer nenhum dos personagens clássicos que fazem parte dela.

O jogo foi lançado para todas as plataformas possíveis e imagináveis e pela primeira vez eu joguei o mesmo jogo paralelamente em duas plataformas diferentes, foi uma experiência legal desbravar o jogo no PSP e depois conferir a mesma aventura no X360, deixando de lado as óbvias diferenças posso afirmar que o jogo se desenrolou bem nas duas plataformas. Vou focar a análise na versão de X360, mas sempre que possível (e necessário) apontarei as nuances do PSP. Confiram no link abaixo…

SWTFU é um deleite visual para qualquer jogador, um fã pode ficar boquiaberto com os detalhes de Cloud City mas até mesmo nosso amigo Lucas “Pokémon” tirou o chapéu para os cenários que viu. Os efeitos de iluminação e texturas estão perfeitos ainda mais se considerarmos que trata-se de um jogo multiplataforma. Outro detalhe visual que chama a atenção é o uso da engine DMM (Digital Molecular Matter) que simula com perfeição os efeitos de quebra de vidros, metal retorcido, pedras e madeira destruídas e etc. só mesmo vendo para crer, e se a DMM cuida do cenário a engine Euphoria se encarrega de dar vida aos personagens, fazendo com que simulem movimentos quase reais quando confrontados com as situações do jogo, é muito divertido arremessar coisas contra os Stormtroopers e assisti-los desviar se jogando no chão ou saltando de lado, isso sem falar dos momentos hilários quando os mesmos tentam se agarrar os cenário para resistir ao Force Grip.

A engine Euphoria já havia sido usada em GTAIV, mas em SWTFU ela parece mais apurada e verossímil, fico pensando nos resultados que esta engine terá em jogos futuros.

A trilha sonora poderia ser um capítulo a parte nesta análise, mas basta dizer que muitas músicas clássicas dos episódios cinematográficos estão presentes e tocam nos melhores momentos possíveis, e já que falei dos filmes adianto que muitas figuras conhecidas dão o ar de sua graça durante o jogo, com direito a uma participação especial para fã nenhum botar defeito.

Agora chega de enrolação e vamos ao que interessa (ou pelo menos deveria): a jogabilidade. Empunhar um sabre de luz é uma tarefa intuitiva já que a jogabilidade não apresenta surpresas, trata-se do já conhecido sistema de combos com o uso de combinações pré-estabelecidas que podem ser compradas na medida que você adquiri Force Points e sobe de nível. Existem três tipos de itens “compráveis”: os combos, os poderes da Força e as habilidades (como mais pontos de vida, resistência e maior dano).

Os poderes ou habilidades da Força podem ser usados para incrementar os combos ou isoladamente para causar danos e resolver alguns puzzles. A variedade de poderes é limitada, mas em conjunto com os combos acaba não sendo repetitiva e a luta contra outros Jedis e Siths no X360 é mais variada que no PSP (onde os inimigos tem quase sempre os mesmo poderes). Outro sistema muito utilizado é o de apertar botões em seqüência para derrotar os chefes, uma clara inspiração em God of War só que não consegue ter momentos tão dramáticos quanto os de Kratos.

A aventura é totalmente linear, apresentando uma pequena possibilidade de escolha apenas no final, a narrativa é simples, mas a história contada é tão boa que muitas vezes surpreende e não deixa a desejar se comparada com os filmes, animações e qualquer outro meio utilizado para expandir o universo de Star Wars. A história se passa entre os episódios 3 e 4, tendo como protagonista o aprendiz secreto de Darth Vader, chamado apenas pelo codinome de Starkiller, que tem como missão a simples tarefa de assassinar o Imperador Palpatine e para tanto terá que trilhar os caminhos do lado negro da força. Aproveito aqui para destacar a carismática presença do droid PROXY que muitas vezes rouba a cena.

A grande falha do jogo está no fator Replay, já que terminada a aventura a única coisa que resta e conseguir as conquistas por terminar o jogo na dificuldade Hard ou gastar mais algumas horas para derrotar 500 inimigos com cada um dos poderes da Força. Nesse quesito o PSP sai na frente, pois possui modo multiplayer (combates em arenas) e um modo bem legal onde você pode jogar momentos clássicos dos filmes com personagens variados (mas que tem os mesmos poderes).

Em resumo posso afirmar que é um jogo para fãs, mas diferente do recente jogo de Lost, SWTFU pode ser indicado para qualquer um como sendo uma boa aventura que não dura muito, mas que rende bons momentos diante da TV.

9 Responses to “Análise: Star Wars the Force Unleashed (X360/PSP)”


  1. 1 Cesar "Leropold" 30 setembro, 2008 às 10:52 am

    O Wagner você sabe me dizer se as vozes das “figuras conhecidas” são os mesmos dos filmes?

  2. 2 Wagner - The Old_revenanT 30 setembro, 2008 às 2:44 pm

    @Cesar: A dublagem é muito boa, só o senador Organa foi dublado pelo ator dos Ep 2 e 3. O Darth Vader foi dublado pelo mesmo dubaldor de Souclaibur IV (Matt Sloan), já a princesa Leia foi dublada por Catherine Taber, dubladora que já participou de outros jogos como a Penelo em FFXII e a Vampira em Xmen Legends, ela também é a voz da Amidala na série animada Clone Wars.

