[+Leitor] “Sem sal é a tua mãe, rapá”

por Rafael Arbulu*

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Hoje, atualizando o blog da EGM Brasil, vi um comentário de um leitor que dizia qu a revista estava ficando sem sal, sem graça. O motivo: dar previews para jogos já lançados, como Call of Duty: World at War (by Lucas Patrício), e Tomb Raider: Underworld (by me, por tradução da gringa).

Não posso deixar de ressaltar o quão….esquisito e sem nexo foi o comentário do cara, que não identificarei aqui por respeito à ética. Primeiro porque o dito cujo não leu os chapéus de ambas as matérias: EM BETA. Isso significa que não é um preview comum, mas sim uma prévia com detalhes do jogo, uma vez que pegamos em armas e exploramos catacumbas escondidas através de nossos joysticks. Isso indica, logicamente, que temos detalhes e impressões exclusivas.

Segundo: são jogos famosos, que geram grande expectativa enquanto em fase de produção. Quando lançados, não são somente “bons” – são verdadeiras reinvenções, por esse ou aquele motivo.
Vou mais longe. Respondam-me vocês, GoLuckeanos: um “preview” desse jeito tem mais cara de “especial”, não? Acho que passarei a usar essa nomenclatura para esse tipo de pauta daqui para frente. Cabível, não concordam?

Agora, dizer que a revista está insossa…bom, isso é gosto, eu acho. Muita coisa que se vê na internet é insossa, como comentários, por exemplo. Já mostrei aqui nas páginas do GoLuck o que penso de alguns deles (e vejam só, fui bem elogiado…não esperava por isso, e aliás, muito obrigado a todos, de coração!).
Sendo assim, recomendo-te, jovem comentarista: ou reveja seus conceitos, ou estude mais um pouco.

Bom…de volta à PC Magazine…

*Rafael Arbulu escreve nas revistas EGM Brasil e Nintendo World e atualmente é editor do site da PC Magazine

22 Responses to “[+Leitor] “Sem sal é a tua mãe, rapá””


  1. 1 vitor 27 novembro, 2008 às 9:42 pm

    Pois é falta de interpretação =D

  2. 2 ecesar 27 novembro, 2008 às 10:09 pm

    Ja vi que o Lucas ganhou um defensor oficial, é a segunda defesa em menos de uma semana!

    Sobre o leitor, eu compreendi lendo este post acima que ele criticava o preview de jogos já lançados. OK, isso é criticável e não há desculpa que conserte. Mas é a velha limitação da mídia impressa: notícias, reviews e previews sempre vão sair atrasados. O que atrai na mídia impressa (e sou grande entusiasta desta velha forma de comunicação) deve sempre ser entrevistas, artigos originais, colunas bem escritas e conteúdo exclusivo.

  3. 3 Lucas Patricio 27 novembro, 2008 às 10:23 pm

    Ecesar: E nem estou pagando nada por isso😄 haha Brincadeira, o amigo Arbulu está recebendo uma bela quantia de dólares eu sua conta na Suiça.

  4. 4 Didier 27 novembro, 2008 às 10:34 pm

    Ae Arbulu aqui de novo defendendo pela segunda vez o Luck.Mas o Rafael esta certo é como diz o ditado: A pressa é a inimiga da perfeiçao.
    Ei falando em EGM vai ter alguma materia especial sobre Killzone 2(fora aquele preview que tem no blog) ?

  5. 5 Lucas Patricio 28 novembro, 2008 às 5:29 am

    Didier: Em breve teremos algo especial sobre Killzone 2 sim. No MSN Jogos entrou uma matéria ontem sobre ele😉

  6. 6 Alessandro Amoe 28 novembro, 2008 às 9:23 am

    A verdade é que as revistas de games no Brasil são meio insossas. A EGM acredito seja a única ainda aceitável, mas insuficiente, uma vez que muito do material legal é traduzido e não produzido aqui. Vejo pouco jornalismo de verdade na revista. É por isso que perdem espaço para a Internet, não é porque o povo cansou de papel, se não revistas e jornais não existiriam mais (na verdade, sua circulação até aumentou no Brasil nos últimos anos, caso tenha acompanhado as notícias sobre o mercado).

