Archive for the 'Preview' Category

Eu tenho medo!

por Wagner Araújo

FearFaceNo início do ano o criador da série Metal Gear, Hideo Kojima, falou em uma entrevista sobre a inserção de uma emoção maior nos games quando tratarem de violência, ele afirmou que busca uma maneira de fazer o jogador se sentir mais responsável, sentir mais os efeitos de, por exemplo, puxar o gatilho de uma arma contra um inimigo virtual. Quem já jogou alguma das versões de Metal Gear sabe que seu enredo possui uma carga emocional muito forte, mas por outro lado como se trata de uma história muito densa algumas vezes tal emoção acaba perdida entre os muitos diálogos e referências da obra, porém hoje não quero falar sobre violência, esse assunto já rendeu muito nesses últimos dias, quero falar a respeito de uma das mais primitivas emoções, quero falar sobre o medo.

Ainda estou por aqui me recuperando de uma gripe (justo nas minhas férias!) e para passar o tempo resolvi jogar um pouco de videogame, dedicando-me ao jogo que eu (e mais um monte de gente) escolhi(eu) como o melhor de 2007. Como já havia conferido a demo do jogo sabia mais ou menos o que esperar, mas “mais ou menos” não significa muita coisa quando você se vê sozinho no escuro. Bioshock está me fazendo relembrar os momentos de apreensão e angústia que só os bons “jogos de terror” podem causar e por falar em ficar sozinho no escuro resolvi escrever um pouco sobre outro jogo que promete trazer aos nossos consoles mais momentos como os que descrevi.

Não se esqueça de apagar a luz…

No SB Games (evento que rolou em novembro passado cujo um dos focos é o desenvolvimento de jogos) uma das primeiras palestras apresentadas foi justamente sobre a abordagem das emoções nos jogos. Nelson Zagalo, professor de Ciências da Comunicação da Universidade de Minho, em Portugal, fez um comparativo sobre a “presença” de emoções nos filmes e nos games e também a possibilidade de inseri-las de uma forma mais controlada nos jogos.

Enquanto tal fórmula ainda não é criada ficamos com os jogos que se propõem a um tipo específico de emoção e talvez a mais simples de alcançar seja o medo. O clima é o essencial quando falamos de medo, quem não tomou seus primeiros sustos virtuais com as janelas que quebravam em Resident Evil, revelando inimigos inesperados?
De Resident Evil pra cá muita coisa foi implementada nos famosos Survival Horror, tivemos fantasmas, zumbis, sombras e agora sujeitos grandões defendendo menininhas e a emoção desejada ainda continua lá, seja nos corredores mal iluminados, nos sons vindos do nada ou nos vultos que teimam em aparecer.

Nova geração, velhos sustos, novas armas…

Mix Survival Horror

Um dos grandes conhecidos no hall dos “jogos de terror” receberá uma nova versão ainda esse ano, Alone in the Dark: Near Death Investigation promete trazer para a nova geração os sustos que começaram no PC em 1992, naquela época de recursos visuais limitados a trama era o ponto forte do jogo cuja forma apresentou elementos que seriam usados quatro anos mais tarde no já citado Resident Evil.

Dessa vez os sustos terão como palco o Central Park e todas as suas atrações e mistérios, com direito aos velhos temas sobrenaturais, só que dessa vez com um foco maior na ação. Talvez essa nova versão de Alone in the Dark faça com a franquia o mesmo que Resident Evil 4 fez em relação as três primeiras partes.

Essa tal nova abordagem para os antigos jogos de terror me deixa um pouco preocupado, afinal a linha que divide o tiroteio desenfreado e os bons e velhos sustos é muito tênue. Resident Evil 4 é um jogo incrível e na minha opinião conseguiu equilibrar-se entre aquilo que eu esperava (sustos ocasionais) e boas seqüências de ação (o que revitalizou a série), mas Alone in the Dark baseou-se sempre no enredo, basta lembrar a versão de PSOne onde uma das protagonistas contava apenas com uma lanterna como arma durante a maior parte do jogo. Ainda é cedo para afirmar se o jogo cumprirá ou não com a expectativa dos fãs, por enquanto podemos conferir aqui um dos trailers do jogo para já ir entrando no clima, lembrando que Resident Evil 5 e Silent Hill 5 também estão em produção.

“Por precaução dormirei hoje com a luz acesa e vou verificar se não tem nenhum splicer escondido no armário…”

Preview: God of War Chains of Olympus (PSP)

por Wagner Araújo

GoW ChainsConferi hoje um novo vídeo da futura aventura de Kratos que rolará no PSP e no mesmo momento agradeci aos deuses gregos por ter adquirido um PSP recentemente. Sou fã declarado da franquia como a maioria dos gamers que já jogou e até hoje fico admirado pela forma como uma jogabilidade tão simples (em essência um hack and slash) pôde trazer tanta diversão, relembrando-me dos tempos de Final Fight e afins.

Repetindo a velha fórmula…

As duas primeiras aventuras receberam uma ótima aceitação pela maioria, coisa que não é muito fácil num console com uma base instalada tão grande como o PS2. A mitologia grega misturada aos quebra-cabeças bem elaborados (sem ser chatos) com uma super dose de ação (ok, uma super dose extra de ação) fizeram das duas primeiras aventuras um grande sucesso, essa fórmula acabou sendo copiada várias vezes, mas sem sucesso, talvez seja o carisma de Kratos (ou a falta dele) que mantém a franquia na ponta dos dedos de todos os gamers e agora será possível levá-lo para qualquer lugar.