  3. 3 Khronny 30 setembro, 2008 às 5:05 pm

    Eu joguei a demo no ps3 e achei muito legal! Pena que o jogo é curto, o que me deixa com um pé atrás de gastar tanta grana com ele pra não durar muito. Eu só queria saber porque a maioria dos reviews os trata como um jogo apenas mediano oO

  4. 4 Lucas Patricio 30 setembro, 2008 às 5:45 pm

    Eu nunca fui fã do universo Star Wars. Sempre achei legal mas não conheço nada muito além de “Luke, eu sou seu pai”. Mas enfim, quando joguei SWTFU eu percebi que o jogo realmente é um presente pra quem curte a série.

    Além de uma nova história e personagens, o jogo em si é muito bem feito. Não é “OHHH MEUUU DEEEEEUS”, mas a proposta dele é bem cumprida. Usar a força é realmente sensacional *.*

    Ótima análise, Wagner😀

  5. 5 Wagner - The Old_revenanT 30 setembro, 2008 às 7:15 pm

    @Khronny: O jogo foi considero mediano por não acrescentar nenhuma novidade ao genero, ele cumpre o que prorpõe, é um ótimo adventure, mas não há nada nele que o destaque dos demais. As inovações técnicas são resultado da combinação das engines, mas a jogabilidade é a já manjada por todos, no fim é mais ou menos como eu disse: “é uma ótima história, contada de uma ótima maneira, no entanto sem nenhum tempero a mais”.

  6. 6 Marcio Bros 3 outubro, 2008 às 10:14 am

    ainda n consegui jogara versão 360 de SWTFU, mas me garanti com as versões WII e DS, A verão DS a grande surpresa são os gráficos, simplesmente belíssimos para o pequeno portátil tentandorecriar como pode as versões para os consoles maiores, agora meu amigo a versão WII ficou foderosa😄 como o game saiu para o “zumbi” da PS2 infelizmente o game para o console branco da Nintendo teve que se contentar com um port maledito ^^ mas nem de longe o game é feio e a física também não faz feio com vários objetos “arremessáveis” e destrutivos, mas o destaque fica com a jogabilidade realmente os controles ficaram ótimos, tipo se vc faz um corte com o Wiimote para a direita o Aprendiz dá um “Sabrada” para direita, pra cima, lá vai ele fazer o mesmo, mas os combos tem de ser feitos mais lentamente e se possível, com movimentos mais abertos, para garantir a empolgação total, e os poderes da força são usados com o Nunchuk que se mostrou bem intuitivo e mas sensível do que aparenta ser, com o exemplo do “Force Push” que basta empurrar o Nunchuk para frente e ver seu personagem fazendo ao mesmo tempo que vc é uma experiência fantástica, vale lemrar que no Wii “StarKiller” usa a sabre de luz da maneira tradicional ou seja como uma espada, mas deve ser para melhor imersão no game com a jogabilidade. A única reclamação que tenho são das animações entre as fases, simplesmente robóticos o que tira um pouco do brilho do game,mas tudo bem^^

    pois empunhar uma sabre de luz com o wiimote e os poderes da força com o Nunchuk não tem preço,

    para todas as outras, existes as outras versões do game XDD

  7. 7 Claudio Prandoni 1 novembro, 2008 às 8:43 pm

    Terminei o SWTFU nesta semana e fiquei um bocado decepcionado com a duração do game. Confesso também que senti certa falta de polidez na jogabilidade – God of War, mesmo sendo de PS2, apresenta uma precisão e rapidez de resposta muito melhor que SWTFU na minha opinião.

    Aquele famigerado momento do Star Destroyer não achei tão frustrante quanto os sites gringos têm pintado. Todavia, de maneira geral, não achei o game tão bem acabado ou primoroso como o Wagner, mas concordo que é um deleite total para fãs de Star Wars e um título apenas mediano para quem não é tão aficionado assim.

    Ow, e só aqui pelo review que soube que existem dois finais! Eu fiz o final Jedi, agora preciso correr e fazer o encerramento malvado!
    hahaha

    Valeuzão, Wagner!

  8. 8 Wagner - The Old_revenanT 1 novembro, 2008 às 11:42 pm

    Isso ae Prandoni, corre lá que vale a pena ver o segundo final, ele é alternativo se considerarmos a “história oficial” de Star Wars, mas é bem divertido, para faze-lo vc deve escolher enfrentar o Vader novamente no final (ao invés de partir para o confronto com o Imperador).

    Não consegui gostar muito da parte do Destoryer acho que poderia ter sido mais intensa, com um sistema menos botões e mais ação e realmente poderiam deixar a jogabilidade tão fluída como a de God of War, o que realmente compensa no jogo é o uso da força, que frusta algumas vezes (troppers com escudo anti-força?!) e empolga em muitas outras!

  9. 9 Boladão 18 novembro, 2008 às 8:42 pm

    O pessoal esotu jogando na plataforma do PS3, mas estou muito curioso como será os dois finais!!! vocês não poderiam me contar não??? Por favor…


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