    Quanto ao blog da EGM, esse sim, uma vergonha, com material copiado do Kotaku sem dar crédito e deletando comentários com críticas, Não sei se esse que você comenta foi excluído, de qualquer modo não o achei nas quatro primeiras páginas dp blog. Se foi, acho uma tremenda falta de respeito e infantilidade em relação às opiniões alheias, por mais que não aceite a crítica, além de uma falta de conhecimento sobre o potencial da linguagem jornalística na Internet (algo não muito percebido no blog, com raras exceções, como o excelente papo-review de Star Wars: The Force Unleashed.

  7. 7 man_overb0ard 28 novembro, 2008 às 11:49 am

    Uma pergunta.
    Quanto tempo vocês acham que revistas de games sobreviverão?

  8. 8 Bruno Julião 28 novembro, 2008 às 11:52 am

    Olha Alessandro, confesso que não leio nem a EGM impressa e nem o blog (shame on me), mas não acho nenhum absurdo excluir posts infantis, até porque pelo pouco que conheço do Rafael, ele deve ter amenizado bastante as palavras do rapaz (isso se o post foi deletado)… Claro que se o Rafael me pedisse uma consultoria (faço na faixa pra amigos) eu sugeriria que os comentários fossem fechados à usuários cadastrados, pois dessa forma se o cara fosse baderneiro bastava banir o IP dele e evitar problemas de palavrões e etc… Lembre-se das palavras do Rafael no outro post, críticas construtivas são sempre bem vindas! Usar um tom ofensivo pode gerar retaliação, afinal de contas quem “fala o que ouve o que não quer” ou ainda “toda ação gera uma reação, na mesma direção, mas em sentido oposto e aplicada no outro corpo”😀
    Resumindo… Parabéns Rafael, acho que estamos precisamos realmente aprender de novo como ler revistas do gênero, uma vez que eu não escutava nem metade dessas críticas na época da saudosa Gamer e outras revistas da época (sim, naquela época eu lia toda hehehe ou pelo menos tentava huahauhahua Na locadora q eu ía tinha todas)

  9. 9 Alessandro Amoe 28 novembro, 2008 às 12:02 pm

    O Arbulu não cita qualquer falta de educação do leitor, apenas que a crítica dele foi fundamentada em argumentos quanto aos previews. Pode-se até não concordar, mas era uma crítica construtiva. As pessoas tendem a achar que críticas construtivas são só aquelas com as quais concorda, e o resto merece ser deletado. As discordantes, na verdade, possuem o mesmo valor. Se o cara não foi mal educado, como presumo não ter sido, não teria porque deletar ou responder com a grosseria da imagem e título desse post (isso sim, deletável).

  10. 10 Rafael Arbulu 28 novembro, 2008 às 12:26 pm

    O comentário dele ainda está sob moderação. Não me cabe editar essa parte do blog.

  11. 11 Uehara 28 novembro, 2008 às 12:56 pm

    Ué, um “preview” desses não costuma ser chamado de “hands-on” ou seja lá qual for o termo traduzido pra brasileirês?

    Primeiro, deixa eu falar uma coisa. Acho completamente válido falar de jogos que já foram lançados há algum tempo. Não é todo mundo que joga todos os lançamentos assim que saem, e sempre é bom ter a opinião e as impressões de alguém que trabalha com isso. Odeio como jogos lançados há uns 3 meses atrás já são “velhos” e caem no esquecimento. Tem muita coisa que eu quero comprar ainda que foi lançada há anos atrás!

    Segundo, se tá sem sal, para de comprar, pô. Crítica construtiva é bem-vinda, mas eu acho total perda de tempo entrar num site/blog pra falar que tá uma merda. Se não tá gostando, dá o fora.