Mas chega de enrolação, vamos às informações já divulgadas da terceira parte da aventura: para início de conversa essa aventura se passará antes das duas já contadas no PS2, ela compreenderá os dez anos em que Kratos passou servindo aos deuses do Olimpo e essa servidão o levará a vários lugares onde os mortais jamais estiveram e que por algum motivo estão além dos poderes dos deuses. A ação desenfreada estará presente, assim como os inimigos gigantes e os “chefões” maiores ainda. Alguns minigames também são prometidos, provavelmente para garantir uma maior vida útil no portátil.

O que mais chama a atenção nas imagens que vamos conferir é a qualidade gráfica, sei que o PSP já apresentou games com ótimos visuais (Silent Hill Origins, Metal Gear Portable Ops…), no entanto a velocidade dos combos aliada as texturas das criaturas e do ambiente fazem qualquer um pensar que está diante de imagens do próprio PS2, só mesmo um olhar mais atento entrega as pequenas diferenças entre as versões.

Conferindo o bom trabalho da Ready At Dawn Studios…

O lançamento está previsto para 04 de março, uma demo já foi distribuída em setembro do ano passado, nela Kratos enfrenta uma horda de soldados persas com direito ao confronto contra um Basilisco gigante cuspidor de fogo além de uma luta no melhor estilo “Kratos” contra o rei persa, ainda na demo é possível conferir um novo poder o “Efreet Power” que quando acionado invoca um gênio de fogo que causa dano em todos os inimigos na tela (aparece duas vezes no vídeo acima), esse poder é adquirido após a derrota do rei persa.
Agora é aguardar para conferir e quem ainda não tem um PSP está diante de um forte motivo para mudar de ideía.

“Já pensou se no Final Fight ao invés do Hagar tivéssemos o Kratos? Eu …”

Preview: Iron Man The Video Game…

… ou a esperança é a última que morre.

por Wagner Araújo

TonyDepois de uma semana para repor as energias perdidas no final do ano eu volto ao blog para explicar algo que fiquei devendo quando conversamos aqui sobre as expectativas para 2008.
Já conversamos muito, aqui mesmo no blog, sobre o que acontece quando os filmes são adaptados para os games, chegamos a conclusão de que o saldo é sempre negativo (salvo raríssimas exceções) e o ano de 2008 continuará trazendo tais adaptações, mas uma delas estava na minha lista de jogos aguardados para esse ano e não era só um adaptação de filme para game, mas sim uma de “historia em quadrinhos para filme para game”, estou falando do jogo do Homem de Ferro.

Ser nerd é: não perder as esperanças com os filmes…

Quando o filme do Homem de Ferro foi anunciado a primeira coisa que pensei foi “como ficará o jogo dele?”, afinal eu sou super fã de filmes, mas fã maior ainda de jogos eletrônicos, porém acima disso tudo sou aficionado por histórias em quadrinhos.
Muitos estranham ao olhar minha coleção de DVDs e encontrar coisas como os filmes do Quarteto Fantástico e o filme da Elektra no entanto eu sempre ressalto, para esses que questionam a qualidade dos mesmos, que gosto desses filmes baseados em HQ’s pois não me preocupo que os mesmo sejam incrivelmente fieis as histórias, mas que tragam a essência do personagem para essa mídia diferenciada que é o cinema, isso nem sempre acontece, mas confesso que não consigo deixar de assisti-los.

Ser nerd é: impressionar-se com as primeiras imagens

As primeiras imagens do filme já foram divulgadas, a armadura do Homem de Ferro está muito bem modelada e para euforia dos fãs está muito fiel a versão atual dos quadrinhos (sem citar as outras que aparecerão no decorrer da película). Junto com as primeiras imagens do filme vieram as imagens do jogo e confesso: estão de arrasar. A movimentação do Homem de Ferro e os efeitos da armadura me deixaram loucos para conferir os controles do jogo, as manobras em pleno ar e os ataques demonstrados te fazem sentir o poderio matador de uma armadura ultra-tecnológica!

A jogabilidade mostrada no vídeo demonstra uma liberdade grande de movimentos e no momento que assiti não pude deixar de lembrar do jogo Hulk Ultimate Destruction, que na minha humilde opinião foi um dos melhores jogos já feitos para o verdão.
O enredo do filme promete mostrar a origem do herói, só que repaginada para os tempos atuais, o que promete muito tiroteio e disputas aéreas contra jatos supersônicos e terrestres contra tanques e maquinário pesado.

Levando isso em consideração não podemos esperar muita originalidade do enredo do jogo, mas quem sabe dessa vez a Sega não use o jogo para expandir o universo do filme, já que possíveis tramas e vilões podem ser facilmente retiradas das HQ’s.

Ser nerd é: jogar, mesmo que seja ruim…

IR ScreenEu sei que cultivar esperanças de uma adaptação acima da média para os videogames é arriscado, já que até mesmo o filme Batman Begins (considerado pela maioria a melhor adaptação cinematográfica do Batman) teve um jogo medíocre (que eu não deixei de jogar).
Por enquanto resta curtir as imagens, aguardar o filme e quem sabe divertir-se com o jogo. A promessa é que ele seja multiplataforma (PC, PS2, PS3, PSP, DS, Wii e X360), o que sempre me assusta já que essas mega-adaptações sempre são generalizadas demais, porém estamos numa atual geração de jogos mais amadurecida, os consoles mais novos já estão no mercado a mais de uma ano, talvez seja a hora de derrubar mais esse tabu e trazer aos games uma adaptação digna das HQ’s, ou filmes, ou livros…

“Enquanto Iron Man: The Video Game não chega vou relendo as HQ’s…”


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