  12. 12 Eduardo 28 novembro, 2008 às 5:25 pm

    É, os jornalistas contra-atacam…😄

  13. 13 Gustavo "Mancha" 28 novembro, 2008 às 6:43 pm

    Yoga Flame!

    Ok, não vou incentivar flame wars, mas tenho que dizer uma coisinha só: não se pode ser extremo. Do mesmo jeito que os leitores tem, sim, direito a se expressar e comentar, também acho que os jornalistas tem o direito de discordar e responder. Claro que tudo com moderação.

    Um leitor dizer que a revista está “sem sal” não é um xingamento, é uma opinião. Se ele falar que o trabalho da redação “é uma merda” aí sim, é um insulto. Tem um grand canyon de diferença entre falar mal só por falar e dizer o que pensa.

    Do mesmo jeito, uma ação não justifica a outra. Não é porque um leitor se excedeu e foi mal-educado que o jornalista tem o direito de responder de forma provocativa. A imagem do post, infelizmente, é exatamente isso: uma provocação, como também foi o fato de mandar o leitor “estudar mais ou rever seus conceitos”.

    Creio que agora é um momento delicado pra imprensa impressa (meio redundante, não?), que tem visto seu espaço tomado pela internet pouco a pouco. E é aí que eu acho que deve-se mudar, inovar, e tentar ouvir as críticas – mesmo as mal-educadas – pra tentar entender melhor o processo de adaptação e encontrar um caminho novo. Eu, pessoalmente, não troco um amontoado de papel por um monitor. Eu gosto da textura do papel, do cheiro de tinta, de folhear as páginas e de ler em qualquer canto sem ter que forçar a vista com uma tela brilhante. E acho que o momento não é de rebater críticas nem de ignorá-las, mas de usá-las a favor.

    Mas é claro que educação é bom e todo mundo gosta. Só não esqueçamos que um ato rude não justifica o outro. :]

  14. 14 Eduardo 28 novembro, 2008 às 6:57 pm

    Concordo com o Gustavo.

    Não acho justo simplesmente mandar pentear macaco qualquer um que dê uma opinião que não agrade.

    Se a gente for começar a dar espaço para críticas somente aos “entendidos” vai ficar dificil.

    O leitor comum é o que conta. O cara que abre a revista sem compromisso, e no final dá sua opinião, seja ela positiva ou negativa. Esse é o cara que mais importa porque é o cara que teve a opinião mais imparcial e pura (na medida do possível, ninguém é perfeito).
    Afinal de contas, não é a publicação que escolhe seus leitores, são os leitores que escolhem a publicação.

  15. 15 pedro henrique 28 novembro, 2008 às 8:28 pm

    ele está totalmente errado. eu entendo que as vezes vocês recebem o jogo bem antes, fzem o preview so que quando vâo lançar a revista o jogo já foi lançado.e alem do mais eu pefiro ver mil vezes a egm do que esses sites de video-games (se bem que eu tenho um, mas é só para eu melhorar o meu jeito de fazer reviews,detonados e etc, para um futuro emprego em uma revista de gamers,se bem que ainda falta muito para isso, ainda tenho 12 anos!) e tambem acho que principalmente os detonados, e melhor fazer o que ter a revista do lado sem precisar ficar correndo feito um doido para o computador, e ficar apertando o botão windows para ver o detonado?

  16. 16 Lucas Patricio 28 novembro, 2008 às 8:57 pm

    haha eu não vou entrar na discussão, mas uma coisa eu digo: eu sou muito mais leitor do que jornalista😄

  17. 17 Rebeca 28 novembro, 2008 às 11:40 pm

    Bom, não sei se sou a única, mas nesse caso não creio que o leitor quis ofender. Isso me pareceu apenas um comentário egoísta e meio infantil, de quem deve ter acesso aos jogos novos logo no lançamento e não quer ver previews do que já comprou e cansou de jogar, mas esquece que a maioria ainda não pôde desfrutar e precisa se contentar em apreciar os games através do que o redator escreveu.
    Tem muita gente que critica porque só quer ver nas revistas e sites o que gosta e está interessado. E simplesmente abstraem que para muitas outras pessoas o conteúdo que não os interessa é a maior novidade e que uma revista está lidando com um público diversificado, tendo que atender a gostos igualmente variados.
    Ou seja, pra mim é o tipo de comentário que merece ser ignorado.

  18. 18 Eduardo 29 novembro, 2008 às 12:12 am

    Mas o cara tem o direito de dizer o que ele quer ler na revista, afinal de contas ele é um consumidor.
    Se a revista vai ou não acatar com a opinião dele é uma outra história que não convém aqui.
    O comentário do leitor não tem que ser ignorado se não foi uma crítica gratuita e parcial.
    O cara dizer que a revista está “sem sal” por que não falam mais de lançamentos é diferente do cara dizer (por exemplo) que a revista é um lixo porque não falam de mais jogos de Commodore 64.

    O que eu to questionando aqui não é o fato da revista falar ou não de lançamentos, é o fato da opinião honesta de um leitor ser ridicularizada por que é chato ouvir uma crítica.
    Que é chato é, mas a partir do momento que se escreve pro público, a gente tem que estar aberto a essas coisas.

  19. 19 Lucas Patricio 29 novembro, 2008 às 12:29 am

    Concordo com o Dudu. Leitor sempre tem razão. Mesmo sendo um troglodita😄

  20. 20 Rebeca 29 novembro, 2008 às 12:50 am

    @Eduardo: Concordo contigo no sentido que devem ser aceitas as opiniões honestas e educadas dos leitores e, como falei no começo, ele não foi ofensivo. Mas depois eu comentei do pessoal em gera que critica as revistas/blogs apenas pq não escrevem SOMENTE o que eles gostam.

    Sério, já vi muita gente falar que achava a revista ou site X uma porcaria pq devia falar apenas dos jogos A e B que eram os únicos bons que mereciam ser falados. Mas tipo, quem é a pessoa pra determinar qual jogo é digno de ser falado ou não? Eu acho isso egoísta, sabe? Criar uma expectativa pessoal e achar que uma publicação deve atendê-la em exclusivo, entende?
    Quando vou ler um site ou uma revista, sempre tem um monte de coisa que não me interessa, então apenas ignoro essas partes e vou ler o que gosto. Mas não fico achando ruim, entendo que tem outras pessoas que vão gostar do que não me chamou atenção e fico feliz pq, assim como eu, elas vão ter um pedaço do conteúdo que vai lhes agradar.

    Óbvio que esse leitor e os consumidores têm o maior direito de dizer o que querem ler nas revistas! Mas pra isso existe o termo “sugestão”. Não custa nada mandar uma carta ou email pra redação falando “poxa, vocês não acham bacana este jogo? Que tal falar sobre ele numa próxima edição?”. Ou então fazer uma crítica construtiva dizendo “olha, acho que vcs tão deixando um pouco a desejar, tal coisa que estão abordando parece estar meio defasada, que tal se abordassem isso e aquilo e etc, por causa disso e tals”.
    Agora, o chato é reclamar como se a mídia fosse obrigada a publicar só tal tipo de matéria. E pior, reclamar sem um fundamento, só pq vc não gosta do que está sendo publicado, sendo que muitas outras pesoa têm o direito de gostar e ler.

  21. 21 Eduardo 29 novembro, 2008 às 9:42 am

    Realmente, a pessoa tem que ter bom senso pra saber oq exigir de uma publicação. Mesmo porque aqui não é o Japão, onde tem uma revista pra cada videogame, uma pra cada genero, uma pra cada cor de cabelo do personagem principal…
    Mas não acho que esse tenha sido o caso exposto pelo Rafael.

  22. 22 Rebeca 29 novembro, 2008 às 4:29 pm

    Poxa, ia ser o máximo se aqui fosse que nem o Japão, né? Milhões de revistas de videogame pra escolher! xD


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